A onda de calor que atinge grande parte do Brasil desde o final de dezembro registrou temperaturas recordes em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro. O fenômeno provocou alerta vermelho de grande perigo emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia para oito estados. As altas temperaturas persistem devido a um bloqueio atmosférico que impede a entrada de frentes frias e favorece o ar quente e seco.
O alerta abrange todo o estado de São Paulo, Rio de Janeiro, parte de Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina. A condição se estende a mais de 1.200 municípios. As temperaturas ficam pelo menos 5°C acima da média por mais de cinco dias consecutivos. Autoridades recomendam hidratação constante, uso de roupas leves e evitar exposição ao sol nos horários de pico.

Recordes de temperatura em capitais marcam o fenômeno
São Paulo registrou 36,2°C na sexta-feira, superando o recorde anterior do ano e o maior para dezembro desde 1961. A capital paulista acumulou dois dias consecutivos com marcas históricas. O Rio de Janeiro alcançou 41°C em alguns pontos, com sensação térmica acima de 50°C.
Outras cidades do interior do Sudeste também registraram máximas acima de 37°C. O calor intenso afeta tanto áreas urbanas quanto rurais. A combinação de ar quente e baixa umidade aumenta os riscos à saúde.
Bloqueio atmosférico explica a persistência do calor
O bloqueio atmosférico atua sobre o Centro-Sul do país. Esse sistema dificulta a passagem de frentes frias e mantém a massa de ar quente estacionada. As madrugadas permanecem abafadas em várias regiões.
O fenômeno se intensifica no verão, quando as temperaturas já são naturalmente elevadas. A ausência de chuvas frequentes agrava a situação. Regiões como Sudeste e Centro-Oeste enfrentam o impacto mais severo.
Previsão indica manutenção do calor até o fim do ano
As temperaturas elevadas devem continuar até o final de 2025 em grande parte das áreas afetadas. Pancadas de chuva isoladas podem ocorrer à tarde, mas sem alívio significativo. O calor persiste especialmente no Rio de Janeiro até a primeira semana de janeiro.
Em São Paulo, as máximas caem para abaixo de 30°C a partir de 31 de dezembro. A umidade aumenta gradualmente com a aproximação de frentes frias. Outras regiões do Centro-Oeste mantêm máximas próximas de 30°C.
Impactos na saúde e recomendações das autoridades
O calor extremo eleva o risco de problemas como desidratação e exaustão térmica. Grupos vulneráveis, como idosos e crianças, precisam de atenção especial. Órgãos de saúde orientam consumo abundante de água e redução de atividades físicas intensas ao ar livre.
A baixa umidade relativa do ar em algumas áreas chega a menos de 30%. Isso agrava o desconforto e aumenta a demanda por energia elétrica devido ao uso de aparelhos de refrigeração. Autoridades pedem uso racional de água nos reservatórios.
Mudança gradual do tempo com pancadas de chuva
Frentes frias começam a avançar pelo Sul e Sudeste nos últimos dias de dezembro. Isso favorece pancadas mais organizadas e volumes irregulares de chuva. O Norte registra instabilidades com chuvas volumosas em alguns pontos.
No Nordeste, o calor permanece intenso no interior, enquanto o litoral apresenta temperaturas mais amenas. A combinação de umidade e calor favorece temporais localizados. As chuvas ajudam a reduzir as temperaturas extremas gradualmente.
Regiões Norte e Nordeste com padrões distintos
O Norte enfrenta calor elevado com pancadas frequentes à tarde. Áreas como Amazonas e Pará registram acumulados significativos. O Nordeste apresenta contraste entre litoral e interior.
O sertão nordestino mantém baixa umidade e temperaturas altas. Capitais litorâneas têm máximas próximas de 30°C com brisa marítima. A influência da Zona de Convergência Intertropical afeta o Amapá com chuvas volumosas.
Centro-Oeste mantém abafamento com instabilidades
Em Goiás e Mato Grosso do Sul, o calor persiste com máximas ao redor de 30°C. Pancadas isoladas ocorrem no período da tarde. Brasília varia entre 20°C e 26°C com chance de chuva.
A umidade elevada eleva a sensação térmica. Áreas agrícolas enfrentam estresse hídrico em pontos isolados. As chuvas irregulares ajudam a amenizar o calor, mas sem eliminação completa do fenômeno.
Sudeste e Sul aguardam alívio com frente fria
No Sudeste, as temperaturas permanecem altas até o início de 2026 em alguns estados. São Paulo e Rio de Janeiro registram máximas elevadas até segunda-feira. O avanço de frentes frias traz pancadas mais intensas.
No Sul, chuvas volumosas podem ocorrer em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Temporais com raios e ventos fortes são esperados. O calor perde força gradualmente nessas regiões.