Quatro meses após o lançamento do iOS 26, a atualização registra taxa de adoção significativamente baixa entre os usuários de iPhone. Dados indicam que apenas cerca de 16% dos dispositivos executam a nova versão, enquanto mais de 60% permanecem no iOS 18. Essa lentidão contrasta com ciclos anteriores, quando versões como o iOS 18 alcançaram patamares bem mais altos no mesmo período.
A medição da adoção enfrenta controvérsias devido a mudanças técnicas implementadas pela Apple. A empresa alterou o user agent do Safari no iOS 26 para preservar privacidade, fazendo com que muitos dispositivos sejam identificados como rodando iOS 18 em análises web. Outras fontes, baseadas em dados de aplicativos, sugerem números mais elevados, próximos a 55% ou 60%.
Relatos de problemas iniciais contribuíram para a hesitação dos usuários em atualizar. Atualizações subsequentes corrigiram parte das falhas, mas a percepção de instabilidade persiste em diversos modelos de iPhone.
Controvérsias nas medições de adoção
Algumas análises apontam adoção abaixo de 25% para o iOS 26 no início de 2026. Essas estimativas vêm principalmente de ferramentas que rastreiam navegadores terceiros, o que limita a precisão.
Fontes alternativas, como telemetria de aplicativos, indicam taxas entre 55% e 65%. Essa discrepância destaca dificuldades em medir atualizações em ecossistemas fechados como o da Apple.
A mudança no user agent do Safari afeta diretamente as estatísticas baseadas em tráfego web. Empresas de análise ajustam metodologias, mas os números variam conforme a fonte consultada.

Problemas iniciais relatados pelos usuários
O lançamento do iOS 26 trouxe reclamações sobre drenagem acelerada de bateria em vários modelos. Usuários notaram redução significativa na autonomia mesmo em uso moderado, especialmente nos primeiros dias após a instalação.
Superaquecimento também figurou entre as principais queixas. Dispositivos aqueciam excessivamente durante tarefas simples, como navegação ou carregamento de aplicativos.
Travamentos de apps e falhas na conexão Wi-Fi completaram o quadro de instabilidade inicial. A Apple lançou correções rápidas, como o iOS 26.0.1, que resolveram parte desses pontos.
- Drenagem rápida de bateria em modelos recentes;
- Superaquecimento durante uso cotidiano;
- Travamentos frequentes em aplicativos nativos;
- Instabilidade na conexão Wi-Fi e Bluetooth.
Atrasos na inteligência artificial da Apple
A versão aprimorada da Siri, prometida com recursos de inteligência artificial avançada, ainda não chegou ao iOS 26. A funcionalidade depende do Apple Intelligence e tem lançamento previsto para a primavera de 2026, provavelmente no iOS 26.4.
A Apple firmou parceria com o Google para integrar o modelo Gemini nessa nova fase. O acordo fornece base tecnológica para processar comandos mais complexos e personalizados diretamente nos servidores da empresa.
Essa colaboração marca mudança na estratégia de inteligência artificial da Apple. Anteriormente focada em desenvolvimento interno, a companhia agora combina recursos próprios com soluções externas para acelerar entregas.
O atraso na Siri contribuiu para a percepção de que o iOS 26 chegou incompleto. Usuários esperavam recursos de IA desde o anúncio inicial, mas as limitações atuais reduzem o apelo da atualização.
Novidades na beta do iOS 26.3
A segunda beta do iOS 26.3 introduziu ferramenta nativa para transferência de dados para dispositivos Android. O recurso permite migrar fotos, mensagens, notas e outros conteúdos de forma direta e sem aplicativos terceiros.
Na União Europeia, a atualização habilita encaminhamento de notificações para wearables de terceiros. Essa mudança atende exigências regulatórias locais e amplia compatibilidade com acessórios não Apple.
A Apple planeja liberar a versão final do iOS 26.3 no final de janeiro ou início de fevereiro. Testes continuam focados em estabilidade e correções de desempenho.
Outras melhorias incluem ajustes na galeria de papéis de parede e otimizações gerais. Os desenvolvedores relatam ganhos em fluidez e gerenciamento de bateria nas versões beta.
Comparação com versões anteriores
Historicamente, atualizações do iOS apresentam adoção rápida entre os usuários. O iOS 18, por exemplo, alcançou mais de 60% em período similar ao atual do iOS 26.
Essa diferença reflete cautela maior dos consumidores diante de relatos iniciais de bugs. Muitos preferem esperar correções consolidadas antes de instalar novas versões.
A Apple mantém tradição de atualizações gratuitas e amplamente compatíveis. Mesmo modelos antigos recebem suporte, o que geralmente acelera a migração em ciclos normais.
Fatores que influenciam a decisão de atualização
Usuários consideram estabilidade como prioridade ao decidir pela atualização. Problemas iniciais de bateria e desempenho pesam mais que novos recursos em muitos casos.
A ausência imediata de recursos prometidos de inteligência artificial também desestimula parte do público. A espera pela Siri aprimorada leva proprietários a adiar a instalação.
Mudanças visuais, como o controverso design Liquid Glass em algumas interfaces, geram críticas adicionais. Embora ajustável, o estilo divide opiniões e contribui para resistência.
A privacidade reforçada com alterações no user agent agrada parte dos usuários. No entanto, complica medições externas e cria confusão sobre a real penetração da versão.
Perspectivas para os próximos meses
A chegada do iOS 26.4 deve trazer os recursos de Apple Intelligence completos. A integração com Gemini promete elevar capacidades da Siri em compreensão contextual e respostas personalizadas.
Correções contínuas nas versões beta indicam esforço da Apple para recuperar confiança. Melhorias em desempenho e bateria aparecem consistentemente nos relatos de testadores.
A ferramenta de transferência para Android facilita migrações, especialmente na Europa. O recurso responde a pressões regulatórias e pode influenciar decisões de longo prazo.