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Xiaomi confirma o fim do suporte para modelos populares das linhas Redmi e POCO a partir de 2026

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Xiaomi - Piotr Swat/Shutterstock.com

A Xiaomi anunciou oficialmente que encerrará o suporte de software para uma lista de smartphones de suas marcas Xiaomi, Redmi e POCO. A medida, programada para entrar em vigor a partir de 2026, impactará milhões de usuários em todo o mundo que possuem os dispositivos selecionados, os quais deixarão de receber atualizações do sistema operacional e de segurança.

A decisão está alinhada com o ciclo de vida de produtos de tecnologia, onde os fabricantes concentram recursos no desenvolvimento e manutenção de aparelhos mais recentes. Para os proprietários dos modelos afetados, a principal consequência será a interrupção das novas versões do sistema HyperOS, sucessor da interface MIUI, além da ausência de correções para vulnerabilidades futuras.

A lista de dispositivos inclui modelos que foram populares em mercados globais, abrangendo desde aparelhos de entrada até intermediários premium lançados principalmente entre 2022 e 2023. A empresa recomenda que os usuários verifiquem se seus celulares estão na lista de fim de suporte (EOS – End of Support) para se planejarem adequadamente.

Quais modelos serão afetados pela decisão

A fabricante detalhou que a descontinuidade do suporte abrangerá principalmente aparelhos que completam seu ciclo de atualizações programadas. Entre os nomes confirmados na linha principal da marca está a série Xiaomi 12, incluindo os modelos Xiaomi 12, 12 Pro, 12X e 12 Lite. Lançados como flagships em seu período, esses dispositivos não receberão mais pacotes de segurança após o prazo estabelecido.

A linha Redmi, conhecida por seu forte apelo de custo-benefício, terá um dos maiores volumes de usuários impactados. A popular série Redmi Note 12 é o principal destaque, com diversos de seus modelos entrando na lista de fim de suporte. Isso inclui o Redmi Note 12, Redmi Note 12 Pro e o Redmi Note 12 Pro+ 5G, aparelhos que registraram vendas expressivas em diversos países.

A POCO, submarca focada em desempenho e no público gamer, também terá modelos importantes descontinuados. Dispositivos como o POCO F5 5G e a série POCO X5, lançados em 2023, estão entre os afetados. A inclusão de aparelhos relativamente recentes na lista demonstra a rápida evolução do portfólio da empresa e a necessidade de priorizar novos lançamentos.

A política de suporte da Xiaomi geralmente prevê de dois a três grandes updates de sistema operacional e um período adicional de atualizações de segurança. Os modelos listados para o encerramento em 2026 se encaixam nesse cronograma, tendo recebido as atualizações previstas desde seus respectivos lançamentos. A empresa busca, com isso, otimizar seus recursos de desenvolvimento para a crescente linha de novos produtos.

O que significa o fim do suporte na prática

O encerramento do suporte de software tem implicações diretas na segurança e na funcionalidade do smartphone a longo prazo. Sem as atualizações de segurança periódicas, os aparelhos se tornam progressivamente mais vulneráveis a novas ameaças digitais, como malwares, vírus e tentativas de phishing que exploram falhas recém-descobertas no sistema operacional. Embora o celular continue funcionando para tarefas básicas como chamadas e uso de aplicativos existentes, o risco de ter dados pessoais comprometidos aumenta consideravelmente. Além da segurança, a falta de novas versões do sistema operacional, como futuras atualizações do HyperOS, significa que os usuários não terão acesso a novos recursos, melhorias de desempenho, otimizações de bateria e correções de bugs que a fabricante venha a desenvolver. Com o tempo, alguns aplicativos também podem deixar de ser compatíveis com versões mais antigas do Android, limitando a utilidade do dispositivo.

A política de atualizações da Xiaomi e o HyperOS

A estratégia de atualizações da Xiaomi, assim como a de muitas outras fabricantes de Android, varia conforme a categoria do produto. Aparelhos topo de linha geralmente recebem um suporte mais prolongado, com mais versões do sistema operacional e um período maior de patches de segurança. Já os modelos intermediários e de entrada costumam ter um ciclo de vida de software mais curto, uma prática comum na indústria para manter os custos operacionais equilibrados e incentivar a renovação dos dispositivos.

