Alinhamento de seis planetas e eclipse anular destacam fenômenos celestes de fevereiro 2026

eclipse solar

eclipse solar - Foto: jdross75/Shutterstock.com

Fevereiro de 2026 reserva uma série de fenômenos astronômicos que atraem observadores do céu em diferentes regiões do planeta. O mês destaca uma parada de seis planetas visíveis logo após o pôr do sol e um eclipse solar anular, conhecido como anel de fogo, previsto para 17 de fevereiro. Esses eventos ocorrem em meio a condições favoráveis de observação em locais com baixa poluição luminosa.

A parada planetária atinge seu pico em 28 de fevereiro, quando Mercúrio, Vênus, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno aparecem alinhados no céu noturno. O eclipse anular, por sua vez, tem visibilidade principal na Antártida, com fases parciais em partes do sul da América do Sul e África. Especialistas recomendam equipamentos adequados para aproveitar ao máximo esses alinhamentos naturais.

Lua cheia inicia sequência de eventos

A Lua cheia de 2 de fevereiro, conhecida tradicionalmente como Lua da Neve, marca o início dos destaques astronômicos do mês. Ela atinge o pico de brilho acompanhada da estrela Regulus, na constelação de Leão, criando uma conjunção visível a olho nu em diversas regiões.

Em algumas áreas do hemisfério norte, ocorre uma ocultação breve de Regulus pela Lua. Esse fenômeno reforça a visibilidade inicial do mês e prepara o terreno para os eventos subsequentes.

Parada de planetas ganha forma gradual

A partir de 8 de fevereiro, os planetas começam a se posicionar para o alinhamento principal. Mercúrio e Vênus surgem baixos no horizonte sudoeste logo após o pôr do sol, enquanto Júpiter aparece mais alto no leste e Saturno no sudoeste.

Urano posiciona-se entre Júpiter e Saturno, e Netuno fica próximo a Saturno, embora ambos exijam binóculos ou telescópios para observação clara. Essa configuração evolui ao longo das semanas e atinge o melhor momento no final do mês.

Pico do alinhamento em 28 de fevereiro

No dia 28 de fevereiro, seis planetas formam um arco visível no céu noturno pouco depois do entardecer. Vênus, Júpiter, Saturno e Mercúrio podem ser vistos a olho nu em condições ideais, enquanto Urano e Netuno demandam instrumentos ópticos.

  • Mercúrio: baixo no horizonte oeste;
  • Vênus: brilho intenso próximo ao horizonte;
  • Saturno: posição intermediária no sudoeste;
  • Júpiter: alto no céu oriental;
  • Urano e Netuno: visíveis com auxílio de binóculos.

Essa alinhamento segue a eclíptica e oferece oportunidade rara de observação simultânea. Locais afastados de centros urbanos proporcionam as melhores condições para registro do fenômeno.

Eclipse solar anular de 17 de fevereiro

O eclipse solar anular ocorre em 17 de fevereiro, quando a Lua Nova se posiciona entre a Terra e o Sol, mas não cobre completamente o disco solar. Isso cria o efeito conhecido como anel de fogo, com uma borda luminosa ao redor da silhueta lunar.

A anularidade máxima dura cerca de dois minutos e 20 segundos na Antártida remota. Regiões do extremo sul da América do Sul, incluindo partes da Argentina e Chile, e do sul da África observam fases parciais do fenômeno.

No Brasil, o eclipse não tem visibilidade direta, mesmo em áreas meridionais. Observadores dependem de transmissões ao vivo para acompanhar o evento.

Especialistas alertam para o uso de filtros solares certificados em caso de observação parcial. A segurança ocular permanece prioridade em qualquer contato visual com o Sol.

Luz zodiacal complementa observações

Meados de fevereiro favorecem a observação da luz zodiacal, um brilho triangular tênue causado pela reflexão da luz solar em poeira interplanetária. Esse falso crepúsculo aparece cerca de uma hora após o pôr do sol em locais escuros.

A visibilidade melhora no hemisfério sul durante esse período. O fenômeno complementa a parada planetária e oferece espetáculo adicional para entusiastas da astronomia noturna.

Outros destaques do mês

Mercúrio atinge sua maior elongação oriental em 20 de fevereiro, facilitando sua localização no céu vespertino. No dia 24, a Lua se aproxima do aglomerado das Plêiades, na constelação de Touro, criando outra conjunção notável.

Esses eventos menores enriquecem o calendário astronômico e permitem observações contínuas ao longo do mês.

Condições ideais de observação

A observação dos fenômenos de fevereiro 2026 beneficia-se de céus limpos e baixa poluição luminosa. Aplicativos de astronomia auxiliam na localização precisa dos planetas e no planejamento das sessões.

O mês combina eventos visíveis a olho nu com outros que exigem equipamentos simples. Essa variedade atrai tanto iniciantes quanto observadores experientes em diferentes partes do mundo.