A tenista polonesa Iga Swiatek, atual vice-líder do ranking da WTA, confirmou seu favoritismo na manhã desta segunda-feira, 26 de janeiro de 2026, ao derrotar a australiana Maddison Inglis pelas oitavas de final do Australian Open. A vitória foi selada com parciais de 6/0 e 6/3 em apenas 1h13 de confronto na Rod Laver Arena, em Melbourne. Com este resultado, Swiatek se tornou a atleta mais jovem a atingir seis quartas de final consecutivas em torneios de Grand Slam desde Serena Williams em 2003. O próximo desafio da polonesa será contra a cazaque Elena Rybakina, número 5 do mundo, que avançou após eliminar a belga Elise Mertens.
A performance de Swiatek foi marcada por uma intensidade avassaladora desde os primeiros minutos, apesar de uma oscilação estatística no serviço inicial. A polonesa registrou apenas 41% de aproveitamento no primeiro saque durante o set de abertura, mas compensou com uma agressividade implacável do fundo de quadra. Maddison Inglis, que ocupa a 168ª posição do ranking e chegou à chave principal como qualifier, não conseguiu sustentar o ritmo da adversária e sofreu três quebras de serviço consecutivas na primeira parcial.
- Iga Swiatek soma seis títulos de Grand Slam, incluindo Roland Garros, US Open e Wimbledon.
- O Australian Open é o único torneio Major que a polonesa ainda não conquistou na carreira.
- A classificação garante a manutenção da disputa pela liderança do ranking mundial da WTA.
- Maddison Inglis encerra sua melhor participação em Grand Slams ao chegar nas oitavas de final.
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— #AusOpen (@AustralianOpen) January 26, 2026
Domínio absoluto na primeira parcial
A estratégia de Iga Swiatek focou em neutralizar o jogo de pernas da australiana com golpes angulados e profundos. Mesmo sem a precisão habitual no saque, a polonesa não enfrentou break points no primeiro set, fechando a parcial em 29 minutos com um “pneu”. A superioridade técnica ficou evidente na contagem de bolas vencedoras, onde Swiatek ditou o tempo da partida sem dar chances de reação para a tenista da casa.
Inglis tentou variar o jogo com bolas altas para quebrar o ritmo, mas a polonesa mostrou excelente leitura de quadra para atacar as subidas à rede. O público local tentou incentivar a qualifier, mas a precisão de Iga nos momentos decisivos silenciou as arquibancadas de Melbourne. A polonesa encerrou a primeira parte do jogo com um aproveitamento de 100% nos pontos disputados com seu segundo serviço.
Resistência australiana e resposta imediata
No início do segundo set, Maddison Inglis ensaiou uma recuperação ao conseguir sua primeira quebra de saque logo no primeiro game da parcial. A torcida australiana voltou a vibrar, mas a resposta de Swiatek foi instantânea ao devolver a quebra no game seguinte e estabilizar sua postura mental. A ex-número 1 do mundo acelerou seus golpes de direita e venceu quatro games em sequência para retomar o controle absoluto do placar.
A tenista local ainda tentou uma última ofensiva no sétimo game, quando teve a oportunidade de reduzir a diferença e pressionar o serviço da polonesa. Swiatek, no entanto, salvou o break point com um ace tático e abriu 5/2 no marcador, frustrando as pretensões de Inglis de estender a partida para um terceiro set. A vitória foi confirmada com um winner de forehand que selou a vaga entre as oito melhores do torneio.
Histórico equilibrado contra Elena Rybakina
O confronto das quartas de final promete ser um dos mais equilibrados da competição, colocando frente a frente duas campeãs de Grand Slam. Iga Swiatek e Elena Rybakina já se enfrentaram 11 vezes no circuito profissional, com uma ligeira vantagem para a polonesa, que soma seis vitórias contra cinco da cazaque. O duelo mais recente ocorreu no WTA Finals, onde Rybakina levou a melhor, além do encontro no Australian Open de 2023, vencido pela cazaque.
