A tentativa do Santos de emprestar o zagueiro Alexis Duarte ao Al-Ittihad, da Arábia Saudita, não obteve sucesso, resultando na permanência do atleta paraguaio no elenco. A janela de transferências para o futebol saudita se encerrou nesta segunda-feira (2), e o tempo foi insuficiente para concluir a operação, que estava em fase avançada.
Diante do desfecho negativo, Duarte, que já enfrenta uma situação de poucas oportunidades no time principal, segue no Peixe. Ele se encontra sem espaço, figurando entre os últimos na linha de sucessão pela posição, o que representa um desafio tanto para o jogador quanto para a diretoria santista.

A impossibilidade de concretizar o empréstimo eleva a pressão sobre o clube em busca de alternativas para um jogador que não está nos planos do técnico Juan Pablo Vojvoda, ao mesmo tempo em que ocupa uma vaga no elenco e na folha salarial. A situação de atletas sem espaço exige constante atenção no mercado.
Negociação frustrada com o Al-Ittihad
A negociação pelo zagueiro Alexis Duarte, que visava um empréstimo ao Al-Ittihad, encontrou seu ponto final com a aproximação da data limite da janela de transferências saudita. A expectativa de que o defensor paraguaio pudesse ter uma nova oportunidade em outro mercado não se concretizou, apesar dos esforços iniciais de ambas as partes em chegar a um acordo. O encerramento da janela sem um desfecho positivo para a saída de Duarte ressalta as complexidades e a agilidade necessária nas transações internacionais de futebol.
Para o Santos, a permanência de Duarte representa a manutenção de um ativo que não tem sido utilizado, o que impacta diretamente no planejamento do elenco e nas finanças. O clube agora precisa reavaliar o cenário e intensificar a busca por um novo destino para o zagueiro, seja no mercado nacional ou em outras janelas de transferências que ainda possam estar abertas em outros países, buscando uma solução que seja benéfica para todas as partes envolvidas e que alivie a sobrecarga atual.
Movimentações estratégicas no mercado
Mesmo com o contratempo envolvendo Alexis Duarte, a diretoria do Santos demonstra intensa movimentação no mercado de transferências, visando otimizar o elenco e aliviar a folha salarial. O clube trabalha em várias frentes para reestruturar a equipe e garantir maior competitividade nas competições vigentes.
Nesse contexto, o Peixe já encaminhou a saída de dois atacantes que estavam sem espaço: Caballero, que se transferiu para o Portsmouth, e Bilal Brahimi, que foi negociado com um clube português. Essas operações, apesar de pontuais, contribuem significativamente para desafogar a folha de pagamento e abrir espaço para possíveis novas contratações ou valorização de atletas da base.
Paralelamente, o Santos foca em reforçar setores específicos do campo, com prioridade na busca por um volante com características de intensidade e volume de marcação. O perfil desejado é de um jogador que atue como um verdadeiro “motorzinho” no meio-campo, capaz de dar maior dinamismo e proteção à defesa, um tipo de atleta frequentemente valorizado pelo estilo de jogo de Vojvoda.
Adicionalmente, o mercado de atacantes continua sob o radar, mesmo após a recente contratação de Rony, ex-Atlético-MG. A direção não descarta a chegada de mais um nome para o setor ofensivo, buscando aumentar a profundidade e a versatilidade do ataque, especialmente considerando as exigências de um calendário cheio e a necessidade de gols.
Desafios do elenco e busca por equilíbrio
A gestão do plantel santista enfrenta desafios complexos, que envolvem não apenas a busca por reforços, mas também o delicado equilíbrio entre performance esportiva e saúde financeira. A diretoria e a comissão técnica trabalham incessantemente para construir um grupo coeso e eficaz, capaz de superar as adversidades e corresponder às expectativas da torcida.
A concorrência interna por posições é um fator crucial, especialmente no setor defensivo, onde Alexis Duarte busca seu espaço. Atualmente, o zagueiro paraguaio se vê atrás de nomes como Adonis Frías, Zé Ivaldo, Luan Pares e João Basso na hierarquia para a titularidade. Essa disputa acirrada por um lugar entre os onze mostra a profundidade e as opções que o técnico Juan Pablo Vojvoda tem à disposição.
