A Xiaomi decidiu cancelar a produção e venda de modelos das linhas Redmi e POCO com armazenamento interno de 1TB. A medida afeta aparelhos intermediários premium e responde diretamente à escassez global de chips de memória. Informações divulgadas por fontes da cadeia de suprimentos indicam que a empresa reaproveita componentes para outras linhas.
A mudança ocorre em um contexto de aumento nos custos de produção de memórias NAND. Fabricantes priorizam o abastecimento de data centers para inteligência artificial, o que reduz a disponibilidade para dispositivos móveis. Como resultado, o padrão de armazenamento em celulares de até 2.500 yuans passa a ser 512GB.
A empresa também realiza ajustes silenciosos nos preços de variantes com 512GB. Os valores sobem entre 400 e 500 yuans em alguns modelos já disponíveis no mercado chinês.
Motivos da escassez de componentes
A demanda por chips de memória cresceu significativamente nos últimos meses. Data centers dedicados a treinamento e operação de modelos de inteligência artificial consomem volumes elevados de memórias de alta capacidade. Essa prioridade altera o equilíbrio do mercado global de semicondutores.
Fabricantes como Samsung, SK Hynix e Micron direcionam grande parte da produção para contratos de longo prazo com empresas de tecnologia. O segmento de smartphones recebe menor alocação, o que eleva custos e limita opções de configuração. Projeções indicam que data centers podem absorver até 70% da produção total de memórias em 2026.

Ajustes nos preços praticados
A Xiaomi implementa aumentos graduais em modelos com 512GB de armazenamento. A correção varia entre 400 e 500 yuans, dependendo da linha e da região de venda. Essa estratégia mantém competitividade inicial sem comprometer margens ao longo do tempo.
A empresa estuda ainda oferecer descontos agressivos apenas durante períodos de pré-venda. Após o lançamento oficial, os valores retornam a patamares regulares. Essa prática busca equilibrar volume de vendas com rentabilidade em um cenário de custos elevados.
Impacto nas linhas intermediárias
Modelos Redmi e POCO posicionados na faixa de até 2.500 yuans deixam de contar com opções de 1TB. A configuração máxima passa a ser 512GB, com possibilidade de expansão via cartão microSD em alguns aparelhos. Essa padronização afeta principalmente dispositivos voltados para consumidores que buscam alto armazenamento a preços acessíveis.
- Redmi Note series recentes perdem variantes de alta capacidade.
- POCO X e F series seguem o mesmo padrão de redução.
- Modelos flagship da Xiaomi mantêm opções superiores.
A mudança reflete uma tendência mais ampla no mercado chinês de smartphones intermediários.
Estratégia de reposicionamento
A Xiaomi concentra recursos em linhas principais para absorver chips de maior capacidade. Componentes originalmente destinados a Redmi e POCO são redirecionados para aparelhos da marca principal. Essa realocação otimiza a cadeia de produção e garante abastecimento de produtos topo de linha.
A empresa mantém cronograma de lançamentos previstos para os próximos meses. Novos modelos continuam em desenvolvimento, mas com configurações ajustadas às restrições atuais de suprimentos. A medida preserva presença no segmento intermediário premium.
Tendências do mercado de armazenamento
O segmento de smartphones enfrenta pressão contínua nos custos de memória NAND e DRAM. A expansão de infraestrutura para inteligência artificial mantém preços elevados em contratos de fornecimento. Fabricantes ajustam especificações para conter repasses integrais aos consumidores finais.
Preços médios de smartphones devem registrar alta moderada em 2026. Analistas projetam aumento entre 5% e 8% em diversas categorias. O fenômeno afeta não apenas a Xiaomi, mas todo o ecossistema de dispositivos móveis.
Configurações disponíveis atualmente
Modelos intermediários premium da Xiaomi passam a oferecer até 512GB como padrão máximo. Variantes com 256GB e 128GB continuam disponíveis em faixas de entrada. A empresa mantém suporte a expansão via cartões em linhas selecionadas.
Opções de RAM seguem variadas, com até 16GB em alguns aparelhos POCO. A combinação de 12GB ou 16GB de RAM com 512GB de armazenamento torna-se comum. Essa configuração atende à maioria dos usos intensivos sem depender de 1TB nativo.
Perspectivas para o segmento premium
Linhas flagship da Xiaomi preservam opções de armazenamento elevado. Modelos como a série Xiaomi numerada mantêm variantes de 1TB ou superiores. Essa diferenciação reforça posicionamento premium da marca principal em relação às submarcas.
A estratégia separa claramente os públicos-alvo. Consumidores que priorizam capacidade máxima migram para aparelhos mais caros. Já o segmento intermediário foca em equilíbrio entre desempenho e preço acessível.
Repercussão entre consumidores
Usuários que planejavam adquirir modelos Redmi ou POCO com 1TB precisam rever opções. Alternativas incluem uso de armazenamento em nuvem ou cartões microSD. A mudança gera debates sobre o fim da era de alto armazenamento a preços reduzidos.
Fabricantes rivais adotam medidas semelhantes em linhas equivalentes. A restrição de configurações torna-se padrão no mercado chinês. Consumidores buscam soluções híbridas para suprir necessidades de espaço.
O mercado de smartphones intermediários registra crescimento moderado apesar das restrições. A demanda por aparelhos equilibrados permanece elevada. Fabricantes compensam limitações com melhorias em processadores e câmeras.