Internacional

Mahmoud Ahmadinejad, ex-presidente do Irã, é morto em bombardeio no Teerã

Mahmoud Ahmadinejad
Mahmoud Ahmadinejad - drahmadinejad.ir/Shutterstock.com

A mídia estatal iraniana confirmou a morte do ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad em ataques aéreos conjuntos realizados por Estados Unidos e Israel. O incidente ocorreu no sábado, 28 de fevereiro de 2026, em uma residência localizada no distrito de Narmak, em Teerã, capital do Irã. Relatos iniciais indicam que o ex-líder foi atingido durante uma onda de bombardeios que visavam alvos estratégicos no país. Autoridades iranianas relataram que bodyguards que acompanhavam Ahmadinejad também foram mortos no local.

Os ataques fazem parte de uma operação militar mais ampla, batizada como Operation Epic Fury pelos militares americanos, que resultou em diversas baixas civis e militares. Fontes do governo iraniano estimam que pelo menos 201 pessoas morreram e 747 ficaram feridas em território iraniano até o momento. A ofensiva incluiu strikes precisos em complexos governamentais e militares, com relatos de destruição significativa em áreas urbanas densamente povoadas. O Pentágono confirmou a participação de forças americanas, justificando as ações como necessárias para neutralizar ameaças nucleares e de mísseis.

A confirmação da morte veio por meio da agência de notícias ILNA, que descreveu o evento como um ato de agressão direta contra figuras históricas do regime. Ahmadinejad, que serviu como presidente entre 2005 e 2013, era membro do Conselho de Discernimento de Conveniência, um órgão consultivo importante no sistema político iraniano. Sua eliminação representa um golpe simbólico ao establishment conservador do país, em meio a uma escalada que já vitimou o líder supremo Ayatollah Ali Khamenei no mesmo dia.

Detalhes dos ataques em Teerã

Os bombardeios atingiram múltiplos distritos de Teerã, incluindo áreas residenciais e instalações militares. Relatos de testemunhas descrevem explosões intensas que ocorreram por volta das 18h, horário local, causando pânico generalizado na capital. Equipes de resgate trabalharam durante a noite para remover escombros e atender feridos, enquanto o governo iraniano impôs um blackout de internet para conter a disseminação de informações. Autoridades americanas afirmaram que os strikes foram calibrados para minimizar danos colaterais, mas relatórios independentes apontam para pelo menos 133 civis mortos em ataques iniciais.

A residência de Ahmadinejad, localizada em Narmak, foi completamente destruída, segundo imagens divulgadas por mídias regionais. O local era conhecido por ser um ponto de encontro para aliados conservadores do ex-presidente. Militares israelenses confirmaram que o alvo fazia parte de uma lista de prioridades, visando neutralizar potenciais ameaças de retaliação. O impacto imediato incluiu interrupções no fornecimento de energia em partes da cidade, afetando hospitais e serviços essenciais.

Contexto histórico da presidência de Ahmadinejad

Mahmoud Ahmadinejad assumiu a presidência do Irã em 2005, após uma eleição marcada por forte apoio de setores conservadores e religiosos. Seu mandato foi caracterizado por uma postura agressiva em relação ao programa nuclear iraniano, que ele defendeu como direito soberano do país. Durante esse período, o Irã avançou significativamente em tecnologias de enriquecimento de urânio, o que levou a sanções internacionais impostas por Estados Unidos e União Europeia. Ahmadinejad frequentemente criticava publicamente Israel e os EUA, posicionando o Irã como líder da resistência no Oriente Médio.

A reeleição em 2009 gerou controvérsias globais, com acusações de fraude eleitoral que desencadearam protestos massivos conhecidos como Movimento Verde. Milhões de iranianos saíram às ruas exigindo transparência, mas a resposta do governo foi uma repressão violenta, resultando em dezenas de mortes e milhares de prisões. Críticos internacionais condenaram as ações, que incluíram censura à imprensa e detenções de opositores. Ahmadinejad manteve sua popularidade entre bases rurais e urbanas pobres, graças a políticas de subsídios e distribuição de recursos.

O ex-presidente também enfrentou críticas internas por corrupção e má gestão econômica, que agravaram a inflação e o desemprego no país. Seu discurso na ONU em 2005, questionando o Holocausto, isolou ainda mais o Irã diplomaticamente. Após deixar o cargo em 2013, Ahmadinejad continuou ativo na política, criticando sucessores e posicionando-se como defensor dos ideais da Revolução Islâmica de 1979.

