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Produção da RTX 5070 Ti é confirmada pela ASUS mesmo com desafios na oferta de memória GDDR7

RTX 5070
RTX 5070 - aileenchik/Shutterstock.com

A ASUS anunciou oficialmente durante a CES 2026 a continuidade da produção da sua aguardada placa de vídeo GeForce RTX 5070 Ti. A confirmação chega em um momento de grande expectativa do mercado, mas também de incerteza, devido aos crescentes desafios na cadeia de suprimentos global, especialmente em relação à disponibilidade dos novos módulos de memória GDDR7.

Este anúncio posiciona a ASUS como uma das primeiras fabricantes a garantir seus planos para a nova geração de GPUs da Nvidia, baseada na arquitetura Blackwell. A decisão de seguir com a produção, apesar dos obstáculos logísticos, sinaliza a confiança da empresa na demanda por hardware de alto desempenho e sua estratégia para garantir uma fatia importante do mercado no próximo ciclo de lançamentos.

A escassez de componentes de memória de alta velocidade tornou-se um ponto crítico para toda a indústria de tecnologia. A demanda por GDDR7 não se limita apenas ao mercado de games; o setor de inteligência artificial e os data centers também competem pelos mesmos recursos, elevando a pressão sobre os fornecedores e impactando diretamente os custos e a disponibilidade para os consumidores finais.

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rtx 5070 – aileenchik/Shutterstock.com

O desafio da memória GDDR7 no mercado

A principal barreira para a produção em massa da série RTX 50 é a oferta limitada da memória GDDR7. Este novo padrão oferece saltos significativos de largura de banda e eficiência energética, sendo um componente essencial para que a arquitetura Blackwell atinja seu pleno potencial. No entanto, a capacidade de produção dos principais fornecedores, como Samsung e Micron, ainda luta para acompanhar a demanda explosiva que vem de múltiplos setores tecnológicos, criando um gargalo competitivo.

Esta competição por recursos estratégicos força fabricantes de placas de vídeo, como a ASUS, a negociar contratos de fornecimento com antecedência e, muitas vezes, a custos mais elevados. A situação pode resultar em lotes iniciais de produtos mais limitados e com preços acima do esperado. A indústria observa atentamente como a Nvidia e seus parceiros irão gerenciar esse equilíbrio delicado entre inovação tecnológica e viabilidade de produção em larga escala para atender ao público gamer e profissional.

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Detalhes da arquitetura Blackwell e o que esperar

A arquitetura Blackwell representa a próxima grande evolução da Nvidia, sucedendo a bem-sucedida Ada Lovelace. Espera-se que a nova plataforma traga avanços substanciais em performance bruta e eficiência, com destaque para a nova geração de Ray Tracing Cores e Tensor Cores. Essas melhorias serão fundamentais para impulsionar tecnologias como o DLSS 4, que promete reconstrução de imagem com ainda mais qualidade e ganhos de desempenho. A GeForce RTX 5070 Ti, especificamente, deve ser equipada com o chip GB203, projetado para oferecer um ponto de equilíbrio ideal entre performance e custo, visando solidificar o domínio da Nvidia no segmento de alta performance para jogos em resolução 1440p com taxas de quadros elevadas e Ray Tracing ativado. A expectativa é que a combinação do novo processo de fabricação com a memória GDDR7 permita que a 5070 Ti supere sua antecessora, a RTX 4070 Ti, com uma margem considerável, redefinindo o padrão para entusiastas.

Posicionamento da ASUS frente aos concorrentes

Ao se antecipar na confirmação da produção, a ASUS busca transmitir uma mensagem de estabilidade e compromisso tanto para os distribuidores quanto para os consumidores. Esta movimentação estratégica coloca pressão sobre outras grandes marcas do setor, como MSI e Gigabyte, que também estão desenvolvendo seus modelos customizados da série RTX 50.

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A competição no mercado de placas de vídeo customizadas é intensa, com cada fabricante buscando se diferenciar através de sistemas de refrigeração mais eficientes, design exclusivo e componentes de maior qualidade. A capacidade de assegurar um fornecimento estável de chips e memória será um fator decisivo para o sucesso no lançamento.

Fontes da indústria indicam que a ASUS tem investido pesadamente em sua cadeia logística para mitigar os riscos de atrasos. A empresa planeja focar em modelos com 16 GB de VRAM, como a RTX 5070 Ti e uma possível RTX 5060 Ti, atendendo a uma demanda crescente por mais memória de vídeo nos jogos modernos.

Expectativas para a série GeForce RTX 50

Além da RTX 5070 Ti, a nova linha Blackwell da Nvidia deve incluir outros modelos que cobrirão diferentes segmentos do mercado. No topo, estarão as aguardadas RTX 5090 e RTX 5080, projetadas para oferecer o máximo desempenho em jogos 4K e aplicações profissionais.

Esses modelos topo de linha serão os primeiros a demonstrar todo o poder da arquitetura Blackwell, utilizando o chip GB202 e as configurações mais robustas de memória GDDR7. O objetivo da Nvidia é claro: manter a liderança absoluta no segmento de ultra-entusiastas.

Para o mercado de maior volume, a RTX 5060 Ti, que também é cotada para vir com 16 GB de memória, pode se tornar uma das opções mais populares. Essa configuração generosa de VRAM visa garantir a longevidade da placa em jogos futuros, que exigem cada vez mais recursos de memória.

A estratégia da Nvidia parece ser a de equipar toda a sua linha principal com capacidade de memória suficiente para lidar com texturas em alta resolução e novas tecnologias de renderização, estabelecendo um novo padrão para a indústria e forçando a concorrência a se movimentar.

O impacto para o consumidor e o mercado gamer

Para os consumidores, o anúncio da ASUS é uma notícia positiva, pois confirma que a nova geração de hardware está a caminho. No entanto, a questão do fornecimento de memória GDDR7 gera uma preocupação legítima sobre a disponibilidade e os preços de lançamento. É provável que os primeiros lotes da RTX 5070 Ti e de outros modelos da série sejam limitados.

Essa escassez inicial, combinada com a alta demanda, pode inflacionar os preços no varejo, repetindo um cenário já visto em lançamentos anteriores. Os jogadores que desejam adquirir as novas placas logo no lançamento precisarão estar atentos aos canais de venda oficiais e preparados para uma possível volatilidade nos valores.

Lançamentos e cronogramas previstos

Embora a ASUS tenha confirmado a produção, as datas exatas de lançamento ainda não foram divulgadas oficialmente. A apresentação na CES 2026 serve como um ponto de partida, com a expectativa de que os produtos comecem a chegar ao mercado global ao longo do primeiro semestre do ano.

Outros parceiros da Nvidia, como a PNY, também já sinalizaram que estão se preparando para lançar seus modelos no mesmo período, indicando um esforço coordenado da indústria para colocar a série Blackwell nas prateleiras o mais rápido possível, apesar dos desafios de produção.

Estratégia da Nvidia para o segmento

A Nvidia continua a navegar em uma estratégia de duplo foco, atendendo tanto ao lucrativo mercado de inteligência artificial quanto à sua base tradicional de jogadores. O gerenciamento da alocação de recursos, como a produção de silício e a compra de memória GDDR7, entre esses dois setores é fundamental para o sucesso da empresa e define o ritmo de lançamentos para a linha GeForce.

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