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Sistema anti-cheat BattlEye de Marathon bloqueia jogadores de Linux no lançamento de março

Marathon game
Marathon game - Reprodução

A Bungie confirmou oficialmente a data de lançamento de Marathon, seu aguardado shooter de extração, para 5 de março de 2026. O jogo chegará simultaneamente para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC através da plataforma Steam. No entanto, a notícia foi acompanhada por uma informação que gerou preocupação em uma parcela da comunidade de jogadores de PC: a implementação do sistema anti-cheat BattlEye em nível de kernel, que, por padrão, impede a execução nativa em sistemas operacionais baseados em Linux, incluindo o popular Steam Deck.

O novo título resgata uma franquia clássica do estúdio, agora reimaginada com foco em uma experiência multiplayer competitiva, onde equipes de jogadores lutam por recursos valiosos em mapas dinâmicos antes de tentar uma extração segura. A desenvolvedora destacou que o game terá suporte completo a cross-play e cross-save entre todas as plataformas, mas não fez qualquer menção sobre planos para habilitar a compatibilidade do seu sistema de segurança com a camada Proton, da Valve, essencial para rodar jogos de Windows no Linux.

A decisão de utilizar o BattlEye está alinhada com a necessidade de proteger o ambiente online competitivo de trapaças e modificações indevidas, uma prática comum em jogos de tiro de grande escala. Contudo, a eficácia dessa ferramenta em sistemas não-Windows depende de uma ativação específica por parte dos desenvolvedores, algo que a Bungie, até o momento, não sinalizou que fará.

A ausência de suporte oficial para Linux e, por consequência, para o Steam Deck, representa um obstáculo significativo para jogadores que utilizam essas plataformas. A comunidade esperava uma postura diferente da Bungie, especialmente considerando o crescimento do ecossistema de jogos fora do ambiente Windows nos últimos anos.

O funcionamento do BattlEye e a política da Bungie

O BattlEye é uma solução anti-cheat que opera no nível mais profundo do sistema operacional, conhecido como kernel. Essa abordagem permite monitorar o sistema em tempo real para detectar e bloquear softwares de trapaça com alta eficiência. Embora essa característica aumente a segurança, também cria barreiras de compatibilidade com ambientes que não sejam o Windows, como as distribuições Linux que utilizam a camada de compatibilidade Proton para executar jogos.

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Tecnicamente, o BattlEye já oferece suporte para o Proton, mas essa funcionalidade não é ativada por padrão. Cabe a cada estúdio de desenvolvimento solicitar e habilitar o módulo de compatibilidade para seus jogos. Títulos populares como Fortnite e Rainbow Six Siege, por exemplo, já funcionam adequadamente no Steam Deck após seus desenvolvedores realizarem essa configuração específica. A omissão da Bungie em seus comunicados sugere que, no lançamento, Marathon seguirá o mesmo caminho de outro grande título do estúdio, Destiny 2.

O histórico da Bungie com Destiny 2 é um precedente que alimenta o ceticismo da comunidade. Desde seu lançamento, o jogo bloqueia ativamente qualquer tentativa de execução via Proton devido ao seu próprio sistema anti-cheat. Essa política restritiva nunca foi alterada, mesmo com os avanços contínuos da Valve na tecnologia Proton e os apelos constantes dos jogadores. A repetição dessa abordagem em Marathon indica uma decisão deliberada da empresa de focar exclusivamente nas plataformas Windows, PlayStation e Xbox, deixando de lado uma base de usuários em expansão.

Detalhes sobre o novo shooter de extração

Marathon se insere no gênero de “extraction shooter”, popularizado por jogos que combinam elementos de sobrevivência, exploração e combate multiplayer intenso. As partidas são disputadas por equipes de até três jogadores que mergulham em mapas perigosos com o objetivo de coletar artefatos, armas e outros recursos valiosos. O grande desafio não é apenas derrotar oponentes controlados por outros jogadores e pela inteligência artificial, mas também conseguir chegar a um ponto de extração para escapar com o loot adquirido.

Os mapas prometem ser dinâmicos e variados, incluindo desde complexos urbanos abandonados a pântanos hostis, oferecendo diferentes desafios táticos. A Bungie planeja um modelo de serviço contínuo, com temporadas que introduzirão novos conteúdos, como armas, equipamentos, mapas e itens de personalização. Esse ciclo de atualizações visa manter a comunidade engajada e o jogo relevante a longo prazo, seguindo um modelo bem-sucedido em outros títulos do mercado.

