Apple lançou o MacBook Neo por US$ 599, o notebook mais acessível da história da empresa, equipado com chip A18 Pro adaptado do iPhone 16 Pro, visando atrair estudantes e usuários com orçamento limitado. O modelo chega com preço de US$ 499 para clientes educacionais nos Estados Unidos, posicionando-se abaixo do MacBook Air com chip M5, que parte de US$ 1.099. A estratégia busca ampliar a presença da Apple no segmento de entrada, competindo diretamente com laptops Windows e Chromebooks de baixo custo, mantendo o ecossistema macOS e suporte a recursos como Apple Intelligence.
O dispositivo oferece desempenho adequado para tarefas cotidianas, como navegação na web, edição de documentos e consumo de mídia, com velocidade até 50% superior a PCs com Intel Core Ultra 5 em atividades diárias. No entanto, para alcançar o preço reduzido, a Apple implementou diversas simplificações em comparação ao MacBook Air.
Principais diferenças de hardware
O MacBook Neo utiliza o chip A18 Pro com CPU de 6 núcleos e GPU de 5 núcleos, versão binada do processador do iPhone. Essa configuração proporciona bom desempenho em tarefas leves, mas fica atrás do M5 do MacBook Air, que oferece ganhos de até 80% em multi-core e GPU mais potente.
A memória RAM é fixa em 8 GB, sem opções de upgrade, suficiente para rodar Apple Intelligence, mas limitada para multitarefa pesada. O armazenamento parte de 256 GB, com upgrade para 512 GB por US$ 100 adicionais.
Bateria e carregamento
A bateria tem capacidade de 36,5 Wh, entregando até 16 horas de reprodução de vídeo, inferior às 18 horas do MacBook Air. O carregamento ocorre exclusivamente via USB-C, sem suporte a MagSafe, e inclui adaptador de 20 W, sem carregamento rápido.
O design mais espesso, com 0,50 polegadas de altura, acomoda a bateria menor em relação ao tamanho similar ao do Air. Usuários relatam autonomia satisfatória para uso diário, mas recomendam planejamento para jornadas longas.
Tela e design
A tela Liquid Retina de 13 polegadas opera a 60 Hz, com gamut de cores sRGB e ausência de True Tone, contrastando com a tela de 13,6 polegadas do Air, que suporta P3 e recursos avançados. Os bezels são mais grossos, sem notch, e a câmera FaceTime HD mantém resolução 1080p.
Cores disponíveis incluem blush, indigo, citrus e silver, ampliando opções estéticas para atrair público jovem. O peso fica em torno de 2,7 libras, facilitando portabilidade.
Portas e conectividade
O notebook conta com duas portas USB-C: uma com USB 3 (10 Gb/s e DisplayPort 1.4) e outra USB 2 (480 Mb/s). Suporta apenas um display externo em 4K a 60 Hz, sem Thunderbolt ou compatibilidade plena com monitores Studio Display.
A conectividade wireless inclui Wi-Fi 6E, sem o novo chip N1 para Wi-Fi 7 presente no Air. Há jack de 3,5 mm para fones, mas sem suporte a headphones de alta impedância.
Periféricos e recursos
O trackpad é Multi-Touch mecânico, sem Force Touch ou feedback háptico avançado. O teclado não possui retroiluminação, e o Touch ID aparece apenas na versão de 512 GB.
O sistema de áudio usa dois speakers com spatial audio, inferior aos quatro do Air. A câmera não oferece Center Stage ou Desk View, e não há luz indicadora física.
Público-alvo e posicionamento
O MacBook Neo atende estudantes, professores e usuários básicos que priorizam preço e ecossistema Apple. Apple destaca que o modelo supera PCs equivalentes em velocidade cotidiana e tarefas de IA on-device.
Pré-vendas iniciaram em 4 de março de 2026, com entregas a partir de 11 de março. O lançamento ocorre junto à atualização do MacBook Air com M5 e novos MacBook Pro.
Comparação prática
Em uso real, o MacBook Neo lida bem com navegação, streaming e apps leves, mas limitações em RAM e GPU afetam edição avançada ou renderização. O upgrade para 512 GB adiciona valor ao incluir Touch ID.
Apple mantém foco em segurança e integração com serviços como iCloud e Apple Intelligence, mesmo com cortes.
O MacBook Neo representa a aposta da Apple em volume de vendas no segmento acessível, com projeções de milhões de unidades em 2026.