O Atlético-MG, em sua incessante busca por reforços para o sistema defensivo, considerado prioridade máxima pela diretoria nesta janela de transferências, confrontou um revés significativo. O clube mineiro teve sua primeira oferta formal pelo zagueiro Kevin Lomónaco, do Independiente, da Argentina, recusada, indicando a necessidade de reajustar os valores propostos para avançar na contratação do atleta. A avaliação interna no Galo aponta para a urgência de garantir maior solidez na retaguarda, um pilar fundamental para as ambições esportivas da temporada.
A negociação pelo defensor argentino, visto como destaque em sua equipe, tornou-se um dos alvos centrais do planejamento. A recusa do Independiente, contudo, coloca um novo desafio para a equipe.

Será preciso uma nova abordagem financeira para tentar convencer os dirigentes argentinos a liberar o jogador.
Primeira proposta do Atlético-MG e a negativa argentina
O Atlético-MG havia formalizado uma proposta inicial visando 50% dos direitos econômicos de Kevin Lomónaco. O valor oferecido era de 6 milhões de euros, aproximadamente R$ 37,3 milhões, refletindo a urgência em fortalecer uma área considerada vulnerável.
Contudo, a diretoria do Independiente considerou a quantia abaixo das expectativas para um jogador da importância de Lomónaco. A oferta foi recusada, endurecendo as negociações.
Contraproposta argentina eleva patamar da negociação
A resposta do clube argentino à primeira investida do Atlético-MG veio com uma contraproposta substancialmente mais elevada. O Independiente solicitou 9 milhões de euros pela liberação do defensor, cerca de R$ 55,9 milhões, demonstrando firmeza em valorizar seu ativo.
Além do aumento expressivo no valor, a contraproposta incluiu a negociação de 80% dos direitos econômicos do jogador. Essa condição altera significativamente o montante e o modelo de investimento planejado pelo Galo.
Este novo cenário impõe à diretoria atleticana a necessidade de reavaliar sua estratégia. Os valores superam o teto estabelecido para a posição, exigindo cautela e análise antes de definir os próximos passos na negociação.
Análise da diretoria atleticana e os próximos passos
Diante da nova realidade imposta pelo Independiente, o Atlético-MG se vê em um momento de avaliação estratégica. A diretoria e a equipe de análise de mercado estudam o cenário financeiro e técnico. A decisão de subir a oferta ou buscar alternativas dependerá de um balanço entre a urgência da posição e a viabilidade econômica do investimento, evitando comprometer o orçamento do clube.
Urgência na busca por reforços defensivos
A prioridade em reforçar o setor defensivo permanece para o Atlético-MG, independentemente do desfecho das negociações por Lomónaco. A carência de solidez na retaguarda tem sido um ponto de atenção para a comissão técnica e a diretoria. A busca por um zagueiro de lado direito, especificamente, ganhou força, conforme apontado pelas necessidades táticas do treinador.
Este foco defensivo é parte de um planejamento mais amplo para construir uma equipe capaz de competir em alto nível. A diretoria entende que um sistema defensivo robusto é a base para o sucesso em competições desafiadoras.
A qualificação da zaga é essencial para que o projeto esportivo da temporada alcance seus objetivos. Sem uma defesa sólida, o potencial ofensivo da equipe pode ser prejudicado.
Portanto, o mercado segue sendo explorado, com diversos nomes sob análise. A expectativa é que, em breve, novas movimentações ocorram, seja com uma reformulação da proposta por Lomónaco ou com a prospecção de outros talentos.
Alívio na folha salarial e novas prioridades do elenco
A movimentação do Atlético-MG no mercado de transferências também é impulsionada pela liberação de recursos com a saída de alguns atletas. As recentes baixas no elenco, como Scarpa, Rony, Biel e Junior Santos, representam um alívio significativo na folha salarial do clube, crucial para viabilizar contratações prioritárias e manter o equilíbrio orçamentário.
Com a folha mais enxuta, a diretoria tem maior flexibilidade para direcionar investimentos para posições-chave. Além da busca incessante por um zagueiro, a chegada de um volante é um pedido explícito de Sampaoli, visando aprimorar a transição e proteção da defesa. Há, ainda, o desejo de trazer mais um jogador para fortalecer a profundidade do elenco.
A lacuna na zaga direita e o foco de Sampaoli
A preocupação com a zaga, em especial pelo lado direito, intensificou-se no Atlético-MG, e não é por acaso que o setor defensivo se transformou em uma das principais prioridades do clube no mercado de transferências. O treinador Jorge Sampaoli identificou uma carência clara na posição, que impacta diretamente na forma como a equipe consegue se defender e iniciar a construção de jogadas. A ausência de um jogador com as características ideais para atuar por aquele lado compromete a solidez tática e a fluidez do jogo, forçando adaptações que nem sempre se mostram eficazes. A busca por um defensor que possa preencher essa lacuna é vista como fundamental para estabilizar a linha de defesa e permitir que o restante do time desempenhe seu papel com maior confiança, buscando a consistência necessária para os desafios da temporada e as competições em que o Galo está inserido.