A progressão do jogador será persistente, o que significa que os itens extraídos com sucesso poderão ser utilizados em partidas futuras, criando um ciclo de risco e recompensa constante. O trailer de anúncio e os materiais de pré-venda revelam um universo de ficção científica com uma estética visual marcante, combinando tecnologia futurista com cenários em ruínas. As edições especiais do jogo oferecerão acesso antecipado e itens cosméticos exclusivos para os jogadores que realizarem a compra antecipada.

Requisitos de sistema e otimização para PC

Apesar da controvérsia com o Linux, a Bungie demonstrou um esforço para tornar Marathon acessível a uma ampla gama de configurações de hardware no PC. Os requisitos mínimos de sistema divulgados são surpreendentemente modestos para um lançamento moderno, indicando um bom trabalho de otimização. A configuração básica para rodar o jogo inclui um processador Intel Core i5-6600 ou AMD Ryzen 5 1600, 8 GB de memória RAM e uma placa de vídeo NVIDIA GeForce GTX 1060 ou AMD Radeon RX 580.

Com essas especificações, o estúdio promete um desempenho estável em resolução 1080p a 60 quadros por segundo. Para os jogadores com hardware mais potente, o jogo oferecerá suporte a resoluções mais altas e taxas de quadros superiores, além de tecnologias de upscaling como NVIDIA DLSS e AMD FSR, que ajudam a melhorar a performance sem grande perda de qualidade visual. O armazenamento recomendado é um SSD com pelo menos 100 GB de espaço livre para garantir tempos de carregamento rápidos.

A crescente comunidade de jogos em Linux

A decisão da Bungie de não suportar o Linux chega em um momento em que a plataforma vive seu melhor momento no cenário de jogos. Graças ao investimento contínuo da Valve no Proton e ao sucesso comercial do Steam Deck, a base de jogadores em sistemas Linux tem crescido de forma consistente, representando atualmente entre 2% e 4% do total de usuários do Steam, segundo dados da própria plataforma. Embora pareça uma parcela pequena, ela representa milhões de jogadores potenciais que ficarão de fora do lançamento de Marathon.

Em fóruns especializados e redes sociais, a reação da comunidade foi de frustração. Muitos jogadores expressaram desapontamento com a postura da Bungie, classificando-a como ultrapassada, especialmente quando comparada à de outros grandes estúdios que já abraçaram a compatibilidade com o Proton. A esperança de que soluções alternativas ou não oficiais surjam é pequena, pois o uso de qualquer software para contornar o anti-cheat geralmente resulta em banimento permanente da conta, violando os termos de serviço do jogo.

Funcionalidades de cross-play e cross-save confirmadas

Um dos pontos fortes anunciados para Marathon é a integração total entre as plataformas. O recurso de cross-play permitirá que jogadores de PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC joguem juntos nos mesmos servidores, sem qualquer tipo de segregação. Isso deve garantir uma base de jogadores saudável e reduzir o tempo de espera para encontrar partidas em todas as horas do dia.

Complementando essa funcionalidade, o cross-save garantirá que todo o progresso, incluindo níveis, itens desbloqueados e compras, seja sincronizado entre as diferentes plataformas. Um jogador poderá, por exemplo, jogar no PC e depois continuar sua jornada no console sem perder nada. Essa flexibilidade é um recurso cada vez mais esperado pelos consumidores e demonstra que a Bungie está atenta às tendências modernas de design de jogos multiplayer.

O que esperar do lançamento

Marathon está posicionado para ser um dos grandes lançamentos do primeiro trimestre de 2026. Com a experiência da Bungie em criar universos de ficção científica cativantes e mecânicas de tiro refinadas, as expectativas são altas. O jogo entra em um mercado competitivo, mas aposta em sua narrativa e no sistema de progressão contínua para se destacar. O preço inicial da edição padrão está estimado em US$ 39,99, com pré-vendas já disponíveis nas lojas digitais, oferecendo bônus como skins e moeda virtual para os primeiros compradores. A estreia em março colocará o título em competição direta com outros jogos e expansões do mesmo gênero, prometendo agitar o cenário dos shooters online.

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