Maria Teresa Turrion Borrallo, a profissional responsável pelo auxílio na criação dos herdeiros do trono britânico, segue um protocolo verbal estrito dentro da residência dos Gales. A babá, que integra a equipe doméstica desde 2014, não utiliza a palavra “kids” para se referir ao príncipe George, à princesa Charlotte e ao príncipe Louis. A diretriz visa manter um ambiente de respeito mútuo e evitar termos considerados coloquiais demais para a formação dos futuros membros seniores da monarquia.
A restrição linguística não é uma imposição direta de Kate Middleton ou do príncipe William, mas sim um reflexo da formação de elite que Borrallo recebeu. A profissional é graduada pela Norland College, uma instituição de prestígio mundial localizada em Bath, conhecida por treinar as babás mais qualificadas do Reino Unido. O uso de linguagem formal é visto como uma ferramenta essencial para o desenvolvimento do caráter e da percepção de valor individual de cada criança desde os primeiros anos de vida.
Especialistas em educação infantil apontam que a substituição de termos genéricos e informais pelos nomes próprios das crianças fortalece a identidade pessoal. No contexto da realeza, onde a imagem e o comportamento público são vitais, essa prática começa dentro de casa. A regra aplica-se independentemente da idade das crianças, que em 2026 já demonstram personalidades distintas: George com 12 anos, Charlotte com 10 e Louis com 7 anos.
Origem da proibição na academia de elite
A Norland College, fundada em 1892, estabelece padrões rigorosos que diferenciam suas graduadas no mercado de trabalho internacional. Durante o curso de três anos, as alunas aprendem que a palavra “kids” pode ser interpretada como reducionista, devendo ser substituída por “crianças” ou, preferencialmente, pelos nomes de batismo dos pequenos. Essa filosofia pedagógica busca incutir dignidade nas interações diárias, transformando a comunicação em um ato de reconhecimento da criança como um indivíduo completo.
Louise Heren, autora e especialista que acompanhou de perto o treinamento na instituição, confirmou que essa norma é ensinada como um pilar de respeito. As babás da Norland, reconhecíveis por seus uniformes tradicionais e chapéus marrons, são instruídas a manter esse padrão mesmo em momentos de lazer e descontração. A consistência na linguagem ajuda a estabelecer limites claros e demonstra profissionalismo, características altamente valorizadas pelas famílias de alto perfil que contratam essas profissionais.
Reconhecimento oficial e trajetória profissional
A dedicação de Maria Teresa Turrion Borrallo à família real resultou em um reconhecimento formal nas honras de Ano Novo de 2026. A distinção celebrou sua lealdade e o serviço contínuo prestado desde que o príncipe George era apenas um bebê. Autoridades do palácio destacaram a capacidade da babá de manter a discrição absoluta enquanto navega pela complexa rotina da monarquia moderna.
Além do suporte emocional, a babá desempenha um papel logístico fundamental, acompanhando a família em viagens internacionais e eventos oficiais. Sua presença oferece uma camada extra de estabilidade para as crianças em meio à agenda pública intensa dos pais. A honraria recebida reforça a importância dos profissionais de apoio que atuam nos bastidores da Coroa britânica.
A espanhola é considerada parte integrante da dinâmica familiar, participando de celebrações íntimas e sendo vista ocasionalmente em eventos como os almoços de Natal no Palácio de Buckingham. Sua formação inclui não apenas cuidados básicos, mas também treinamento em direção defensiva e segurança cibernética, habilidades essenciais para proteger os herdeiros em um mundo cada vez mais conectado e exposto.
Metodologia de ensino e impacto no comportamento
O currículo da Norland College abrange disciplinas que vão muito além da puericultura tradicional, incluindo psicologia do desenvolvimento e nutrição avançada. As estudantes são preparadas para lidar com situações de crise e para estruturar rotinas que favoreçam o bem-estar emocional. Essa base teórica sólida permite que profissionais como Borrallo adaptem suas técnicas às necessidades específicas de cada família.
No caso dos filhos de Kate e William, a abordagem educacional combina a tradição real com métodos contemporâneos de disciplina positiva. A princesa de Gales é conhecida por incentivar conversas abertas sobre sentimentos e por priorizar atividades ao ar livre em detrimento do uso excessivo de telas. A babá atua como uma extensão dessa filosofia, garantindo que as regras sejam aplicadas com firmeza, mas sem autoritarismo desnecessário.
As crianças são incentivadas a resolver conflitos através do diálogo e a entenderem suas responsabilidades desde cedo. O príncipe George, como primogênito e futuro rei, recebe orientações sutis sobre seu papel, enquanto Charlotte e Louis desfrutam de uma infância que busca o equilíbrio possível dentro da realeza. A influência da babá é visível na polidez e no comportamento adequado que o trio demonstra em aparições públicas.
A instituição de ensino atualiza constantemente suas diretrizes para refletir as mudanças na sociedade moderna, mantendo-se relevante após mais de um século de existência. O foco em “cuidar com respeito” permanece o cerne de todas as interações. Para as babás formadas lá, a linguagem não é apenas um meio de comunicação, mas uma ferramenta pedagógica poderosa.
Dinâmica familiar em Adelaide Cottage
A família reside atualmente em Adelaide Cottage, situada nos terrenos do Castelo de Windsor, uma mudança estratégica realizada para garantir mais privacidade e proximidade com a escola das crianças. A residência, embora histórica, oferece um ambiente mais acolhedor e menos protocolar do que o Palácio de Kensington. É neste cenário que a rotina diária, supervisionada por Maria Teresa e pelos pais, acontece longe dos holofotes da mídia.
William e Kate fazem questão de participar ativamente da vida escolar dos filhos, levando-os e buscando-os nas atividades letivas sempre que a agenda permite. A babá cobre as lacunas deixadas pelos compromissos oficiais, assegurando que a estrutura do dia a dia permaneça inalterada. A consistência nos horários de sono, refeições e lazer é vista como crucial para a saúde mental dos jovens príncipes.
Equilíbrio entre deveres reais e vida comum
A criação de George, Charlotte e Louis é um exercício constante de balanceamento entre a preparação para o futuro institucional e a preservação da inocência infantil, um desafio que exige alinhamento total entre os pais e a equipe de apoio. Kate Middleton frequentemente aplica lições de sua própria infância, valorizando a honestidade e a gentileza, enquanto William foca na empatia e na consciência social, garantindo que os filhos entendam o privilégio e o dever que possuem. A proibição de palavras informais pela babá, longe de ser uma medida arcaica, insere-se neste contexto como uma forma de lembrar, sutilmente e a todo momento, que a educação que recebem exige um padrão diferenciado de conduta e excelência.