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O INSS reajusta piso previdenciário para R$ 1.621 com aumento de 6,79% em 2026

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INSS - Divulgação/ Gov.br

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aplica reajuste de 6,79% no piso previdenciário a partir de 1º de janeiro de 2026. O valor mínimo dos benefícios passa para R$ 1.621,00. Essa correção acompanha o novo salário mínimo nacional e beneficia diretamente aposentadorias, pensões e auxílios vinculados ao piso. Os pagamentos com o novo montante iniciam em 26 de janeiro para quem recebe até um salário mínimo.

Cerca de 21,9 milhões de benefícios equivalem a até um salário mínimo. Esse contingente representa 62,5% do total de 35,15 milhões de benefícios previdenciários do Regime Geral da Previdência Social (RGPS). O reajuste visa preservar o poder de compra dos segurados que dependem desse valor mínimo. Os depósitos seguem o calendário oficial do INSS, organizado pelo número final do benefício.

Novo valor e critérios de correção

O piso previdenciário iguala-se ao salário mínimo nacional vigente desde 1º de janeiro. Beneficiários que recebem exatamente esse montante ou valores próximos sentem o ajuste integral. O percentual de 6,79% reflete a soma da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulada nos 12 meses anteriores com ganho real limitado pela legislação vigente.

Benefícios acima do piso recebem correção distinta. A atualização ocorre com base na variação do INPC acumulado de janeiro a dezembro de 2025. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o índice final em 9 de janeiro. O teto previdenciário atual é de R$ 8.157,41 e será ajustado conforme esse indicador.

Impacto financeiro estimado

O reajuste gera impacto significativo nas contas da Previdência. O INSS projeta custo adicional de cerca de R$ 30,7 bilhões em 2026 apenas para os benefícios limitados a um salário mínimo. Cada real de aumento no piso representa despesa aproximada de R$ 298,124 milhões no Fundo do Regime Geral da Previdência Social (FRGPS).

Esse cálculo exclui benefícios assistenciais, como o BPC/LOAS. A medida beneficia milhões de famílias. O aumento contribui para a manutenção da renda básica desses segurados ao longo do ano.

Calendário de pagamentos em janeiro

Os pagamentos referentes a janeiro começam em 26 de janeiro para quem recebe até R$ 1.621. O cronograma segue até 6 de fevereiro, conforme o número final do benefício (desconsiderando o dígito verificador). Beneficiários com finais 1 recebem primeiro, seguidos pelos demais em sequência.

Segurados com valores acima do piso têm depósitos entre 2 e 6 de fevereiro. O INSS organiza o calendário para evitar aglomerações nas agências bancárias. Os segurados consultam datas exatas pelo número do benefício.

Como consultar o benefício

Segurados acessam informações pelo site Meu INSS (meu.inss.gov.br). Após login com CPF e senha, selecionam o serviço “Extrato de pagamento” na tela inicial. O extrato exibe detalhes do valor e histórico de pagamentos.

O aplicativo Meu INSS, disponível para Android e iOS, oferece a mesma funcionalidade. Usuários realizam login e visualizam todas as informações do benefício. Quem não tem acesso à internet liga para a Central 135, de segunda a sábado, das 7h às 22h, informando CPF e dados cadastrais para confirmação.

Orientações adicionais

O INSS reforça medidas contra fraudes no atendimento telefônico. Segurados confirmam informações pessoais antes de qualquer orientação. A consulta antecipada evita dúvidas sobre o novo valor recebido.

O reajuste aplica-se retroativamente a 1º de janeiro. Benefícios concedidos em 2025 recebem correção proporcional ao período de vigência. O INSS mantém canais oficiais para esclarecimentos.

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