O Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA emitiu alerta de tempestade geomagnética de nível G4 (severa) para o dia 20 de janeiro de 2026, em horário UTC. O fenômeno decorre da chegada de uma ejeção de massa coronal (CME) lançada pelo Sol em 18 de janeiro, associada a uma erupção solar de classe X1.9, classificada como R3 (forte).
A previsão indica que a CME pode atingir a Terra já no final de 19 de janeiro (horário EST), com intensidade máxima no dia seguinte. Especialistas mantêm confiança moderada a alta quanto ao horário de chegada e aos efeitos esperados.
Embora o pico seja classificado como G4, níveis entre G1 e G3 podem ocorrer na fase inicial. A atividade deve diminuir ao longo do dia 20, mas resquícios podem manter condições G1 até 21 de janeiro.
- Monitoramento contínuo ocorre pelo SWPC da NOAA.
- Atualizações regulares estão disponíveis no site oficial.
- Observadores de auroras devem acompanhar previsões locais de céu claro.
Origem do fenômeno solar
A ejeção de massa coronal partiu da região ativa 4341, localizada próxima ao centro do disco solar. Essa posição favoreceu a trajetória direta em direção à Terra, aumentando a probabilidade de impacto significativo.
Erupções solares de classe X representam o nível mais alto de intensidade em raios X. O evento de 18 de janeiro gerou blackouts radiofônicos temporários de nível R3 em algumas regiões iluminadas pelo Sol.
Especialistas observam que o ciclo solar 25, atual fase de atividade máxima, tem produzido eventos mais frequentes. Regiões ativas como a 4341 concentram campos magnéticos complexos que facilitam liberações de energia.
Escala de tempestades geomagnéticas
A NOAA utiliza escala de G1 a G5 para classificar tempestades geomagnéticas, com base na perturbação do campo magnético terrestre. Nível G4 indica perturbações severas, capazes de afetar infraestrutura tecnológica em amplas áreas.
Em G4, operadoras de redes elétricas implementam protocolos para mitigar induções de corrente que podem sobrecarregar transformadores. Sistemas de navegação por satélite enfrentam degradação temporária em sinais GPS.
Comunicações em alta frequência (HF) sofrem interferências, especialmente em latitudes altas. Satélites em órbita baixa registram aumento de arrasto atmosférico, exigindo ajustes orbitais.
Efeitos esperados em infraestrutura
Tempestades de nível G4 provocam flutuações em redes de transmissão de energia, com risco de desligamentos preventivos em regiões polares. Operadoras monitoram linhas de alta tensão para evitar danos permanentes.
Sistemas de rádio navegação e comunicação marítima enfrentam interrupções intermitentes. Aviação em rotas polares ajusta procedimentos para compensar erros em posicionamento.
Satélites de comunicação e observação terrestre podem apresentar anomalias em painéis solares ou eletrônica. Empresas do setor espacial ativam modos de proteção automática.

Possibilidade de auroras boreais
Uma das consequências visíveis de tempestades geomagnéticas intensas é a expansão das auroras boreais para latitudes mais baixas. Em eventos G4, o fenômeno pode ser observado até 45 graus de latitude norte ou sul.
Nos Estados Unidos, estados do norte e centro-norte oferecem melhores condições de visibilidade noturna. Observação exige céu escuro, longe de poluição luminosa, e horizonte livre.
No Hemisfério Sul, auroras austrais seguem padrão similar em regiões como sul da Austrália, Nova Zelândia e Chile. Intensidade varia conforme força exata da tempestade e condições atmosféricas locais.
Fotógrafos e entusiastas utilizam câmeras de longa exposição para registrar cores verdes, vermelhas e roxas típicas. Aplicativos de previsão de auroras auxiliam no planejamento de observação.
Monitoramento e previsões atualizadas
O SWPC mantém vigilância constante por meio de satélites como ACE e DSCOVR, posicionados entre Sol e Terra. Esses instrumentos detectam partículas carregadas minutos antes da chegada principal.
Modelos computacionais combinam dados observacionais com simulações de propagação da CME. Previsões são refinadas à medida que mais informações chegam.
Agências espaciais internacionais colaboram no compartilhamento de dados em tempo real. Observatórios solares terrestres complementam as medições com imagens em múltiplos comprimentos de onda.
Medidas de proteção adotadas
Operadoras de redes elétricas em latitudes altas reforçam monitoramento de correntes induzidas. Protocolos incluem redução de carga em linhas críticas durante picos de atividade.
Empresas de satélites ativam modos de segurança que minimizam exposição de componentes sensíveis. Ajustes orbitais preventivos evitam colisões potenciais.
Aviação civil recebe alertas para rotas polares, com recomendação de uso alternativo de navegação inercial. Comunicações de emergência mantêm canais redundantes.
Contexto do ciclo solar atual
O ciclo solar 25 alcançou fase de máximo em 2025 e mantém atividade elevada em 2026. Especialistas registram aumento no número de manchas solares e erupções significativas.
Regiões ativas complexas, como a responsável pelo evento de janeiro, surgem com maior frequência nesse período. Previsões indicam continuidade de atividade intensa nos próximos meses.
Observações históricas mostram que máximos solares coincidem com maior incidência de tempestades geomagnéticas. Registros desde o século 19 auxiliam na calibração de modelos atuais.
Recomendações para observação de auroras
Observadores devem escolher locais com mínima poluição luminosa e horizonte norte claro no Hemisfério Norte. Horários entre meia-noite e 4h locais oferecem maiores chances durante o pico.
Uso de câmeras com tripé e configuração manual melhora captura de detalhes. Exposições longas revelam cores e movimentos não visíveis a olho nu.
Aplicativos especializados fornecem índices Kp em tempo real, indicador de intensidade geomagnética global. Valores acima de 7 sugerem alta probabilidade de auroras em latitudes médias.