Para enfrentar essa realidade, o Santos adota uma estratégia que visa não apenas o desempenho imediato, mas também a sustentabilidade a longo prazo. O objetivo é mesclar experiência com o potencial da base, além de realizar movimentos precisos no mercado para sanar carências específicas, sempre com o cuidado de não comprometer a saúde financeira do clube em meio a um cenário econômico desafiador para o futebol brasileiro.
Pressão no Paulistão e jogos decisivos
A situação do Santos no Campeonato Paulista de 2026 é alarmante e coloca o clube em uma posição de alerta máximo. Atualmente, o Peixe ocupa a 14ª colocação na tabela, com apenas seis pontos conquistados, perigosamente próximo da zona de rebaixamento para a Série A2. A campanha instável, marcada por poucos resultados positivos e uma dificuldade evidente em impor seu jogo, acende um sinal de perigo para a torcida e a diretoria, que veem o risco de uma queda inédita na história do clube. A pressão sobre o técnico Juan Pablo Vojvoda e os jogadores é imensa, com cada partida se tornando uma verdadeira final. Os próximos dias serão cruciais, com confrontos de alta importância no horizonte, incluindo o clássico contra o São Paulo, válido pelo Campeonato Brasileiro, e um duelo fundamental contra o Noroeste pelo próprio Paulistão. O desempenho nesses jogos determinará o futuro imediato do clube na competição estadual e pode influenciar o ambiente para o restante da temporada, exigindo um nível de concentração e entrega máximo por parte de todo o elenco para reverter o cenário desfavorável e afastar de vez o fantasma do rebaixamento.
Retornos de peso animam a comissão técnica
Uma boa notícia para o Santos é a perspectiva de retorno de jogadores importantes que estavam afastados por lesão, trazendo um sopro de otimismo para a comissão técnica e a torcida. Neymar, que ainda não atuou no ano de 2026, está cada vez mais próximo de voltar aos gramados. O departamento médico do clube atualizou sua situação, indicando que o camisa 10 está em processo de transição física e já trabalhou com bola no CT Rei Pelé junto com o elenco, aumentando as chances de ser relacionado para o aguardado clássico contra o São Paulo. Sua presença é vista como um fator que pode elevar o nível técnico e a moral da equipe, além de gerar grande expectativa entre os fãs.
Além de Neymar, outros dois atacantes importantes também se aproximam do retorno aos gramados: Tiquinho Soares e Thaciano. No entanto, a situação de cada um é distinta: Tiquinho, embora um nome de peso, tem encontrado dificuldades para ganhar espaço sob o comando de Vojvoda, precisando de tempo para se readequar aos planos do treinador. Já Thaciano, por outro lado, conquistou moral na reta final de 2025 e no início de 2026, mostrando-se uma peça valiosa e versátil, e seu retorno pode oferecer opções táticas importantes para o time, solidificando seu papel no esquema de jogo.
O planejamento para o futuro imediato
A diretoria santista, em meio à intensa temporada, segue com foco inabalável em encontrar soluções adequadas para jogadores que, como Alexis Duarte, estão sem espaço no elenco. Este é um esforço contínuo para manter a saúde financeira do clube e otimizar o plantel, garantindo que cada atleta tenha seu futuro definido de forma estratégica.
O objetivo maior é alcançar uma estabilidade tanto financeira quanto técnica para a equipe. Isso significa não apenas evitar o rebaixamento no Paulistão, mas também construir um time mais competitivo para as próximas disputas, que traga resultados consistentes e reconquiste a confiança da torcida.
A situação de Alexis Duarte
Com o fim da janela de transferências saudita, a permanência de Alexis Duarte no Santos torna-se um ponto de atenção crucial. O zagueiro, sem a negociação com o Al-Ittihad, precisa agora reavaliar as novas possibilidades de empréstimo para ter os minutos em campo necessários ao seu desenvolvimento e performance, dada a forte concorrência no Santos e seu atual posicionamento na fila pela titularidade.