O HyperOS, novo sistema operacional da marca, foi projetado para unificar a experiência entre diferentes dispositivos do ecossistema Xiaomi, desde smartphones até produtos de casa inteligente. Os aparelhos que terão o suporte encerrado ficarão estagnados na última versão do HyperOS ou da MIUI que receberam, não se beneficiando das futuras melhorias de integração e performance prometidas pela nova plataforma, o que pode fragmentar a experiência para usuários com múltiplos produtos da marca.

Alternativas para donos de aparelhos antigos

Para os usuários que desejam continuar utilizando seus dispositivos com segurança, uma das alternativas, embora mais técnica, é a instalação de ROMs personalizadas. Projetos como o LineageOS, por exemplo, são desenvolvidos pela comunidade e frequentemente oferecem versões mais recentes do Android para aparelhos que já perderam o suporte oficial do fabricante. Contudo, esse processo exige conhecimento técnico e pode anular a garantia, além de apresentar riscos de instabilidade se não for executado corretamente.

Outra opção é avaliar os programas de troca ou “trade-in” oferecidos pela própria Xiaomi ou por varejistas. Em muitos casos, é possível entregar o aparelho antigo como parte do pagamento por um modelo novo, obtendo um desconto que facilita a migração para um dispositivo com software atualizado e suporte garantido por mais tempo. Essa é a alternativa mais recomendada para a maioria dos consumidores, garantindo segurança e acesso a novas tecnologias.

Como verificar se seu celular está na lista

Para confirmar se um smartphone específico será afetado, a primeira recomendação é consultar as listas oficiais divulgadas pela Xiaomi. A empresa mantém uma página dedicada ao status de “End of Support” (EOS) em seu site de segurança, onde os modelos são adicionados à medida que seu ciclo de vida programado chega ao fim. É importante verificar essa fonte periodicamente para obter informações precisas.

Além dos canais oficiais, os usuários podem identificar o modelo exato do seu aparelho acessando “Configurações” > “Sobre o telefone”. Com o nome do modelo em mãos, é possível realizar uma busca em portais de tecnologia confiáveis que costumam repercutir e organizar essas listas, facilitando a consulta para o público geral e oferecendo contexto sobre o que a mudança significa para cada linha de produto.

O futuro dos smartphones e o ciclo de vida

A decisão da Xiaomi reflete uma discussão maior na indústria de tecnologia sobre a sustentabilidade e o ciclo de vida dos produtos eletrônicos. À medida que os aparelhos se tornam mais poderosos, a necessidade de trocá-los anualmente diminui, mas a obsolescência de software se torna o principal fator limitante para a longevidade de um dispositivo.

Empresas como Google e Samsung têm se destacado ao oferecer políticas de atualização mais extensas, prometendo até sete anos de suporte para seus modelos flagships mais recentes. Essa tendência pressiona outras fabricantes a reavaliarem suas próprias políticas, buscando um equilíbrio entre a viabilidade econômica e a demanda dos consumidores por aparelhos mais duradouros e seguros.

Para os consumidores, a política de atualizações de uma marca está se tornando um critério de compra tão importante quanto as especificações de hardware, como câmera ou processador. A garantia de que um investimento em um smartphone será protegido com atualizações de segurança por vários anos agrega valor ao produto e fortalece a confiança na marca.

Comparativo com a concorrência

Ao comparar a política da Xiaomi com a de suas principais concorrentes, observa-se que a prática de encerrar o suporte após dois a quatro anos é comum no segmento intermediário do ecossistema Android. No entanto, no mercado premium, a diferença tem se acentuado. A Samsung e o Google lideram com promessas de até sete anos de atualizações de sistema e segurança para seus modelos mais caros, estabelecendo um novo padrão para a indústria e valorizando o investimento do consumidor a longo prazo.

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