Elena Rybakina chega para o confronto sem ter perdido um único set sequer nesta edição do torneio australiano, demonstrando uma forma física e técnica impecável. A cazaque é conhecida por seu saque potente e estilo de jogo agressivo, características que costumam incomodar a movimentação defensiva de Swiatek. A polonesa, por sua vez, busca superar seu melhor resultado em Melbourne, que foi a semifinal alcançada em 2022 e 2025.
Busca pelo career slam e recordes pessoais
Para Swiatek, o título do Australian Open 2026 representa a oportunidade de completar o cobiçado “Career Grand Slam”, vencendo os quatro maiores torneios do tênis mundial. Aos 23 anos, ela já possui quatro troféus de Roland Garros (2020, 2022, 2023 e 2024), um do US Open (2022) e um de Wimbledon (2025). A consistência da polonesa em chegar às fases finais de Grand Slams reforça sua posição como uma das jogadoras mais dominantes da era moderna.
A marca de seis quartas de final consecutivas coloca Swiatek em um panteão seleto do esporte, igualando a longevidade competitiva de ícones como Serena Williams. A polonesa afirmou em coletiva que não foca nos recordes, mas sim na evolução de seu jogo em quadras rápidas, onde o Australian Open costuma ser mais desafiador devido ao calor intenso de Melbourne. A preparação física tem sido um diferencial para que a atleta mantenha a explosão muscular necessária durante as duas semanas de torneio.
Desempenho técnico e estatísticas do confronto
A análise detalhada da partida mostra que Swiatek cometeu 19 erros não-forçados, um número considerado controlado para seu estilo agressivo, contra 16 de Inglis. No entanto, a diferença fundamental esteve nos winners: a polonesa disparou 22 bolas vencedoras contra apenas sete da australiana. Essa capacidade de definir pontos rapidamente foi crucial para economizar energia visando as rodadas decisivas que virão a seguir.
- Aproveitamento de pontos no primeiro serviço: 61% para Swiatek.
- Total de quebras de saque convertidas: 5 de 6 oportunidades criadas.
- Pontos vencidos na rede: 8 de 10 investidas da tenista polonesa.
- Duração média dos games de serviço da polonesa: 3 minutos e 15 segundos.
Impacto no ranking e projeções futuras
Independentemente do resultado na próxima fase, Iga Swiatek sairá de Melbourne com uma pontuação sólida para continuar ameaçando a liderança do ranking da WTA. A disputa direta com a número 1 do mundo deve se intensificar nos torneios da temporada de saibro, onde a polonesa é historicamente dominante. Contudo, o foco imediato permanece na adaptação às condições da Rod Laver Arena para enfrentar a potência de Rybakina.
O desempenho de Maddison Inglis também merece destaque, pois a campanha nas oitavas de final deve impulsionar sua classificação para próxima do top 100 mundial. Para o tênis australiano, a trajetória de Inglis foi o ponto alto desta edição do Grand Slam doméstico, revelando uma jogadora resiliente que pode evoluir no circuito em 2026. A derrota para a vice-líder do ranking é vista como um aprendizado valioso para a sequência de sua carreira profissional.
Preparação para o grande duelo das quartas
A organização do torneio confirmou que o jogo entre Swiatek e Rybakina será disputado na sessão noturna, visando melhores condições climáticas para ambas as atletas. A polonesa ressaltou a importância da recuperação muscular após o jogo desta segunda-feira, focando em exercícios de fisioterapia e hidratação. A expectativa é de casa cheia em Melbourne para presenciar o décimo segundo capítulo desta rivalidade que define os rumos do tênis feminino atual.
As casas de apostas e especialistas apontam um leve favoritismo para Swiatek, mas alertam para o perigo que o saque de Rybakina representa em superfícies rápidas. A cazaque registrou 10 aces em sua partida anterior e demonstrou muita confiança em seus golpes de linha de fundo. O confronto definirá quem avança para a semifinal, ficando a apenas dois passos da glória eterna no primeiro Grand Slam da temporada de 2026.