A gigante chinesa de tecnologia deu a largada oficial na distribuição de sua mais recente interface de usuário, construída sobre a base do Android 16. O sistema, que já circula em fase de testes beta na China desde o final de janeiro, começou a ser validado internamente em diversos modelos globais. A atualização destaca-se por promover uma integração profunda de inteligência artificial nativa com as funções cotidianas dos smartphones, prometendo reformular a experiência de uso.
Inovações estruturais e arquitetura inteligente
Diferente de versões anteriores que focavam majoritariamente na estética, a nova iteração representa uma mudança estrutural significativa. A fabricante incorporou capacidades de inteligência artificial diretamente no núcleo do sistema operacional. O objetivo é otimizar o gerenciamento de energia, garantir maior fluidez na interface e permitir interações preditivas, onde o celular antecipa as necessidades do usuário com base em seus padrões de uso.
Uma das grandes novidades técnicas é a arquitetura Super-OTA, que permite a instalação de atualizações em segundo plano sem interromper o uso do aparelho, eliminando telas de carregamento demoradas. Além disso, o sistema apresenta um menu de aplicativos redesenhado e um gerenciamento de memória aprimorado, facilitando a multitarefa mesmo em dispositivos com configurações de hardware variadas.
A conectividade entre o ecossistema da marca também recebeu atenção especial. A transferência de chamadas e o compartilhamento de tela entre smartphones e tablets ganharam estabilidade, visando aumentar a produtividade. Para suportar todo esse processamento contínuo e os novos recursos, a empresa recomenda que os aparelhos tenham um espaço livre considerável antes da instalação.
Modelos da linha principal confirmados
A distribuição do software prioriza os modelos mais avançados do portfólio da marca. A série Xiaomi 17, incluindo as variantes Pro, Pro Max e Ultra, lidera os testes internos globais. Gerações anteriores também estão na lista de elegibilidade, garantindo longevidade para dispositivos premium lançados nos últimos anos.
Entre os aparelhos confirmados para receber a novidade estão toda a linha Xiaomi 13 (padrão, Pro, Ultra e 13T Pro) e a família Xiaomi 14 (incluindo as versões T e Ultra). A série Xiaomi 15 também foi contemplada integralmente, variando do modelo padrão ao 15S Pro. Os dobráveis não ficaram de fora: Xiaomi Mix Fold 3, Mix Fold 4, Mix Flip e Mix Flip 2 estão programados para atualização, assim como os tablets da marca.
Dispositivos Redmi e POCO elegíveis
A subsidiária Redmi concentra grande parte dos dispositivos intermediários que migrarão para o novo sistema. A série Note 15 aparece completa no cronograma, ao lado das linhas Note 13 e 14 em suas diversas variantes (Pro, Pro Plus e 5G). A linha K, focada em desempenho, receberá a atualização nos modelos K70, K80 e K90, abrangendo as versões Ultra e Pro Max.
Para o público que busca custo-benefício, a marca POCO também atualizará seus principais aparelhos. Os modelos POCO F7 e F6 Pro integram os recursos de ponta de IA, enquanto o POCO X7 Pro lidera o upgrade entre os intermediários. Tablets como o Redmi Pad 2 Pro e o POCO Pad M1 receberão otimizações específicas para telas maiores, melhorando o consumo de mídia e jogos.
Procedimentos de segurança e backup
A transição para uma nova base do Android exige cuidados por parte dos usuários. A empresa reforça a necessidade de realizar um backup completo de fotos, contatos e arquivos importantes antes de iniciar o processo. Ferramentas nativas do sistema podem auxiliar nesta etapa de segurança para evitar perda de dados.
É altamente recomendado utilizar uma conexão Wi-Fi estável durante o download para evitar a corrupção de arquivos, o que poderia ocorrer em redes móveis instáveis. Após a instalação, é normal que a primeira reinicialização do dispositivo demore mais que o habitual, pois o sistema realiza ajustes automáticos e otimizações dos novos componentes em tempo real.

