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Jack Hughes decide na prorrogação e Estados Unidos levam ouro olímpico no hóquei após 46 anos de espera

Hóquei EUA - X
Hóquei EUA - X

A seleção masculina de hóquei no gelo dos Estados Unidos alcançou o topo do pódio olímpico no último domingo, 22 de fevereiro, em uma final eletrizante disputada nos Jogos de Inverno de Milão. Em um confronto marcado pelo equilíbrio técnico e pela rivalidade histórica, os norte-americanos superaram o Canadá por 2 a 1 na prorrogação. O resultado encerrou um longo jejum de conquistas douradas na modalidade, algo que não ocorria desde a histórica vitória de 1980.

O gol que definiu a partida saiu do taco de Jack Hughes, restando menos de três minutos para o fim do tempo extra, disputado no formato de três contra três. O jogador aproveitou o espaço no gelo para superar o goleiro Jordan Binnington com um chute preciso, garantindo a terceira medalha de ouro da história do país no hóquei masculino e desencadeando uma grande celebração na arena italiana.

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Atuação decisiva de Connor Hellebuyck

Embora o gol de Hughes tenha selado a vitória, a resistência defensiva foi fundamental para manter os Estados Unidos na disputa. O goleiro Connor Hellebuyck teve uma atuação memorável, sendo exigido intensamente pelo ataque canadense durante todo o confronto. Ele realizou 41 defesas em um total de 42 disparos contra sua meta, frustrando as investidas do rival.

A performance de Hellebuyck foi especialmente crítica nos momentos de pressão, quando o Canadá buscava a virada no tempo regulamentar. Suas intervenções garantiram que o placar permanecesse igualado, permitindo que a equipe americana levasse a decisão para a prorrogação, onde a estratégia e a habilidade individual acabaram prevalecendo.

Detalhes do confronto e gols

A partida começou favorável aos americanos, que abriram o placar ainda no primeiro período. Matt Boldy protagonizou um lance de grande habilidade técnica aos seis minutos, passando o disco por cima dos tacos dos defensores Cale Makar e Devon Toews antes de finalizar de backhand. O gol inicial colocou pressão sobre o time canadense e inflamou a torcida presente.

A resposta do Canadá veio no segundo período, após muita insistência ofensiva. Cale Makar conseguiu vencer a barreira imposta por Hellebuyck com um chute de pulso certeiro, disparado do círculo de faceoff direito. O empate reacendeu a esperança canadense e transformou o terceiro período em uma batalha tática, onde nenhum dos lados conseguiu alterar o marcador antes do tempo extra.

Fim do jejum e contexto histórico

A conquista em Milão possui um peso histórico significativo para o hóquei dos Estados Unidos. Desde o famoso “Milagre no Gelo” em 1980, quando uma equipe de amadores derrotou a União Soviética, o país não subia ao lugar mais alto do pódio olímpico nesta categoria. A vitória sobre o maior rival continental serviu como uma redenção para o programa de hóquei americano.

O caminho até a final também foi marcado por superação. Os Estados Unidos precisaram vencer a Suécia na prorrogação nas quartas de final, enquanto o Canadá demonstrou força ao reverter desvantagens contra a República Tcheca e a Finlândia nas fases anteriores. O duelo final confirmou a expectativa de um jogo de altíssimo nível entre as duas principais potências do esporte.

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