O telescópio Subaru, localizado no Havaí, capturou imagens do cometa interestelar 3I/ATLAS em 13 de dezembro de 2025, no horário local. A observação ocorreu pouco antes da aproximação máxima à Terra, em 19 de dezembro, quando o objeto estava a cerca de 270 milhões de quilômetros de distância.
O 3I/ATLAS, descoberto em julho de 2025 pelo sistema ATLAS no Chile, é o terceiro objeto interestelar confirmado, após ‘Oumuamua e Borisov. Ele exibe atividade cometária típica, com coma e cauda visíveis.
As imagens foram obtidas com o instrumento FOCAS, em exposição curta, e mostram a cauda do cometa de forma clara.
Descoberta e trajetória do objeto
O cometa 3I/ATLAS foi identificado em 1º de julho de 2025. Sua trajetória hiperbólica confirma origem fora do Sistema Solar.
- Velocidade elevada em relação ao Sol.
- Eccentricidade orbital superior a 1.
Ele passou pelo periélio em outubro de 2025, a 1,36 unidade astronômica do Sol. Atualmente, o objeto se afasta, alcançando a órbita de Júpiter em março de 2026 e de Netuno em 2028.
Observações preliminares indicaram coma difusa e atividade cometária logo após a descoberta. Telescópios como Hubble e James Webb registraram detalhes da composição.
Detalhes da observação no Subaru
A captura ocorreu na madrugada de 13 de dezembro de 2025, horário do Havaí. O instrumento FOCAS combinou filtros em bandas V, R e I para criar imagem colorida.
Cada exposição durou 2 segundos. Apesar do tempo curto, a cauda expandida apareceu de forma nítida.
A distância na ocasião era de aproximadamente 1,8 unidade astronômica. O cometa se dirigia para a aproximação terrestre de 19 de dezembro.

Características cometárias reveladas
O 3I/ATLAS apresenta coma avermelhada, similar a cometas do Sistema Solar e ao Borisov. Observações indicam ejeção de poeira em grãos pequenos e grandes.
Espectroscopia detectou emissões de níquel e cianeto. A composição inclui gelo de dióxido de carbono e quantidades menores de água.
- Grãos de poeira de 1 micrômetro ejetados a 22 m/s.
- Grãos maiores de 100 micrômetros a 2 m/s.
A cor vermelha sugere compostos orgânicos irradiados.
Comparação com outros interestelares
O 3I/ATLAS difere do ‘Oumuamua, que não mostrou atividade cometária clara. Ele se assemelha mais ao Borisov, com coma e cauda evidentes.
Sua origem provável está no disco espesso da Via Láctea. Estimativas sugerem idade superior a 7 bilhões de anos.
Observações com telescópios como VLT e Hubble confirmaram ausência de ferro em algumas emissões. Isso destaca peculiaridades na composição interestelar.
Observações complementares globais
Missões da NASA, como Parker Solar Probe e Hubble, registraram o cometa em diferentes fases. A ESA utilizou sondas em Marte para monitoramento.
Buscas por sinais artificiais, realizadas com radiotelescópios, não detectaram emissões anômalas. O objeto comporta-se como corpo natural.
A cauda anti-solar, observada em algumas imagens, apresentou jatos oscilantes. Isso indica rotação do núcleo a cada 15 horas aproximadamente.
O 3I/ATLAS continua visível em telescópios amadores no início de 2026, embora com brilho decrescente. Sua passagem oferece dados únicos sobre matéria interestelar.
Estudos espectroscópicos revelam concentração crescente de níquel e cianeto durante a aproximação solar. A atividade aumentou de forma constante entre julho e agosto de 2025.
Implicações para a astronomia
A raridade de objetos interestelares torna cada passagem valiosa. O 3I/ATLAS fornece insights sobre formação planetária em outros sistemas.
Colaborações internacionais permitiram monitoramento contínuo. Telescópios terrestres e espaciais contribuíram com dados complementares.
A trajetória hiperbólica garante que o cometa não retornará. Ele se perde no espaço interestelar após cruzar órbitas externas.