O mercado automotivo brasileiro registrou 2.547.034 emplacamentos de automóveis e comerciais leves ao longo de 2025. Esse volume representa um crescimento de 2,4% em comparação ao ano anterior, apesar de desafios como juros elevados e restrição de crédito.
A Fiat Strada manteve a posição de líder pelo quinto ano consecutivo, com 142.903 unidades comercializadas. O modelo destacou-se pela versatilidade em usos urbanos e rurais, consolidando a preferência por picapes compactas.
O Volkswagen Polo ocupou o segundo lugar, com 122.677 emplacamentos, seguido pelo Fiat Argo, que somou 102.639 unidades. Esses resultados reforçaram a força dos hatches compactos no topo da lista.
Domínio das picapes e hatches no topo
A liderança da Fiat Strada reflete uma tendência consolidada no mercado brasileiro, onde veículos versáteis ganham espaço. A picape registrou vendas estáveis ao longo dos meses, beneficiada por opções de cabine simples e dupla.
O Volkswagen Polo destacou-se entre os automóveis de passeio, com desempenho consistente em versões de entrada e intermediárias. Já o Fiat Argo manteve volumes elevados graças a atualizações na linha e posicionamento competitivo.
- Fiat Strada: 142.903 unidades
- Volkswagen Polo: 122.677 unidades
- Fiat Argo: 102.639 unidades
Esses três modelos concentraram uma parcela significativa das vendas totais do ano.
Ascensão dos SUVs no ranking
Os SUVs ampliaram sua participação no mercado em 2025, ocupando posições estratégicas na lista dos mais vendidos. O Volkswagen T-Cross liderou o segmento, com 92.842 unidades, garantindo a quarta colocação geral.
Outros destaques incluíram o Hyundai Creta (76.168 unidades), o Hyundai HB20 (85.035) e o Chevrolet Onix (79.895), que reforçaram a demanda por veículos elevados e equipados. Modelos como Jeep Compass e Honda HR-V também figuraram entre os preferidos, com volumes acima de 61 mil unidades cada.
Essa expansão ocorreu em um contexto de busca por maior conforto e segurança pelos consumidores.

Avanço de modelos eletrificados
Veículos elétricos e híbridos ganharam relevância no ranking de 2025, com o BYD Dolphin Mini se destacando como o elétrico mais vendido, alcançando 32.488 unidades e entrando no Top 30 geral.
Marcas chinesas como BYD e GWM contribuíram para o crescimento do segmento eletrificado, que registrou aumento em relação ao ano anterior. Esses modelos atraíram compradores por eficiência energética e incentivos fiscais em alguns estados.
O avanço refletiu uma transição gradual para opções mais sustentáveis no mercado brasileiro.
Participação das picapes no mercado
Além da Strada, outras picapes mantiveram presença forte na lista. A Volkswagen Saveiro somou 67.753 unidades, enquanto a Fiat Toro registrou 52.133.
No segmento de picapes médias, a Toyota Hilux liderou com 49.732 emplacamentos, seguida por modelos como Ford Ranger e Chevrolet S10. Esses veículos atenderam demandas de trabalho e lazer, contribuindo para a diversidade do ranking.
A categoria de picapes representou uma fatia relevante do total de vendas anuais.
Modelos de entrada e sedãs
Hatches de entrada como Fiat Mobi (73.013 unidades) e Renault Kwid (57.938) continuaram populares entre consumidores sensíveis a preço. Sedãs apareceram em posições inferiores, com o Chevrolet Onix Plus liderando a categoria (52.959 unidades).
Outros sedãs, como Volkswagen Virtus e Hyundai HB20S, registraram volumes moderados. Essa configuração indicou uma preferência maior por hatches e SUVs em detrimento dos três-volumes tradicionais.
O mercado manteve concentração em modelos acessíveis e práticos.
Desempenho mensal e vendas diretas
Dezembro fechou com volume elevado de emplacamentos, impulsionando os números finais do ano. Vendas diretas representaram cerca de 52% do total, influenciando posições de alguns modelos.
A média diária de vendas em meses finais superou expectativas iniciais. Esse padrão distribuiu os volumes de forma equilibrada ao longo de 2025.
Preferências regionais e segmentos
A demanda variou por regiões, com picapes fortes no interior e SUVs nas áreas urbanas. Segmentos compactos dominaram, refletindo restrições orçamentárias dos compradores.
Modelos com motor 1.0 ou flex mantiveram maioria absoluta. Essa composição destacou a adaptação do mercado às condições econômicas vigentes.