O cenário automotivo nacional presenciou uma mudança relevante na hierarquia das montadoras logo no primeiro mês do ano. A GWM registrou um volume de 4.409 emplacamentos em janeiro, consolidando uma trajetória de ascensão acelerada que resultou na conquista da 11ª posição no ranking geral de marcas no Brasil.
Este desempenho representa uma alta expressiva de 70% quando comparado ao mesmo período do ano anterior. O resultado contrasta significativamente com a média geral do setor, que apresentou uma variação positiva mais modesta, oscilando entre 1,4% e 7,4% no mês, influenciada por questões sazonais e pela quantidade reduzida de dias úteis.
A performance obtida permitiu que a fabricante ultrapassasse concorrentes tradicionais e consolidados, como a norte-americana Ford e a Caoa Chery. O avanço é impulsionado principalmente pela estratégia focada em veículos com novas tecnologias de propulsão, que ganham cada vez mais espaço na preferência do consumidor local.
Mais sobre o assunto: GWM Haval H6 montado no Brasil manterá preços estáveis mesmo com aumento de imposto sobre carros híbridos
Dominância entre os utilitários esportivos
A linha de produtos da marca demonstrou força em diferentes nichos, com destaque absoluto para os modelos eletrificados. O Haval H6 reafirmou sua liderança na categoria, distanciando-se de rivais diretos de fabricantes como BYD e Toyota, e respondendo pela maior fatia das vendas da companhia no período.
Além do carro-chefe, outros modelos de maior porte garantiram posições relevantes em seus respectivos segmentos, reforçando a presença da montadora em faixas de preço superiores e nichos premium.
- Haval H6: manteve a liderança isolada entre os híbridos com mais de 2.600 unidades entregues.
- Haval H9: alcançou a segunda colocação entre os SUVs grandes, somando 882 emplacamentos.
- Tank 300: ocupou o terceiro lugar na mesma categoria, com 363 veículos comercializados.
O segmento de híbridos, como um todo, mostrou vigor ao representar aproximadamente 16% de todas as vendas de veículos no país em janeiro. A busca por eficiência energética e menor emissão de poluentes continua a ditar as tendências de compra, favorecendo portfólios atualizados tecnologicamente.
Expansão da infraestrutura e produção
O crescimento observado em janeiro dá sequência aos resultados positivos acumulados no ano anterior. A empresa encerrou 2025 com um total de 42.785 veículos nas ruas brasileiras, um salto de cerca de 46% em relação a 2024. Esse volume consistente valida o plano de negócios traçado para a operação nacional.
Saiba mais: Celulares mais vendidos da América Latina: Samsung domina com modelos de entrada
Para sustentar essa demanda, a infraestrutura de atendimento segue em ampliação. A rede de concessionárias tem sido estendida para diversas regiões, garantindo capilaridade nas vendas e no suporte de pós-venda, fator decisivo para a fidelização de clientes em um mercado competitivo.
A base industrial em Iracemápolis, no interior de São Paulo, desempenha papel central nessa estratégia. A unidade fabril, adquirida e modernizada, foca na produção de modelos adaptados às condições de rodagem e às preferências do motorista brasileiro, com ênfase na hibridização.
Ofensiva de lançamentos programada
A montadora confirmou um cronograma agressivo de novidades para os próximos meses. Estão previstos 12 novos modelos para desembarcar no mercado brasileiro ao longo de 2026, abrangendo diferentes categorias e tecnologias, desde opções híbridas e plug-in até veículos a combustão.
Parte dessa nova frota já se encontra em fase de testes de rodagem e homologação. O objetivo é diversificar a oferta para atingir novos perfis de consumidores, com planos específicos para reforçar a atuação em segmentos como o de picapes e SUVs compactos.

