A Dacia planeja lançar um novo carro elétrico baseado no Renault Twingo até o final de 2026, com preço estimado abaixo de 18 mil euros. O modelo, que mede cerca de 3,80 metros de comprimento, posiciona-se como opção acessível no segmento de veículos urbanos elétricos na Europa.
Executivos da marca, pertencente ao Grupo Renault, indicam que o novo veículo coexistirá com o Dacia Spring por período inicial. As diferenças de tamanho, design e posicionamento permitem a manutenção temporária de ambos no portfólio.
O anúncio reforça a estratégia da Dacia para ampliar a oferta de elétricos baratos produzidos na Europa. Essa abordagem evita tarifas aplicadas a importações da China e atende à demanda por modelos compactos e econômicos.
O desenvolvimento do novo modelo ocorreu em tempo recorde, utilizando sinergias com a plataforma AmpR Small do Grupo Renault. Essa base já equipa o Renault Twingo elétrico e outros veículos compactos da marca francesa.
Coexistência com o Dacia Spring
O Dacia Spring passou por atualização recente, incluindo nova bateria posicionada nos baixos do chassi. Essa mudança melhora a distribuição de peso e mantém o modelo competitivo no mercado atual.
Patrice Lévy-Bencheton, diretor de produto da Dacia, afirmou que os dois elétricos podem compartilhar o catálogo por cerca de um ano. As distinções em forma e dimensões justificam a estratégia de oferta paralela.
O Spring mede 3,70 metros de comprimento e oferece preço inicial mais baixo em vários mercados europeus. Já o novo modelo derivado do Twingo apresenta estrutura ligeiramente maior e design adaptado ao estilo da Dacia.

Diferenças de dimensões e capacidade
O novo elétrico da Dacia apresenta medidas próximas às do Renault Twingo, com comprimento de aproximadamente 3,79 metros. Essa configuração proporciona espaço interno superior ao do Spring atual.
- Dacia Spring: 3,70 m de comprimento, 1,58 m de largura, 1,52 m de altura, entre-eixos de 2,42 m e porta-malas de 308 a 1.004 litros.
- Renault Twingo Elétrico: 3,79 m de comprimento, 1,72 m de largura, 1,49 m de altura, entre-eixos de 2,49 m e porta-malas de 305 a 966 litros.
Essas variações permitem posicionamentos distintos no segmento A. O modelo da Dacia recebe frontal característico da marca, menos robusto que os SUVs recentes, mas alinhado à identidade visual atual.
A capacidade de carga e o espaço para passageiros beneficiam-se do entre-eixos maior no derivado do Twingo. Esses aspectos atendem motoristas que buscam praticidade urbana sem abrir mão de versatilidade.
Plataforma AmpR Small e vantagens técnicas
A plataforma AmpR Small, desenvolvida pela Ampere, divisão elétrica do Grupo Renault, serve de base ao novo Dacia. Essa arquitetura otimiza custos e desempenho em veículos compactos elétricos.
O Twingo elétrico alcança autonomia de até 263 km no ciclo WLTP, valor superior aos 225 km do Spring atual. O modelo da Dacia deve aproximar-se dessa marca, oferecendo melhoria significativa em relação ao antecessor indireto.
A produção ocorre na Europa, provavelmente em Eslovênia, ao lado do Twingo. Essa localização evita aranceles europeus aplicados a veículos elétricos importados da China.
O desenvolvimento rápido, concluído em cerca de 16 meses, demonstra eficiência do Grupo Renault. A abordagem permite resposta ágil à concorrência de marcas chinesas no segmento de entrada.
Design e posicionamento de mercado
O design do novo Dacia mantém elementos robustos, mas adapta-se ao formato citadino do Twingo. O frontal segue o padrão recente da marca, com linhas angulosas e visual acessível.
O preço alvo abaixo de 18 mil euros posiciona o modelo como alternativa ao Twingo, que parte de valor ligeiramente superior. Essa diferença de cerca de 2 mil euros reforça o foco da Dacia em acessibilidade máxima.
Mercados europeus recebem incentivos locais para veículos produzidos no continente. Essa vantagem competitiva beneficia o novo elétrico em comparação a opções importadas.
A estratégia da Dacia inclui manutenção do Spring atualizado por período transitório. Após isso, o portfólio concentra-se em modelos europeus com maior integração tecnológica.
Autonomia e desempenho esperado
A autonomia do novo modelo supera os 225 km do Spring, aproximando-se dos 263 km do Twingo no ciclo WLTP. Essa evolução decorre da bateria otimizada e da eficiência da plataforma AmpR Small.
O motor elétrico entrega desempenho adequado ao uso urbano, com aceleração suficiente para trânsito citadino. A altura reduzida contribui para estabilidade em curvas e manobras.
Testes de segurança devem melhorar em relação ao Spring atual, que apresenta limitações em colisões. A estrutura europeia incorpora padrões mais rigorosos de proteção.
Consumo energético controlado mantém custos operacionais baixos. Essa característica atrai consumidores sensíveis a despesas de recarga e manutenção.
Produção europeia e impacto tarifário
A fabricação na Europa evita tarifas punitivas aplicadas a elétricos chineses. O Spring, produzido na China, enfrenta restrições que elevam custos em alguns mercados.
A unidade eslovena, responsável pelo Twingo, acolhe também o novo Dacia. Essa concentração otimiza logística e reduz prazos de entrega aos concessionários.
O Grupo Renault investe em capacidade local para atender metas de emissões na União Europeia. A expansão da linha elétrica contribui para conformidade regulatória.
Essa decisão reforça a competitividade frente a rivais asiáticos. A produção continental garante elegibilidade a subsídios governamentais em diversos países.
Perspectiva de lançamento e apresentação
A apresentação oficial ocorre nos próximos meses, possivelmente no Salão do Automóvel de Paris. O lançamento comercial concentra-se no final de 2026, alinhado ao cronograma do Grupo Renault.
O modelo chega antes da terceira geração do Sandero elétrico, prevista para período posterior. Essa sequência expande gradualmente a gama zero emissões da Dacia.
Consumidores europeus aguardam detalhes finais de equipamento e versões. A configuração básica prioriza essencialidade, com opcionais para conectividade e conforto.
A chegada reforça o compromisso da marca com mobilidade acessível. O novo elétrico complementa o portfólio atual e prepara terreno para transições futuras.