A unidade industrial da montadora japonesa no interior paulista acelera o passo para lançar a atualização mais significativa de seu utilitário médio. O foco dos engenheiros em Sorocaba está na implementação de um sistema de propulsão inédito no portfólio nacional, visando atender às novas exigências de eficiência energética e desempenho. A linha 2027 do modelo promete elevar a competitividade da marca em um segmento cada vez mais disputado por opções eletrificadas.
O destaque técnico da renovação é a adoção da tecnologia híbrida plug-in, que permite recarga externa e oferece maior independência do combustível fóssil. O conjunto mecânico entrega uma potência combinada de 223 cavalos, número que reposiciona o veículo em termos de performance rodoviária. Essa evolução mecânica busca equilibrar a tradicional confiabilidade da fabricante com a demanda por respostas mais ágeis ao acelerador.

Além da força bruta, o projeto prioriza o conforto acústico e a suavidade de rodagem, características inerentes aos veículos com maior assistência elétrica. A calibração da transmissão foi revista para suportar o torque extra, garantindo ultrapassagens seguras e uma condução fluida tanto em estradas quanto no trânsito urbano pesado.
Eficiência energética e uso urbano
A capacidade de rodar sem emitir poluentes é um dos grandes atrativos da nova configuração, que oferece autonomia elétrica de até 70 quilômetros. Esse alcance cobre a rotina diária da maioria dos motoristas brasileiros, permitindo deslocamentos para o trabalho ou escola usando apenas a energia das baterias. O sistema gerencia automaticamente o uso dos motores para maximizar a eficiência em viagens mais longas.
A praticidade de recarga foi pensada para a infraestrutura doméstica comum, utilizando tomadas de 220V para recuperar grande parte da energia em poucas horas. Essa facilidade reduz a dependência de eletropostos públicos e transforma residências e escritórios em pontos de abastecimento primários, facilitando a transição para a mobilidade eletrificada.
Renovação estética e digitalização
O design externo passa por uma atualização profunda, alinhando-se à identidade visual global conhecida como “Hammerhead”. A nova grade frontal integrada e os faróis de LED redesenhados conferem um aspecto mais futurista e limpo ao utilitário. Essas mudanças visuais não são apenas estéticas, mas servem para marcar a nova fase tecnológica do produto fabricado no Brasil.
No interior, a cabine foi modernizada com a substituição do painel analógico por uma tela digital de 12,3 polegadas, totalmente configurável. O sistema de infoentretenimento central de 10 polegadas agora oferece conectividade sem fio, eliminando cabos e melhorando a ergonomia do console. O acabamento também recebeu atenção especial, com materiais de toque suave e iluminação ambiente.
Ajustes dinâmicos na versão esportiva
A divisão Gazoo Racing assina uma variante que vai além da estética, entregando modificações mecânicas reais para quem busca prazer ao dirigir. A suspensão recebeu novas molas e amortecedores, rebaixando a carroceria em 10 milímetros para melhorar a estabilidade em curvas e reduzir o centro de gravidade.
O chassi foi reforçado para aumentar a rigidez torcional, e a direção elétrica ganhou um acerto mais direto e comunicativo. Visualmente, essa versão se destaca pelas rodas de 18 polegadas exclusivas e bancos com maior apoio lateral, completando o pacote de performance.
Impacto na cadeia produtiva
A nacionalização dos componentes do sistema híbrido reforça a importância da fábrica brasileira como polo exportador para a América Latina. Os investimentos na linha de montagem e na base de fornecedores locais visam proteger a operação contra oscilações cambiais e garantir a sustentabilidade do negócio a longo prazo.