Iran
Iran – rarrarorro/Shutterstock.com

Reações internacionais à morte

Países do Golfo, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, expressaram preocupação com a escalada, enquanto relataram impactos de retaliações iranianas em seus territórios. Ataques de mísseis iranianos atingiram bases americanas na região, resultando em três soldados dos EUA mortos e cinco feridos gravemente. O presidente americano Donald Trump descreveu as ações como necessárias para promover a mudança de regime no Irã, incentivando a população local a se rebelar contra o governo.

Na Europa, líderes da União Europeia pediram contenção imediata, alertando para o risco de uma guerra regional mais ampla. A França e a Alemanha emitiram comunicados conjuntos, propondo negociações urgentes sob mediação da ONU. Países como Rússia e China condenaram os strikes como violação da soberania iraniana, prometendo apoio diplomático a Teerã. Organizações humanitárias, como a Cruz Vermelha, relataram dificuldades em acessar áreas afetadas devido a bloqueios de estradas e comunicações interrompidas.

No Oriente Médio, Israel reforçou suas defesas, com sirenes de alerta soando em cidades como Tel Aviv e Jerusalém após lançamentos de mísseis iranianos. Pelo menos nove israelenses morreram em um ataque a Beit Shemesh, e mais de 121 ficaram feridos. O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou que as operações continuariam para destruir estoques de mísseis iranianos, estimando que 50% já haviam sido neutralizados.

Implicações para a estabilidade regional

A morte de Ahmadinejad, somada à do líder supremo Khamenei, cria um vácuo de poder no Irã que pode levar a disputas internas entre facções conservadoras e reformistas. Um conselho interino foi formado, incluindo o presidente iraniano e figuras religiosas, para gerir a transição. Analistas preveem instabilidade, com possíveis protestos populares semelhantes aos de 2009 e 2022, agravados pela crise econômica atual. O Irã enfrenta inflação acima de 40% e escassez de bens básicos, o que pode amplificar descontentamentos.

Economicamente, os ataques disruptiram rotas de petróleo no Estreito de Hormuz, com preços globais do barril subindo 15% em 24 horas. Navios foram atingidos, afetando o comércio internacional e elevando custos de energia em mercados europeus e asiáticos. Países dependentes de importações iranianas, como China e Índia, monitoram a situação para ajustar suprimentos. A ONU convocou uma sessão de emergência para discutir sanções e cessar-fogo, mas divisões no Conselho de Segurança complicam resoluções.

Consequências militares e humanitárias

Os confrontos resultaram em centenas de feridos em múltiplos países, com hospitais em Teerã operando em capacidade máxima. Relatos indicam que uma escola primária foi atingida, matando mais de 100 crianças, embora forças americanas investiguem o incidente. A infraestrutura iraniana sofreu danos em aeroportos e usinas de energia, causando blecautes em várias províncias. Equipes internacionais de ajuda humanitária pedem corredores seguros para entregar suprimentos médicos e alimentos.

Israel e EUA intensificaram patrulhas aéreas, com caças sobrevoando o Golfo Pérsico para interceptar ameaças. Irã retaliou com drones e mísseis balísticos, atingindo alvos em Israel, Iraque, Bahrein e Emirados. O número de vítimas civis continua a subir, com organizações como a Anistia Internacional documentando violações potenciais de direitos humanos em ambas as partes.

Perspectivas de desescalada

Diplomatas globais trabalham em canais alternos para mediar o conflito, com Qatar e Omã atuando como intermediários neutros. O secretário-geral da ONU apelou por diálogo imediato, enfatizando a necessidade de preservar a soberania iraniana. Trump indicou que as operações persistirão até que o Irã demonstre disposição para negociações nucleares revisadas. No Irã, discursos oficiais prometem vingança, mas analistas notam fadiga interna devido a anos de sanções.

A comunidade internacional observa de perto o impacto em alianças regionais, como o eixo Irã-Síria-Hezbollah, que pode se mobilizar em resposta. Países europeus aumentaram alertas de viagem para o Oriente Médio, cancelando voos e evacuando diplomatas. A situação evolui rapidamente, com atualizações constantes de agências de inteligência.

To Top