Papel higiênico e alimentos básicos desaparecem dos supermercados venezuelanos após ataque dos EUA

Prateleiras vazias, supermercado

Prateleiras vazias, supermercado - Kyttan/shutterstock.com

Venezuelanos enfrentam escassez em supermercados após a captura de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em operação militar dos Estados Unidos realizada na madrugada de 3 de janeiro. A ação, que incluiu ataques a alvos em Caracas e outras regiões, gerou apreensão imediata entre a população, levando a uma corrida por produtos de primeira necessidade. Relatos de várias cidades indicam que itens como papel higiênico, farinha de milho, macarrão, frango e água potável sumiram rapidamente das prateleiras.

A operação americana resultou na remoção de Maduro do poder, com ele sendo transferido para os Estados Unidos para enfrentar acusações de narcoterrorismo e tráfico de drogas. Em resposta, muitos cidadãos optaram por permanecer em casa ou buscar suprimentos essenciais, temendo interrupções no abastecimento nos dias seguintes.

  • Longas filas se formaram em estabelecimentos abertos, principalmente supermercados e farmácias.
  • Postos de combustível também registraram aglomerações, com motoristas preocupados com possíveis restrições.
  • Áreas afetadas pelos ataques apresentaram interrupções no fornecimento de energia, agravando a situação.

Escassez em itens básicos

Supermercados em Caracas e na ilha de Margarita relataram falta de produtos essenciais desde as primeiras horas após a operação. Consumidores compraram grandes quantidades de farinha de milho, usada na preparação da arepa, alimento básico da dieta venezuelana. Outros itens como leite, carne e massas também desapareceram rapidamente, deixando prateleiras vazias em vários pontos de venda.

A preocupação com importações interrompidas motivou essa corrida, especialmente em regiões dependentes de suprimentos externos. Correspondentes no local observaram que estabelecimentos turísticos enfrentam riscos maiores de desabastecimento, já que grande parte dos alimentos chega por vias marítimas ou aéreas agora sob alerta.

Venezuela – Foto: Sherif Ashraf 22/Shutterstock.com

Situação em Caracas

Na capital venezuelana, a maioria da população permaneceu recolhida em residências durante o dia seguinte à operação. Grupos armados ligados ao governo anterior circularam em algumas áreas, enquanto cidadãos comuns priorizaram o estoque de bens. Explosões ouvidas na madrugada afetaram instalações militares, causando blecautes em bairros próximos.

Moradores consultados de forma reservada expressaram alívio com a mudança política, mas destacaram o receio imediato de instabilidade no fornecimento. Farmácias e mercados que abriram operaram com estoque limitado, atendendo demandas urgentes por água e medicamentos.

Impactos no transporte

O setor de transporte aéreo sofreu restrições imediatas após a operação. O aeroporto internacional de Maiquetía manteve operações, mas companhias enfrentam alertas de segurança emitidos pelas autoridades americanas. Voos internacionais já evitavam o espaço aéreo venezuelano, e agora rotas nacionais também registram cancelamentos.

Turistas em ilhas como Margarita relataram dificuldades para retornar, com linhas aéreas suspendendo conexões. Postos de gasolina apresentaram filas longas, com motoristas estocando combustível diante da incerteza sobre distribuição futura.

Produtos mais afetados

Itens de higiene e alimentação básica lideram a lista de escassez relatada em diversas cidades.

  • Papel higiênico: Um dos primeiros a desaparecer, repetindo padrões de crises anteriores.
  • Farinha de milho: Essencial para o café da manhã, esgotada em várias redes.
  • Macarrão e frango: Produtos acessíveis sumiram das gôndolas rapidamente.
  • Água engarrafada: Demanda aumentou com medo de interrupções no abastecimento público.
  • Leite e carne: Estoques reduzidos em mercados maiores.

Relatos indicam que alguns estabelecimentos restaram apenas com biscoitos e produtos não perecíveis de menor demanda.

Reações da população

A apreensão domina o cotidiano em várias regiões, com cidadãos evitando manifestações públicas por receio de repressão residual. Entrevistas reservadas revelam divisão: parte da população vê a operação como oportunidade de transição, enquanto outra exige retorno à normalidade anterior. A vice-presidenta interina, Delcy Rodríguez, manteve contato limitado, priorizando demandas por informações sobre Maduro.

Opostos como María Corina Machado e Edmundo González manifestaram otimismo cauteloso nas redes, destacando a necessidade de estabilidade durante a transição.

Perspectivas de abastecimento

Especialistas apontam que a dependência de importações agrava o cenário atual na Venezuela. Com restrições aéreas e marítimas em vigor, o fluxo de mercadorias enfrenta obstáculos adicionais. Autoridades americanas indicaram possível administração temporária de setores estratégicos, incluindo petróleo, o que pode influenciar a economia local a médio prazo.

A população continua monitorando desenvolvimentos, com estoques domésticos servindo como medida preventiva contra prolongadas interrupções.

Medidas de segurança

Forças de segurança mantiveram presença discreta em pontos críticos, enquanto civis organizaram vigilância em bairros. A operação não registrou confrontos generalizados pós-captura, mas a tensão permanece elevada em áreas urbanas densas.

Consumidores relatam compras racionadas em alguns locais para evitar esgotamento total.

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