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Motociclista morre após cair de viaduto na Linha Vermelha no Rio

Luís Caetano Braz Filho, motocilcista caiu do viaduto
Luís Caetano Braz Filho, motocilcista caiu do viaduto - Reprodução/Tv Globo

Um motociclista morreu após perder o controle da moto e ser arremessado de um viaduto da Linha Vermelha, em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O acidente ocorreu na tarde da última quinta-feira, dia 2 de abril. A roda dianteira da motocicleta ficou presa em uma junta de dilatação da pista, o que provocou a perda de controle e a queda de altura superior a 15 metros.

A vítima foi identificada como Luís Caetano Braz Filho, de 35 anos. Ele era proprietário de uma oficina mecânica especializada em motos aquáticas, localizada no bairro de Pilares, também na Zona Norte da cidade. No momento do acidente, seguia para buscar uma peça em São Cristóvão ao sair da ponte estaiada para acessar a Linha Vermelha.

  • A roda dianteira da moto ficou presa na abertura da junta de dilatação
  • O condutor foi lançado para fora do viaduto
  • A queda aconteceu em uma área de mangue abaixo da via

O Corpo de Bombeiros realizou o resgate na área de mangue e encaminhou a vítima em estado grave para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio. Apesar do atendimento médico, Luís Caetano não resistiu aos ferimentos e morreu. Familiares relataram revolta com as condições da pista no local.

Detalhes do acidente em viaduto da Linha Vermelha

Parentes da vítima afirmaram que Luís Caetano seguia normalmente pela via quando a roda dianteira da motocicleta travou na junta de dilatação. Com o impacto repentino, ele perdeu o equilíbrio e foi projetado para fora da estrutura. A altura da queda superou 15 metros.

O resgate contou com o apoio de equipes do Corpo de Bombeiros, que atuaram na área de difícil acesso abaixo do viaduto. Agentes da CET-Rio isolaram o trecho imediatamente após o ocorrido para garantir a segurança no local.

Reações da família após morte do motociclista

O irmão da vítima, Luiz Felipe, realizou um protesto no próprio viaduto e cobrou providências das autoridades. Ele destacou que o local já registra mais de 30 acidentes semelhantes ao longo do tempo, sem que medidas efetivas de reparo tivessem sido adotadas antes.

Familiares mencionaram que a prefeitura chegou a medir a abertura na pista após ocorrências anteriores, mas o problema persistiu. Eles esperam que o caso atual leve a correções definitivas na junta de dilatação para evitar novas vítimas.

A família lamentou as circunstâncias da morte e reforçou que Luís Caetano era um trabalhador dedicado, responsável por uma oficina mecânica na região. Ele deixa esposa e duas filhas pequenas.

Medidas adotadas pela Prefeitura do Rio

A Prefeitura do Rio informou que o trecho do viaduto permanece interditado e devidamente sinalizado desde o acidente. Agentes da CET-Rio mantêm o isolamento da área para prevenir novos incidentes no trânsito local.

Técnicos da administração municipal iniciaram o planejamento para corrigir a junta de dilatação. O reparo deve utilizar material específico adequado ao tipo de estrutura viária, com o objetivo de eliminar o risco representado pela abertura na pista.

Histórico de ocorrências no mesmo local

Registros apontam para mais de 30 acidentes semelhantes na mesma junta de dilatação ao longo dos anos. Familiares da vítima cobraram que as medições realizadas pela prefeitura em ocasiões anteriores resultem agora em ações concretas de manutenção.

O protesto realizado pelo irmão de Luís Caetano no viaduto buscou chamar atenção para a necessidade de intervenção urgente na via. Autoridades confirmaram que o local recebe sinalização temporária enquanto o reparo definitivo não é concluído.

Sepultamento e perfil da vítima

O corpo de Luís Caetano Braz Filho foi sepultado no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio. A cerimônia reuniu familiares, amigos e colegas da oficina mecânica que ele comandava em Pilares.

Ele era reconhecido na comunidade como um profissional especializado em motos aquáticas e mantinha rotina de trabalho ativa na Zona Norte da cidade. O acidente interrompeu abruptamente sua trajetória profissional e familiar.

Reparos previstos na infraestrutura viária

Técnicos da Prefeitura do Rio avaliam o uso de material específico para recompor a junta de dilatação no viaduto da Linha Vermelha. O objetivo é restaurar a superfície da pista de forma segura e duradoura, eliminando o desnível que provocou o acidente.

A interdição parcial da via segue ativa com sinalização reforçada. Motoristas que trafegam pela região devem respeitar as orientações de desvio enquanto durarem os trabalhos de recuperação.

A ocorrência reforça a importância da manutenção periódica em estruturas elevadas da malha viária do Rio de Janeiro, especialmente em pontos com histórico de incidentes.

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