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Apple envia quase 200 engenheiros da Siri para bootcamp de IA

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Siri Apple - Koshiro K/shutterstock.com

A Apple enviou um grupo de menos de 200 engenheiros que trabalham na Siri para um bootcamp de várias semanas. O objetivo é aprimorar as habilidades em programação com ferramentas de inteligência artificial. A iniciativa acontece a menos de dois meses da conferência WWDC, prevista para começar em 8 de junho.

A empresa mantém cerca de 60 membros da equipe principal de desenvolvimento da Siri no trabalho rotineiro. Outros 60 profissionais vão avaliar o desempenho da assistente, incluindo comandos de usuários e padrões de segurança. A medida reflete esforços para acelerar o desenvolvimento de uma versão mais avançada da ferramenta.

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apple – gowithstock/Shutterstock.com

Bootcamp foca em ferramentas de codificação com IA

O treinamento intensivo busca atualizar os engenheiros em assistentes como Claude Code, da Anthropic, e Codex, da OpenAI. Essas ferramentas ganharam espaço em vários departamentos da Apple, que destinam parte significativa dos orçamentos para elas.

A Siri já foi pioneira entre assistentes de voz. Nos últimos anos, porém, perdeu terreno para concorrentes mais ágeis em recursos baseados em inteligência artificial generativa. A iniciativa faz parte de ajustes internos para recuperar o ritmo.

  • Menos de 200 engenheiros da Siri participam do bootcamp
  • 60 profissionais continuam no núcleo de desenvolvimento
  • 60 atuam na avaliação de desempenho e segurança
  • Treinamento dura várias semanas
  • Foco em codificação assistida por IA

Nova experiência da Siri deve ser apresentada na WWDC

A Apple planeja revelar uma nova versão da assistente durante a conferência de desenvolvedores em junho. A expectativa é que ela funcione mais como um chatbot independente, semelhante ao ChatGPT ou ao Claude.

O lançamento completo está previsto para 2026, integrado ao iOS 27, iPadOS 27 e macOS 27. A versão inicial, anunciada como parte da Apple Intelligence, não atendeu aos padrões de confiabilidade e teve o prazo adiado para a primavera de 2026.

Equipes testam recursos que permitem maior personalização e ações mais autônomas. A reformulação inclui integração com modelos de IA de parceiros.

Saída de John Giannandrea marca transição na área de IA

John Giannandrea deixa a Apple esta semana. Ele ocupou o cargo de chefe de estratégia de machine learning e IA e vinha atuando como assessor desde o fim de 2025. Sua saída coincide com o período final de vesting de ações.

A empresa anunciou a transição ainda em dezembro de 2025. Amar Subramanya, que veio da Microsoft, assumiu como vice-presidente de IA e reporta a Craig Federighi.

Ajustes internos buscam acelerar desenvolvimento

Diversas equipes da Apple aumentaram o uso de ferramentas de IA generativa no dia a dia. O bootcamp da Siri representa um esforço concentrado para alinhar o time principal com práticas já adotadas em outros grupos.

A assistente virtual enfrenta pressão para entregar interações mais naturais e úteis. Usuários esperam comandos que entendam contexto pessoal e executem tarefas complexas com menos intervenção.

O foco atual envolve melhorar a precisão e a segurança antes do lançamento amplo. A Apple não comentou o assunto de imediato quando procurada.

Detalhes da reorganização da equipe

A mudança não afeta toda a equipe da Siri, que conta com centenas de profissionais. Apenas uma parcela participa do treinamento externo ao fluxo normal.

Parte dos engenheiros permanece dedicada à manutenção e melhorias contínuas. O grupo de avaliação monitora interações reais e riscos potenciais.

Esses ajustes ocorrem enquanto a empresa prepara o terreno para atualizações significativas no ecossistema de software no próximo ano.

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