Nova Honda CB 300F Twister 2026 chega às lojas com reajuste de preço e atualizações visuais

CB 300F Twister 2026

CB 300F Twister 2026 - Foto: Divulgação/ Honda

A fabricante japonesa Honda oficializou a chegada da edição 2026 da CB 300F Twister às concessionárias brasileiras. O modelo naked de média cilindrada recebe novas opções de cores e um leve reajuste na tabela oficial. A atualização busca manter a liderança da marca em um segmento altamente disputado no país.

Desde a reformulação profunda apresentada em 2023, o veículo já registrou mais de 140 mil emplacamentos no território nacional. O sucesso comercial reflete a busca dos consumidores por um equilíbrio entre eficiência no trânsito e fôlego para viagens curtas. Os novos valores partem de R$ 24.657, refletindo o repasse de custos de produção acumulados no último ano. A garantia de três anos, sem limite de quilometragem, permanece como padrão de fábrica para todos os compradores.

Honda CB 300F Twister 2026 – Foto: Divulgação/ Honda

Motorização e desempenho no asfalto

O coração da motocicleta continua sendo o propulsor monocilíndrico com 293,5 centímetros cúbicos de capacidade volumétrica. O sistema bicombustível FlexOne permite o uso de etanol ou gasolina sem restrições. Quando abastecida com o derivado vegetal, a máquina entrega 24,7 cavalos de potência a 7.500 rotações por minuto. O torque máximo atinge 2,67 kgfm a 5.500 giros. Essa configuração garante agilidade nas arrancadas diárias. O fôlego extra também facilita ultrapassagens em rodovias movimentadas durante os finais de semana.

A refrigeração a ar foi mantida pelos engenheiros da marca. A solução técnica simplifica a estrutura e reduz os custos de manutenção periódica a longo prazo. O câmbio manual de seis marchas trabalha integrado a uma embreagem assistida e deslizante. O mecanismo evita o travamento da roda traseira em reduções severas. Isso salva vidas no asfalto molhado. Testes indicam um consumo médio de 28 quilômetros por litro com gasolina, dependendo do estilo de pilotagem. A velocidade máxima beira os 160 quilômetros por hora.

CB 300F Twister – Foto: Divulgação/ Honda

Estrutura física e recursos de conveniência

A arquitetura do chassi utiliza tubos de aço no formato Diamond. O próprio bloco do motor atua como parte estrutural para garantir maior rigidez torcional nas curvas de alta velocidade. O peso a seco de 139 quilos facilita o controle em manobras lentas nos corredores urbanos. A suspensão dianteira adota garfos telescópicos convencionais. Na traseira, um amortecedor único absorve os impactos das vias esburacadas com eficiência razoável.

O visual segue a linguagem estética Neo Sports Café, misturando recortes agressivos com proporções clássicas. O tanque de combustível comporta 14,1 litros e exibe aletas laterais que encorpam o desenho da moto. Todo o sistema de iluminação utiliza lâmpadas de LED. A tecnologia abrange o farol principal, as setas direcionais e a lanterna traseira. O assento em dois níveis fica a 789 milímetros do solo. A altura atende bem motociclistas de diferentes estaturas sem exigir adaptações na suspensão.

O painel de instrumentos digital adota o padrão blackout de alto contraste. O visor escurecido exibe velocímetro, conta-giros, marcha engatada e dados de consumo instantâneo. Uma porta USB do tipo C marca presença perto do guidão. O recurso elimina adaptações elétricas perigosas para carregar o celular durante o expediente de trabalho. A chave do tipo canivete reforça o aspecto premium do conjunto e evita danos aos bolsos do condutor.

Versões disponíveis e disputa com rivais

A segurança ativa define a diferença de preço entre as duas configurações oferecidas nas lojas da montadora. A versão de entrada CBS custa R$ 24.657 e distribui a força de frenagem entre as rodas ao pisar no pedal traseiro. O comprador pode escolher entre as cores vermelho metálico e cinza metálico. O modelo topo de linha traz freios ABS independentes nas duas rodas para evitar derrapagens. O valor sobe para R$ 25.637. A pintura azul perolizada é exclusiva desta variante mais cara.

O mercado de média cilindrada exige atenção constante das fabricantes instaladas no Brasil. O consumidor analisa cada detalhe antes de fechar negócio. A capilaridade da rede de assistência técnica costuma pesar a favor da marca líder. A concorrência, porém, apresenta alternativas com focos distintos para atrair diferentes perfis de clientes nas grandes capitais.

  • A Yamaha FZ25 ABS atua como a principal concorrente direta, entregando 21,5 cavalos por cerca de R$ 23.990.
  • A Bajaj Dominar 200 foca no custo-benefício agressivo, com 24,5 cavalos e preços variando entre R$ 18.000 e R$ 19.000.
  • Motocicletas usadas de maior cilindrada, como a Kawasaki Z300, disputam o mesmo orçamento na faixa dos R$ 25.000.
  • A liquidez na hora da revenda continua sendo o grande trunfo da linha atualizada contra as marcas novatas no país.

A escolha do consumidor frequentemente recai sobre o equilíbrio entre o custo de aquisição e o valor de manutenção. As marcas entrantes apostam em pacotes de equipamentos mais recheados para compensar a rede de lojas menor. A Honda responde mantendo a confiabilidade de um projeto já conhecido pelos mecânicos independentes.

Comportamento atípico na Tabela Fipe

A dinâmica financeira do produto revela um cenário peculiar de valorização nas lojas multimarcas. Os dados oficiais da Tabela Fipe mostram que o modelo 2026 já registra um preço médio de R$ 28.590 no mercado nacional. O cálculo considera a média ponderada das duas versões comercializadas atualmente. O sobrepreço reflete a alta demanda nas concessionárias e as filas de espera em vários estados. A escassez de unidades a pronta entrega inflaciona rapidamente o valor dos exemplares seminovos com baixa quilometragem.

A retenção de valor transforma a motocicleta em um ativo de mobilidade com baixíssima depreciação inicial. Especialistas do mercado automotivo indicam que a robustez mecânica sustenta essa curva de preços favorável. A facilidade para encontrar peças de reposição também tranquiliza o segundo dono na hora da transferência. O histórico do veículo comprova que a aceitação do design atualizado blinda o investimento contra oscilações severas da economia. O suporte de fábrica durante os três primeiros anos consolida a segurança financeira do comprador original.

O reajuste de R$ 567 aplicado na virada do ano-modelo reflete a inflação acumulada no período recente. Os valores divulgados pela montadora consideram o estado de São Paulo como base de cálculo tributário. Despesas adicionais com frete e seguro obrigatório não integram a tabela sugerida nas campanhas publicitárias. As variações de impostos regionais podem alterar o preço final na ponta da linha dependendo da cidade do emplacamento.

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