O astrofísico Avi Loeb, de Harvard, atualizou sua posição sobre o objeto interestelar 3I/ATLAS em artigo recente. Ele mantém o ranking em 4 na escala Loeb, que varia de 0 para rochas naturais até 10 para tecnologia alienígena potencialmente ameaçadora. Essa classificação reflete a presença de anomalias, mas enfatiza que o objeto é provavelmente de origem natural.
Loeb recusou alterar o ranking até a liberação pública de novos dados obtidos perto da aproximação máxima à Terra, em dezembro de 2025. Esses dados podem não ser analisados antes da passagem mais próxima de Júpiter, prevista para 16 de março de 2026. Em entrevista recente, ele reiterou que 3I/ATLAS é mais provavelmente um cometa natural, posição mantida desde julho de 2025.
O objeto, descoberto em julho de 2025, apresenta características que o distinguem de cometas comuns do Sistema Solar. Observações indicam uma trajetória hiperbólica, confirmando sua origem interestelar, e composições gasosas típicas de cometas, como CO2, CO e H2O.
Escala Loeb e sua aplicação
A escala Loeb classifica objetos interestelares com base em anomalias observáveis. Ela foi quantificada em publicações revisadas por pares e expandida recentemente para evoluir com novos dados. Para 3I/ATLAS, o ranking inicial de 4 considera anomalias como o jato anti-cauda.
Loeb lista atualmente 15 anomalias no objeto. Essas incluem composição incomum de gases e alinhamento da trajetória. No entanto, ele destaca que a ausência de sinais tecnológicos claros mantém a probabilidade de origem natural elevada.
- Trajetória alinhada com o plano eclíptico
- Jato sunward extenso
- Abundâncias anômalas de níquel e outros elementos
Esses pontos demandam mais observações para distinção entre sublimação de gelo natural e possível propulsor tecnológico.
🚨Discovery: The "3i/Atlas" Anomaly – New Deep-Space Observations Reveal Triple-Jet Symmetry
— SpaceTracker.space (@Ammar1176708) January 7, 2026
3I/ATLAS Images: https://t.co/00hpNCh9Zx
January 6, 2026 — Astronomers and space enthusiasts are reeling after the release of ultra-high-resolution 8K imagery of the 3iAtlas system, a… pic.twitter.com/tqtgXr4rAN
Anomalias observadas em 3I/ATLAS
Observações recentes revelam um jato anti-cauda estendendo-se por milhões de quilômetros em direção ao Sol. Esse jato apresenta partículas de poeira maiores que o comum em cometas. Medições de velocidade e composição poderiam diferenciar origens naturais de artificiais.
O objeto passou perto da Terra em 19 de dezembro de 2025, a cerca de 269 milhões de quilômetros. Não registrou manobras inesperadas ou sinais de rádio artificiais durante essa aproximação. Buscas por technosignatures, incluindo com o Green Bank Telescope, não detectaram emissões anômalas.
Pesquisas com telescópios como Hubble e VLT confirmam atividade cometária típica. Isso inclui liberação de gases e poeira, reforçando a interpretação natural.
Dados espectrais e composição
Espectros do jato anti-cauda são cruciais para a classificação futura. Em caso natural, esperam-se gases como CO2, CO e H2O com velocidades de centenas de metros por segundo. Composições anômalas ou velocidades maiores sugeririam origem tecnológica.
Detecções incluem cianeto (CN) e vapor de níquel atômico, comuns em cometas. Observações do JWST confirmam outgassing de CO2 e água. Essas evidências alinhadas com processos astrofísicos naturais mantêm o ranking estável.
Passagem por Júpiter e perspectivas futuras
A aproximação de Júpiter em 16 de março de 2026 ocorrerá a cerca de 53,6 milhões de quilômetros. Essa distância coincide aproximadamente com a esfera de Hill do planeta. Observações dessa fase podem revelar liberação de objetos menores ou luzes artificiais.
Sem sinais tecnológicos claros, Loeb planeja reduzir o ranking. A sonda Juno, em órbita de Júpiter, poderia fornecer dados adicionais. No entanto, limitações de combustível restringem manobras.
Observações recentes e consenso científico
Imagens de dezembro de 2025 mostram o jato anti-cauda proeminente. O objeto exibiu brilho e cor esperados para cometas interestelares. A comunidade científica majoritariamente considera 3I/ATLAS um cometa natural com características únicas devido à origem externa.
Buscas por sinais de rádio durante a aproximação à Terra não encontraram evidências de tecnologia. Isso reforça a visão de que o objeto segue processos naturais conhecidos.
- Ausência de sinais de rádio em faixas específicas
- Composição gasosa consistente com cometas
- Trajetória hiperbólica sem desvios não gravitacionais anômalos
Essas observações contribuem para a estabilidade do ranking atual.
Evolução da classificação com novos dados
A escala Loeb permite atualizações dinâmicas conforme dados chegam. Loeb enfatiza que a ciência avança com análise rigorosa, não com reportagens. Futuras liberações de dados espectrais e de proximidade a Júpiter determinarão ajustes.
O objeto continua sob monitoramento global. Astrônomos aguardam resultados de observatórios terrestres e espaciais para esclarecer as anomalias restantes.