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Governo russo intensifica restrições à internet com foco em VPN e Telegram

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Telegram - New Africa / Shutterstock.com

O governo russo tem ampliado as medidas de controle sobre o acesso à internet no país. Apagões frequentes na rede móvel e o combate ao uso de redes privadas virtuais afetam serviços cotidianos em cidades como Moscou e São Petersburgo. Usuários relatam dificuldades para chamar táxis, realizar pagamentos ou manter comunicações regulares. A expectativa de um bloqueio total ao Telegram, principal aplicativo de mensagens com cerca de 100 milhões de usuários locais, gera discussões mesmo entre vozes alinhadas ao regime.

  • Dificuldades no WhatsApp e redução de velocidade no Telegram já ocorrem há meses.
  • Autoridades justificam as ações com argumentos de segurança nacional e combate ao terrorismo.
  • Plataformas como Instagram e Facebook permanecem inacessíveis desde classificações anteriores.

Restrições a vpn ganham força no país

O ministro da Digitalização, Maksut Shadayev, afirmou que a meta é reduzir o uso de vpn para restringir o acesso a plataformas estrangeiras que não seguem a legislação russa. Até meados de janeiro, mais de 400 serviços desse tipo haviam sido bloqueados, um aumento de 70% em relação ao final do ano anterior. Novas ferramentas surgem para substituir as proibidas, mas a pressão regulatória continua. A Apple removeu da App Store aplicativos que permitiam contornar censura oficial.

Especialistas indicam que os apagões na internet móvel ainda não são totalmente sistemáticos por causa da estrutura descentralizada das redes. Previsões apontam para bloqueios mais rotineiros em Moscou. Autoridades possuem tecnologia capaz de impor interrupções simultâneas em todo o território nacional. Observadores comparam o cenário a práticas adotadas em outros países com controles rigorosos sobre comunicações.

Alternativas analógicas voltam ao dia a dia russo

A busca por opções fora do ambiente digital impulsionou as vendas de walkie-talkies, telefones fixos, pagers e mapas impressos em várias regiões. Moradores de grandes centros urbanos recorrem a esses itens para manter rotinas básicas quando serviços online falham de forma repentina. Antigos tocadores de mp3 também ganham espaço em meio às instabilidades. Essas mudanças refletem adaptações práticas diante das limitações impostas.

Bandeira da Russia
Bandeira da Russia – Nick NA/shutterstock.com

Telegram permanece como último aplicativo de alcance amplo

O Telegram serve como ferramenta essencial para soldados em operações na Ucrânia se comunicarem com famílias e para prefeituras alertarem sobre riscos próximos a zonas de conflito. Desenvolvido por Pavel Durov, o app enfrenta redução de velocidade e bloqueios parciais. Autoridades mencionaram tentativas de acordo para impor custos extras em casos de tráfego internacional elevado. Um bloqueio completo poderia ocorrer em breve, embora decisões possam ser adiadas.

Vídeos que circulam mostram soldados pedindo que o Kremlin reconsidere medidas contra o aplicativo. O governador de Belgorod criticou interrupções que, segundo ele, causam mortes desnecessárias na região fronteiriça. Na câmara baixa do Parlamento, uma proposta para exigir justificativas sobre o bloqueio recebeu 77 votos favoráveis, mas foi rejeitada por 102 contrários. Manifestações contra as restrições resultaram em prisões recentes em Moscou.

App estatal max é promovido como solução segura

O aplicativo Max, desenvolvido pela agência russa de telecomunicações, é apresentado como opção confiável e pré-instalado em dispositivos vendidos no país. Ele integra serviços públicos e mensagens. O ministro Shadayev utilizou o próprio app para anunciar as medidas contra vpn. Críticos apontam preocupações com vigilância, mas o governo defende que a ferramenta respeita todas as normas locais de segurança.

Medidas se intensificam desde 2022

Após o início da invasão da Ucrânia, leis repressivas ampliaram a censura e o papel de órgãos de segurança. A Meta foi classificada como organização extremista, o que levou ao bloqueio de suas plataformas. Restrições posteriores atingiram o WhatsApp e reduziram o funcionamento do Telegram. Apagões seletivos na internet móvel ocorrem em diferentes cidades e regiões. As autoridades relacionam parte das interrupções à necessidade de combater drones ucranianos.

O presidente ucraniano Volodimir Zelenski comentou ironicamente sobre o possível retorno a métodos de comunicação do passado. Dentro da Rússia, o desconforto aparece em declarações de figuras públicas e em tentativas de debate no Parlamento. Pedidos de autorizações para concentrações contra as limitações foram negados, mas protestos pontuais ocorreram mesmo assim.

Impacto no cotidiano e nas comunicações

Serviços essenciais dependentes de conectividade sofrem com as instabilidades. Entregas, transporte e comércio enfrentam dificuldades quando a rede cai. Usuários que dependem do Telegram para trabalho ou contato pessoal buscam formas de manter o acesso. A migração para ferramentas locais é incentivada, mas adaptações variam conforme o perfil de cada cidadão.

Estratégia de controle digital avança

O cerco a plataformas estrangeiras faz parte de um esforço maior de soberania tecnológica. Bloqueios de vpn visam limitar contornos às regras impostas. Especialistas monitoram como essas ações afetam diferentes grupos, desde civis em grandes cidades até militares em áreas de operação. O cenário evolui com novas regulações e respostas técnicas da população.

O governo russo intensifica as restrições à internet com foco em vpn e telegram.

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