Ciência

Eclipse solar anular de 2026 forma anel de fogo no céu um dia antes do início do Ramadan

eclipse solar
eclipse solar - Foto: jdross75/Shutterstock.com

Um eclipse solar anular ocorrerá em 17 de fevereiro de 2026 e produzirá o fenômeno conhecido como anel de fogo. O evento acontece quando a Lua posiciona-se entre a Terra e o Sol, mas não cobre totalmente o disco solar devido à sua distância maior da Terra. Esse alinhamento deixa visível um anel luminoso ao redor da silhueta lunar.

O pico do eclipse está previsto para as 14h42 no horário universal coordenado (UTC). A fase anular durará até 2 minutos e 19 segundos em pontos específicos da trajetória. O fenômeno coincide com o período imediatamente anterior ao início do Ramadan em 2026, previsto para 18 de fevereiro em diversas regiões.

Observadores em áreas remotas terão a melhor visibilidade da fase completa. Transmissões ao vivo permitirão o acompanhamento global do evento astronômico.

O que caracteriza o eclipse anular

O eclipse anular diferencia-se do total porque a Lua aparece menor no céu em relação ao Sol. Essa configuração ocorre durante o apogeu lunar, quando o satélite está mais distante da Terra.

A sombra projetada não alcança completamente a superfície terrestre na fase anular. Em vez disso, forma-se o anel brilhante que dá nome ao fenômeno. Especialistas destacam que a duração máxima da annularidade varia conforme o ponto de observação.

Trajetória e duração do fenômeno

A faixa de annularidade percorre principalmente regiões da Antártida em uma extensão de milhares de quilômetros. A largura máxima da zona atinge cerca de 616 quilômetros em trechos específicos.

A duração da fase anular permanece curta na maioria dos locais. Observadores posicionados no centro da trajetória registram o tempo máximo de visibilidade do anel. Fora dessa faixa, o eclipse aparece apenas como parcial.

Visibilidade em diferentes regiões

A fase anular concentra-se em áreas antárticas de difícil acesso. Poucos observadores presenciais estarão presentes devido às condições logísticas da região.

Já a parcialidade estende-se a porções do hemisfério sul. Partes do sul da América do Sul, incluindo extremos meridionais, registram cobertura parcial do Sol. Regiões do sul da África também captam o evento de forma parcial.

No Brasil, o fenômeno parcial aparece em estados do Sul em horários específicos da tarde. A porcentagem de cobertura solar varia conforme a localização geográfica.

  • Rio Grande do Sul: cobertura atinge até 20% em cidades como Porto Alegre.
  • Santa Catarina: percentual similar observa-se na capital Florianópolis.
  • Paraná: visibilidade reduzida ocorre em Curitiba e arredores.
  • Outras regiões: o eclipse não aparece visível ao norte do país.

Recomendações para observação segura

A observação direta do Sol exige proteção adequada em qualquer fase do eclipse. Filtros certificados para eclipses bloqueiam radiação prejudicial aos olhos.

Métodos indiretos oferecem alternativa segura para acompanhamento. Projeção por telescópio ou uso de caixa com furo projetam a imagem do Sol em superfície plana.

Óculos especiais para eclipses constituem opção prática e acessível. Autoridades astronômicas orientam evitar métodos caseiros sem certificação.

Coincidência com período religioso

O eclipse ocorre um dia antes da data estimada para o início do Ramadan em 2026. A determinação do mês sagrado segue o calendário lunar islâmico em diversas tradições.

O alinhamento celestial ganha atenção em comunidades muçulmanas por proximidade temporal. Observações astronômicas históricas registram fenômenos semelhantes em períodos religiosos.

Outros eventos astronômicos em 2026

O ano reserva múltiplos fenômenos celestiais além do eclipse anular. Chuvas de meteoros intensas marcam diferentes épocas.

Superluas ocorrem em datas específicas com a Lua mais próxima da Terra. Eclipses lunares complementam o calendário astronômico.

Parades de planetas visíveis a olho nu acontecem em alinhamentos raros. Observadores contam com oportunidades variadas ao longo dos meses.

Preparação para transmissões online

Organizações astronômicas planejam coberturas ao vivo do eclipse. Plataformas digitais transmitem imagens em tempo real da Antártida.

Equipes especializadas instalam equipamentos em pontos estratégicos. O público global acessa o evento sem deslocamento.

Atualizações sobre links de transmissão saem próximas à data. Instituições internacionais coordenam esforços para ampla divulgação.

O eclipse solar anular de 17 de fevereiro de 2026 representa um dos principais eventos astronômicos do ano. O fenômeno combina precisão orbital com visibilidade limitada em regiões específicas. Observação segura e transmissões garantem acesso amplo ao anel de fogo celestial.

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