Últimas Notícias

Novo sedã híbrido da Geely supera autonomia do Corolla e chega ao mercado com preço de popular

Geely Galaxy A7 EM-i
Geely Galaxy A7 EM-i - Foto: Reprodução Geely Galaxy A7 EM-i - Foto: Reprodução

O setor automotivo brasileiro passa por uma transformação significativa com a consolidação da estratégia da Geely no país, marcada pela produção local em Sorocaba, São Paulo. O modelo Galaxy A7 EM-i posiciona-se de forma agressiva no mercado, oferecendo um pacote tecnológico robusto e eficiência energética superior aos concorrentes tradicionais. Com um valor de entrada estabelecido em R$ 90 mil, o veículo custa menos que subcompactos populares como o Fiat Mobi e o Renault Kwid, alterando a percepção de custo-benefício para os consumidores nacionais.

A montadora aposta na combinação de incentivos fiscais e nacionalização de componentes para manter os preços competitivos. O foco principal recai sobre motoristas de aplicativos e famílias que buscam espaço interno generoso aliado a uma economia de combustível substancial. Dados de mercado apontam que a pré-venda do modelo superou as expectativas, esgotando o primeiro lote em apenas 48 horas, o que demonstra uma demanda reprimida por opções eletrificadas acessíveis.

Geely Galaxy A7 EM-i -
Geely Galaxy A7 EM-i – Foto: Reprodução

Eficiência energética e motorização

O conjunto mecânico do Galaxy A7 EM-i é um dos seus principais atrativos, combinando um motor 1.5 turbo a um propulsor elétrico que, juntos, entregam 235 cavalos de potência na versão topo de linha. A transmissão e-CVT gerencia essa força, proporcionando uma condução suave e linear, ideal para o trânsito urbano e rodoviário.

Testes realizados pelo Inmetro confirmaram que o sedã é capaz de atingir a marca de 38 km/l em ciclo misto. Essa eficiência supera largamente o Toyota Corolla híbrido, que registra médias próximas a 19,8 km/l, e o BYD King, com 30 km/l. A bateria de íon-lítio permite ainda rodar cerca de 80 km em modo puramente elétrico.

A autonomia total é o grande diferencial técnico do projeto, alcançando até 2.100 km com um único tanque e carga completa de bateria. Em testes práticos, o veículo registrou 2.080 km, o que teoricamente permite viagens de longa distância, como o trajeto entre São Paulo e Natal, sem a necessidade de paradas para reabastecimento.

Dimensões e conforto a bordo

No quesito espaço interno, o modelo fabricado em Sorocaba leva vantagem sobre seus rivais diretos. Com 4,63 metros de comprimento e 2,78 metros de distância entre-eixos, o veículo oferece maior conforto para os ocupantes do banco traseiro em comparação ao líder do segmento. O porta-malas de 480 litros também se destaca, superando a capacidade volumétrica do concorrente japonês.

O design interior segue uma linha moderna, com acabamentos em couro e detalhes cromados que elevam a sensação de qualidade percebida. A tecnologia embarcada inclui um painel digital de 12,3 polegadas e conectividade 5G, além de integração sem fio com Apple CarPlay e Android Auto. O assistente virtual GigaChat complementa a experiência, permitindo comandos de voz para diversas funções do veículo.

Segurança e itens de série

A lista de equipamentos do Galaxy A7 EM-i é extensa e foca na proteção dos ocupantes e na assistência à condução:

  • Proteção passiva: Seis airbags distribuídos pela cabine garantem a segurança em caso de impactos.
  • Assistência ativa: O sistema inclui piloto automático adaptativo e frenagem automática de emergência.
  • Monitoramento: Sensores de ponto cego e assistente de estacionamento facilitam manobras em espaços urbanos.
  • Versões: A configuração GL de entrada já inclui os itens essenciais de segurança, enquanto a GS adiciona teto solar panorâmico.

Impacto no mercado e custos de manutenção

A estratégia de pós-venda da Geely visa desmistificar os custos de manutenção de veículos híbridos. As revisões anuais do modelo têm preço fixado em R$ 800, valor cerca de 20% inferior ao praticado pela Toyota para o Corolla. A garantia da bateria estende-se por cinco anos, cobrindo a maior parte dos componentes recicláveis e assegurando tranquilidade aos proprietários a longo prazo.

Para sustentar o crescimento, a marca investiu R$ 500 milhões na planta paulista e planeja expandir sua rede de concessionárias. A infraestrutura de recarga também recebe atenção, com planos de instalação de 500 carregadores próprios até o final de 2026, somando-se aos 3.000 pontos já existentes no país. A produção local, que utiliza 60% de peças nacionais, é o pilar que permite à montadora reduzir custos em 25% comparado aos importados e manter o preço do sedã em um patamar agressivo.

To Top