Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira, 17 de abril, aos 68 anos. O ex-jogador passou mal em casa e foi levado para o Hospital Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba, na região metropolitana de São Paulo. Ele recebeu atendimento médico, mas não resistiu. A causa exata do falecimento ainda não foi detalhada pela assessoria.
O atleta natural de Natal, no Rio Grande do Norte, construiu uma carreira de 26 anos marcada por números expressivos e dedicação à seleção brasileira. Ele disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos entre 1980 e 1996. Ninguém mais repetiu essa marca no basquete masculino. No total, Oscar acumulou 1.093 pontos em Olimpíadas, recorde absoluto da competição.
Recordes olímpicos definem carreira internacional
Oscar Schmidt atuou em Moscou 1980, Los Angeles 1984, Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996. Em Seul, ele liderou a pontuação média com 42,3 pontos por jogo. Contra a Espanha, marcou 55 pontos em uma única partida, outro marco olímpico.
Esses números aparecem em fontes oficiais da FIBA e do Comitê Olímpico. O brasileiro também disputou quatro Mundiais e somou 7.693 pontos pela seleção ao longo de 326 jogos. Recentemente, LeBron James superou seu total de pontos na carreira como segundo maior pontuador mundial, mas Oscar permaneceu como referência histórica.
- Disputou cinco Olimpíadas, recorde no basquete
- Marcou 1.093 pontos em Jogos Olímpicos
- Liderou pontuação em três edições olímpicas
- Alcançou 55 pontos em uma partida olímpica
- Acumulou 7.693 pontos pela seleção brasileira
Apelido de Mão Santa surge do arremesso preciso
Oscar ganhou o apelido Mão Santa pela qualidade nos arremessos de longa distância. Ele próprio reconhecia o talento, mas preferia creditar ao treino constante. O termo ganhou força na imprensa e entre torcedores ao longo das décadas.
Ele começou a carreira no Brasil defendendo equipes como Palmeiras, Sírio, América-RJ, Corinthians, Bandeirantes, Mackenzie e Flamengo. No exterior, atuou na Itália por JuveCaserta e Pavia, além de passar pela Espanha no Fórum Valladolid. Em alguns clubes, teve a camisa aposentada em homenagem.
Recusa à NBA prioriza seleção brasileira
Em 1984, o New Jersey Nets draftou Oscar na sexta rodada. Ele optou por não seguir para a liga americana. Na época, regras impediam que jogadores profissionais disputassem Olimpíadas. O brasileiro escolheu continuar como amador para defender o país. Essa decisão marcou sua trajetória e reforçou o vínculo com a torcida nacional.
No Brasil, ele liderou o basquete em várias temporadas. No exterior, foi artilheiro em ligas da Itália e da Espanha. O foco sempre esteve na seleção, onde participou de Pan-Americanos e conquistou medalhas, incluindo o ouro de 1987 contra os Estados Unidos.
Luta contra câncer acompanha anos finais
Em 2011, Oscar recebeu diagnóstico de câncer no cérebro durante viagem aos Estados Unidos. Ele passou por cirurgias e sessões de quimioterapia ao longo dos anos seguintes. O tratamento incluiu períodos de reclusão e acompanhamento médico regular. Em 2022, ele mencionou ter perdido o medo da morte e priorizado a família.
Mesmo durante o tratamento, Oscar manteve presença pública em eventos do basquete. Ele entrou para o Hall da Fama da FIBA em 2010, para o Naismith Basketball Hall of Fame em 2013 e para o Hall da Fama italiano em 2017. Essas homenagens reconhecem a carreira além das quadras.
Oscar Schmidt nasceu em 16 de fevereiro de 1958. A notícia da morte circula desde o fim da tarde desta sexta. Até o momento, não há detalhes sobre velório ou sepultamento. O esporte brasileiro perde uma de suas maiores referências em pontuação e longevidade olímpica.

