Bitcoin despenca mais de 50% do pico e atinge menor cotação desde 2024 em fevereiro

Moedas Bitcoin

Moedas Bitcoin - ADfoto/shutterstock.com

O Bitcoin registrou uma queda significativa no início de fevereiro de 2026, operando próximo da marca de US$ 60 mil. Esse movimento representou o menor patamar da criptomoeda em mais de um ano, intensificando a cautela entre investidores do mercado global.

A desvalorização acumulada superou 50% em relação ao recorde de outubro de 2025, quando o ativo ultrapassou US$ 126 mil. Fatores como liquidações em massa e redução no apetite por risco contribuíram para a pressão vendedora observada nos primeiros dias do mês.

O mercado de criptomoedas como um todo acompanhou o movimento, com perdas expressivas em outras moedas digitais. A volatilidade permaneceu elevada, embora sinais iniciais de recuperação tenham aparecido em negociações posteriores.

Movimento de baixa intensificado

A cotação do Bitcoin perdeu suportes técnicos importantes ao longo da semana inicial de fevereiro. Esse rompimento desencadeou ordens automáticas de venda em posições alavancadas.

Em um único dia, a desvalorização alcançou cerca de 13%, marcando uma das maiores perdas diárias recentes. O volume de negociações aumentou substancialmente durante esse período.

Liquidações no mercado de derivativos

As liquidações forçadas ultrapassaram US$ 1 bilhão em 24 horas em plataformas de contratos futuros. Esse volume refletiu a alta alavancagem mantida por parte dos operadores.

Posições compradas foram fechadas automaticamente ao atingir níveis de margem crítica. O efeito cascata ampliou a pressão de venda no mercado à vista.

O fenômeno ocorreu em exchanges globais, afetando investidores de diferentes regiões. A concentração de liquidações concentrou-se em contratos perpétuos.

Fatores econômicos globais envolvidos

Incertezas no cenário macroeconômico contribuíram para a redução do interesse em ativos de risco. Tensões geopolíticas e ajustes em políticas monetárias influenciaram o fluxo de capitais.

Bitcoin – Foto: Vertigo3d/iStock.com

Grandes investidores institucionais realizaram vendas significativas nos últimos meses. Fundos negociados em bolsa de Bitcoin registraram saídas expressivas de recursos.

O desempenho de ações de tecnologia também apresentou correlação com o movimento das criptomoedas. Bolsas americanas registraram variações negativas no mesmo período.

Histórico de oscilações da criptomoeda

O Bitcoin possui trajetória marcada por ciclos de alta e correção ao longo dos anos. Períodos de valorização intensa frequentemente precedem fases de ajuste acentuado.

Em 2022, o ativo enfrentou desvalorização superior a 70% em relação ao pico anterior. Recuperações subsequentes levaram a novos recordes em anos seguintes.

  • Ciclos de halving influenciam a oferta de novos Bitcoins a cada quatro anos.
  • Eventos regulatórios globais afetam a confiança dos participantes.
  • Adoção institucional cresce gradualmente apesar das oscilações.
  • Volume de transações na rede principal mantém estabilidade relativa.

Reação inicial do mercado

Negociações posteriores ao ponto mais baixo mostraram tentativa de estabilização. A cotação recuperou parte das perdas, operando acima de US$ 65 mil em sessões seguintes.

Outras criptomoedas apresentaram movimentos semelhantes de recuperação parcial. O mercado total de ativos digitais reduziu perdas acumuladas no mês.

Analistas monitoram níveis técnicos para identificar possíveis pontos de suporte. O comportamento nas próximas semanas depende de indicadores econômicos amplos.

Volatilidade observada em fevereiro

O mês de fevereiro iniciou com pressão vendedora contínua no segmento de criptoativos. O Bitcoin perdeu cerca de 20% do valor apenas nos primeiros dias.

Indicadores técnicos sinalizaram condições de sobrevenda em gráficos diários. Esse padrão histórico precede reversões em alguns casos anteriores.

Participantes do mercado ajustaram posições em resposta às variações rápidas. O volume de negociações permaneceu elevado em comparação com médias recentes.

Esse período reforçou a característica de alta volatilidade inerente ao ativo. Investidores mantiveram atenção elevada aos desenvolvimentos globais.

Níveis técnicos monitorados

A faixa de US$ 60 mil atuou como suporte psicológico durante a baixa recente. O rompimento temporário dessa marca intensificou as vendas iniciais.

Médias móveis de longo prazo continuam sendo referências para operadores. A distância em relação a esses indicadores alcançou níveis extremos.

Recuperação acima de US$ 70 mil indicaria mudança de sentiment no curto prazo. Resistências superiores permanecem testadas em negociações intradiárias.

Operadores utilizam análises de fluxo de ordens para avaliar força compradora. Dados on-chain mostram acumulação por endereços de longo prazo.

Comportamento de investidores institucionais

Fundos de investimento registraram saídas líquidas em produtos ligados ao Bitcoin. Esse movimento contrastou com entradas observadas em períodos anteriores.

Empresas detentoras de grandes quantidades mantiveram posições estáveis. Transferências para exchanges aumentaram levemente antes da baixa principal.

A participação institucional cresceu nos últimos anos no mercado de cripto. Oscilações afetam alocações em portfólios diversificados.

Perspectiva de negociação atual

A cotação do Bitcoin operava em torno de US$ 69 mil nesta segunda-feira, 9 de fevereiro. O ativo apresentava variação negativa moderada nas últimas horas.

Mercado global de criptomoedas acompanhava o desempenho das principais moedas. Ethereum e outras altcoins registravam movimentos correlacionados.

Operadores aguardam dados econômicos americanos para direcionamento adicional. Indicadores de risco em mercados tradicionais influenciam o sentiment.

O ativo digital continua sujeito a variações rápidas em resposta a notícias. Participantes mantêm estratégias diversificadas para gerenciamento de exposição.

Veja Também