O executivo de futebol do Atlético-MG, Paulo Bracks, reconheceu as limitações financeiras do clube para a temporada de 2026. Ele afirmou que o Galo não possui condições de igualar os investimentos realizados por Flamengo e Palmeiras no mercado de transferências. O dirigente destacou a necessidade de trabalhar dentro do orçamento estabelecido, priorizando a qualidade do elenco e a sustentabilidade econômica.
O planejamento envolve equilíbrio entre o valor destinado a novas contratações e a folha salarial do grupo. Bracks explicou que, desde 2021, o clube mantém investimentos nas janelas de transferências, mas agora adota postura mais responsável para evitar problemas passados. Ele mencionou a vigência do Fair Play Financeiro como fator que exige cautela nas operações.
🎙️ "Ninguém, nenhuma pessoa da diretoria do Atlético quer que ele saia, ninguém está aposentando o Hulk, muito pelo contrário. O Clube ofereceu prorrogação de contrato até 2027. O Hulk vai parar quando ele quiser parar".
— Atlético (@Atletico) January 6, 2026
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Planejamento financeiro e limitações do mercado
O Atlético-MG enfrenta dificuldades para acelerar contratações no início da janela. Bracks ressaltou que o ritmo lento ocorre não apenas no Galo, mas em outros grandes clubes brasileiros. A prioridade recai sobre a qualidade dos jogadores, em vez da velocidade das negociações.
O investimento previsto para 2026 permanece próximo ao valor operado em 2025, quando o clube gastou cerca de R$ 180 milhões em reforços. Bracks reforçou que o foco está em elevar o nível técnico do time, mesmo com recursos limitados em comparação aos rivais.
Reforços confirmados e em andamento
O clube já acertou três reforços, com apenas um envolvendo desembolso direto. O atacante equatoriano Alan Minda, de 22 anos, representa o principal investimento até o momento. O volante Maycon, ex-Corinthians e pertence ao Shakhtar Donetsk, chegou a Belo Horizonte para exames médicos antes de assinar contrato por três temporadas.
Bracks enfatizou a busca por nomes que atendam às necessidades da comissão técnica. Ele evitou promessas de contratações rápidas e destacou a importância de decisões assertivas no mercado.
Tamanho do elenco e integração da base
O Atlético-MG pretende manter um grupo de 30 jogadores de linha ao longo da temporada. Essa dimensão permite equilíbrio entre profissionais experientes e jovens promovidos. Atualmente, cerca de um terço do elenco é composto por atletas formados nas categorias de base do clube.
Jogadores como Pedro Cobra, Pascini, Vitão, Índio e Murillo, todos entre 17 e 20 anos, integram o projeto de aproveitamento da base. Bracks afirmou que existe um plano estruturado para dar oportunidades a esses jovens em competições oficiais.
Estratégia para janela competitiva
A diretoria trabalha para realizar uma janela de qualidade, apesar das restrições financeiras. Bracks acredita que o clube pode melhorar o elenco com operações inteligentes e sustentáveis. O executivo destacou a necessidade de alinhar expectativas com a realidade orçamentária.
O Galo busca reforços pontuais em posições específicas, mantendo o foco em contratações que gerem impacto real. A abordagem prioriza a assertividade e a responsabilidade fiscal para garantir estabilidade ao projeto esportivo.
O Atlético-MG ajusta sua realidade financeira após período conturbado. O clube busca time mais forte que o anterior, mas reconhece a impossibilidade de rivalizar em volume de recursos com Flamengo e Palmeiras. Bracks reafirmou o compromisso com planejamento responsável e qualidade técnica.