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Sabalenka classifica calendário WTA 2026 como insano e planeja pular torneios para preservar saúde

Aryna Sabalenka
Aryna Sabalenka - Leonard Zhukovsky / Shutterstock.com

A número 1 do mundo, Aryna Sabalenka, criticou o calendário do circuito feminino para 2026 durante o WTA 500 de Brisbane, na Austrália. A bielorrussa descreveu a temporada como “insana” devido à quantidade de eventos obrigatórios e ao risco elevado de lesões. Ela afirmou que pretende pular alguns torneios para proteger o corpo, mesmo sabendo que isso pode resultar em penalizações no ranking.

Sabalenka destacou o aumento de jogadoras machucadas e o peso das bolas como fatores que agravam o desgaste físico. A tenista, que encerrou 2025 com quatro títulos e liderança absoluta no ranking, jogou exausta ou doente em parte da temporada anterior. Essas declarações ocorreram após vitória convincente sobre Sorana Cirstea por duplo 6/3, que a classificou para as quartas de final em Brisbane.

A temporada de 2026 mantém estrutura exigente, com dez torneios WTA 1000 obrigatórios para as tops e no mínimo seis WTA 500. Sete dos 1000 têm formato estendido de duas semanas, o que prolonga a presença das atletas nos eventos.

Declarações de Sabalenka

Sabalenka detalhou críticas às regras da WTA em entrevista coletiva. Ela mencionou punições sofridas em 2025 por não cumprir o mínimo de WTA 500, o que afetou também Iga Swiatek.

  • A temporada é insana e prejudica todas as jogadoras, com muitas lesões recorrentes.
  • As bolas pesadas aumentam o sofrimento físico em um calendário já sobrecarregado.
  • Apesar de resultados consistentes, disputei torneios doente ou exausta no ano passado.
  • As regras priorizam interesses da entidade, sem foco na proteção das atletas.

A bielorrussa comparou o sistema atual com épocas anteriores, quando flexibilidades existiam para tops como Serena Williams. Ela enfatizou que pular WTA 1000 é praticamente impossível sem consequências graves.

Regras obrigatórias da WTA

O regulamento da WTA impõe participação em todos os dez torneios de nível 1000 para jogadoras que entram diretamente pela posição no ranking. Além disso, exige-se presença em pelo menos seis eventos WTA 500 ao longo do ano.

Em semanas com competições 500 e 250 simultâneas, atletas do Top 30 devem priorizar o mais alto, com apenas duas exceções permitidas. Não cumprir esses critérios resulta em dedução de pontos, como ocorreu com Sabalenka e Swiatek em 2025. Elas disputaram apenas três WTA 500 cada uma.

Sete torneios 1000 duram duas semanas: Indian Wells, Miami, Madri, Roma, Canadá, Cincinnati e Pequim. Os restantes — Doha, Dubai e Wuhan — ocorrem em uma semana.

Essas obrigações visam equilibrar o circuito, mas geram debate sobre o impacto na saúde das jogadoras. A WTA afirma priorizar o bem-estar, com consultas ao conselho de atletas.

Desempenho de Sabalenka em 2025

Sabalenka dominou 2025 com 63 vitórias em 75 partidas e quatro títulos conquistados. Ela defendeu com sucesso o US Open e triunfou também em Brisbane, Miami e Madri.

A bielorrussa alcançou nove finais no total, recorde na temporada, e acumulou mais de US$ 15 milhões em premiações. Apesar do sucesso, enfrentou desgaste físico que influenciou decisões para 2026.

Ela manteve a liderança do ranking durante todo o ano, consolidando posição como referência no circuito. O início de 2026 em Brisbane mostra forma competitiva, com vitórias sólidas nas rodadas iniciais.

Calendário WTA 2026

A temporada de 2026 inclui mais de 50 torneios em 26 países, além dos quatro Grand Slams. Conta com dez WTA 1000, 17 WTA 500 e 22 WTA 250.

Mudanças sutis ocorreram, como upgrade de Singapore para WTA 500 e ajustes em datas para mais espaço em algumas semanas. A WTA Finals acontece em Riyadh, na Arábia Saudita, encerrando o ano em novembro.

O foco em eventos premium continua, com sete WTA 1000 em formato de 12 dias. A entidade destaca crescimento global e medidas como fundo de maternidade para apoiar atletas.

Repercussão entre jogadoras

Outras tenistas já expressaram preocupações semelhantes com a densidade do calendário. O aumento de lesões em temporadas recentes reforça o debate sobre reformas nas regras obrigatórias.

Sabalenka representa voz influente ao priorizar saúde sobre cumprimento integral. Sua decisão pode incentivar discussões no conselho de jogadoras da WTA.

O equilíbrio entre compromissos comerciais e bem-estar físico permanece desafio central. A temporada inicia com alta expectativa, mas com atenção voltada para sustentabilidade das carreiras.

Preparação para Australian Open

Sabalenka usa o torneio de Brisbane como preparação ideal para o Australian Open, que começa em 18 de janeiro de 2026 em Melbourne. Ela busca recuperar o título perdido em 2025 para Madison Keys.

A bielorrussa elogiou o nível elevado do WTA 500 australiano, com várias tops no draw. Isso ajuda a simular condições competitivas antes do primeiro Grand Slam do ano.

Vitórias convincentes nas primeiras rodadas indicam boa adaptação às quadras rápidas. A tenista enfrenta Madison Keys nas quartas, reeditando final recente.

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