Peter Burling relata que limite no foil causou crash entre Black Foils e DS Automobiles em NZ

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Uma colisão grave marcou o primeiro dia do ITM New Zealand Sail Grand Prix, etapa de Auckland do SailGP, no sábado 14 de fevereiro de 2026. As equipes Black Foils, da Nova Zelândia, e DS Automobiles, da França, se envolveram em um acidente de alta velocidade no Waitematā Harbour. O incidente ocorreu durante a terceira regata do dia, quando o catamarã F50 da equipe neozelandesa perdeu controle subitamente e cruzou a trajetória da embarcação francesa. O grinder Louis Sinclair, da Black Foils, sofreu ferimentos graves e precisou de cirurgia.

O acidente começou quando a Black Foils navegava em alta velocidade, próxima de 50 nós, no leg de sprint. A equipe estava posicionada a barlavento e executava uma manobra em foil elevado. De repente, o sistema de controle do foil atingiu um limite de segurança no foil de bombordo, que regula o rake negativo para evitar instabilidades. Essa ativação provocou uma reação brusca da embarcação, que guinou e apresentou um nose dive, com o foil de bombordo afundando sob pressão. O resultado foi uma mudança abrupta de rumo que colocou o F50 neozelandês diretamente no caminho da França, que seguia a sotavento.

A proa do catamarã francês passou sobre o casco de estibordo da Black Foils, próximo aos shrouds, causando danos significativos em ambas as embarcações. O grinder Louis Sinclair ficou preso no compartimento dianteiro durante o impacto e sofreu fraturas expostas nas duas pernas. Ele foi levado ao Auckland City Hospital, onde passou por cirurgia na perna direita e permaneceu em observação. Outro velejador também sofreu ferimentos leves. As duas equipes foram retiradas imediatamente da competição, e o dia 1 foi encerrado após apenas duas regatas completas.

Detalhes técnicos do incidente

O limite do sistema de foil foi ativado quando a embarcação estava alta no foil e deslizando lateralmente. Peter Burling, skipper da Black Foils, explicou que o sistema funcionou conforme projetado para proteger contra outros problemas. No entanto, a ativação combinada com as condições do momento escalou a situação rapidamente. A equipe precisou realizar uma ação evasiva para evitar contato ainda maior, mas o movimento resultou no toque na água e na perda de controle.

Blair Tuke, co-fundador da Black Foils, destacou que as condições eram de água plana com rajadas fortes vindas de Westhaven. Ele afirmou que o vento e o mar estavam dentro dos limites operacionais do F50. A colisão aconteceu em velocidade elevada, o que ampliou os danos estruturais nos cascos e componentes hidrofólios.

Consequências para as equipes

A Black Foils não participará do próximo evento em Sydney e aguarda orientações da organização do SailGP sobre o retorno às competições. Os cascos danificados foram levados para reparos na instalação da Southern Spars, em Avondale, West Auckland. A equipe enfrenta agora um processo de recuperação física e emocional, especialmente para o grinder afetado.

A DS Automobiles France também saiu do evento com danos graves no F50, impossibilitando a participação no dia seguinte. A equipe francesa liderava a frota no momento do incidente e reagiu imediatamente ao ver a mudança brusca de rumo da embarcação neozelandesa. Os velejadores franceses apresentaram apenas ferimentos leves.

Posicionamento das equipes envolvidas

Peter Burling descreveu o momento como uma combinação de fatores que levaram à ativação do limite do sistema. Ele reforçou que o barco operava normalmente até o instante anterior ao problema. A equipe neozelandesa iniciou o dia com bom desempenho nas duas primeiras regatas.

A França considerou o incidente inevitável devido à guinada súbita da Black Foils. A tripulação executou manobras evasivas, mas não conseguiu evitar o contato. A perspectiva da equipe é de que a mudança abrupta de curso tornou a colisão inescapável.

Recuperação e próximos passos

Louis Sinclair recebeu alta hospitalar após a cirurgia e permanece em recuperação. A equipe Black Foils utiliza a resiliência do grinder como motivação para superar o episódio. Os reparos no F50 demandam tempo e recursos significativos.

O SailGP registra duas colisões graves nos primeiros eventos da temporada 6. As autoridades da liga analisam o incidente para determinar ajustes ou medidas adicionais de segurança. As regatas continuaram no domingo em condições mais ventosas, sem as duas equipes envolvidas.

O incidente destaca os riscos inerentes às competições de alta velocidade com tecnologia de foil. As equipes continuam focadas na preparação e na segurança dos atletas enquanto aguardam atualizações sobre o calendário.

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