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Tottenham avalia barca de jogadores e saída de Cristian Romero após entrar na zona de rebaixamento da Premier League

Cristian Romero
Cristian Romero - Vitalii Vitleo/ shutterstock.com

O Tottenham iniciou o planejamento para uma reformulação profunda em seu elenco principal visando a próxima janela de transferências do verão europeu. A decisão da diretoria ocorre em meio a um cenário de instabilidade técnica que colocou o clube na zona de rebaixamento da Premier League pela primeira vez em quase duas décadas. Segundo informações veiculadas pela imprensa britânica nesta quarta-feira, nomes de peso, incluindo o capitão da equipe, estão entre os possíveis negociáveis para o meio do ano.

O foco da reestruturação interna recai sobre atletas que possuem mercado na Europa e podem gerar receita imediata ou aliviar a folha salarial em caso de um eventual descenso. O veículo Talksport aponta que a gestão do clube londrino não considera mais nenhum jogador como inegociável diante do rendimento abaixo do esperado na atual temporada. O movimento é visto como uma tentativa de oxigenar o vestiário e buscar perfis mais adaptados à realidade de luta contra a queda para a segunda divisão nacional.

Mudanças no sistema defensivo e saída do capitão

A lista de possíveis saídas é encabeçada pelo zagueiro Cristian Romero. O argentino, que ostenta a braçadeira de capitão e é uma das referências técnicas do grupo, desperta o interesse de gigantes do continente, como o Atlético de Madrid. A saída do defensor é vista como uma das operações financeiras mais viáveis para o clube, dado o seu alto valor de mercado e o assédio constante de equipes que disputam a Champions League. Romero chegou ao clube com status de titular absoluto, mas a crise coletiva acelerou o processo de desgaste entre o atleta e a instituição.

Além do capitão, outros pilares do setor defensivo e do meio-campo tiveram seus nomes incluídos nas discussões de bastidores sobre transferências. A diretoria avalia ofertas por jogadores que, até o início do ciclo atual, eram considerados a base para o futuro do time em Londres. O plano é utilizar o montante arrecadado para contratar reforços que apresentem maior regularidade defensiva, setor apontado como o principal problema da equipe nas últimas rodadas do campeonato inglês.

Atletas que integram a lista de negociáveis

O planejamento estratégico para o meio do ano envolve jogadores de diferentes posições, todos com passagens frequentes pelo time titular. A “barca” do Tottenham, conforme descrita pelos jornais locais, deve atingir ao menos quatro setores diferentes do campo.

  • Guglielmo Vicario: O goleiro italiano, que teve bons momentos na temporada anterior, pode ser negociado caso surjam propostas de clubes da Série A da Itália.
  • Destiny Udogie: O lateral-esquerdo é monitorado por equipes europeias e sua venda é considerada para equilibrar as contas internas.
  • Yves Bissouma: O volante, que enfrenta oscilações de desempenho, perdeu espaço na hierarquia do elenco e deve ser disponibilizado para transferência.
  • João Palhinha: O meio-campista português está emprestado pelo Bayern de Munique e o Tottenham estuda não exercer a opção de compra ou devolver o atleta antecipadamente.

Pior cenário na Premier League desde 2008

A situação desportiva do Tottenham é o principal motor para as mudanças drásticas previstas pela diretoria. Ao término da 32ª rodada da Premier League, o time ocupa a 18ª posição na tabela de classificação, somando apenas 30 pontos. Esta é a primeira vez em 18 anos que o clube londrino entra na zona de rebaixamento durante a fase final da competição, repetindo um fantasma que não assolava os torcedores desde a temporada de 2008.

Atualmente, o clube está dois pontos atrás do West Ham, que ocupa a 17ª colocação e é o primeiro time fora da zona de perigo. A queda de rendimento acentuada nas últimas cinco partidas, onde a equipe acumulou derrotas consecutivas para adversários da parte inferior da tabela, aumentou a pressão sobre a comissão técnica e os jogadores. O risco real de disputar a Championship no próximo ano obriga o departamento de futebol a trabalhar com um orçamento reduzido e a focar em ativos que possam ser liquidados rapidamente.

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