Apple estuda três variantes A19 no MacBook Neo 2 para resolver problema de fornecimento

MacBook Neo

MacBook Neo - Divulgação/Apple

O sucessor do MacBook Neo pode adotar uma estratégia diferente de chips para manter o ritmo de produção. Relatos recentes apontam que a Apple avalia o uso de três variantes da série A19 no MacBook Neo 2. A medida visa contornar limitações de fornecimento observadas no modelo atual.

O MacBook Neo lançado em março de 2026 usa uma versão do chip A18 Pro com CPU de seis núcleos e GPU de cinco núcleos. Essa configuração veio de componentes com defeito em um núcleo de GPU durante a fabricação para os iPhones. A demanda pelo laptop de entrada superou as expectativas da empresa. Como resultado, o estoque desses chips binned específicos diminui mais rápido do que o previsto inicialmente.

MacBook Neo – X

Escassez de A18 Pro afeta envios do modelo atual

A produção do MacBook Neo depende de chips A18 Pro que sobraram da linha de iPhone 16 Pro. Fabricantes identificam defeitos em núcleos de GPU e desativam um deles para reutilizar a peça. O modelo de 256 GB e o de 512 GB compartilham essa especificação com 8 GB de memória unificada.

Pedidos novos do MacBook Neo agora indicam entregas a partir de maio em vários mercados. A Apple elevou a projeção de unidades para 2026, de cerca de cinco a seis milhões para dez milhões. Mesmo assim, o volume de chips disponíveis com a configuração exata limita o volume de envios.

A empresa discute opções com parceiros da cadeia de suprimentos. Uma delas seria retomar a produção do A18 Pro em escala maior. Outra passaria por acelerar o lançamento do modelo seguinte.

Proposta de três chips A19 para o MacBook Neo 2

O site 9to5Mac detalhou uma configuração possível para o MacBook Neo 2. A ideia divide a linha em três faixas com chips da série A19, que deve estrear nos iPhones de 2026. Isso permitiria maior flexibilidade na produção e diferenciaria melhor os modelos por desempenho e preço.

A configuração sugerida inclui:

  • Versão de entrada a US$ 599: 256 GB de armazenamento, 8 GB de memória, chip A19 com CPU de seis núcleos e GPU de cinco núcleos (semelhante ao esperado para o iPhone 17), sem Touch ID.
  • Versão intermediária a US$ 749: 512 GB de armazenamento, 12 GB de memória, chip A19 Pro com CPU de seis núcleos e GPU de cinco núcleos (semelhante ao iPhone Air), com Touch ID.
  • Versão superior a US$ 899: 1 TB de armazenamento, 12 GB de memória, chip A19 Pro com CPU de seis núcleos e GPU de seis núcleos (semelhante ao iPhone 17 Pro), com Touch ID.

Essa abordagem usaria chips completos ou binned da próxima geração de forma sistemática. O modelo básico recorreria ao A19 padrão. Os intermediário e topo usariam variações do A19 Pro. A produção em maior escala desses componentes para celulares facilitaria o suprimento para o laptop.

Preços estimados no Japão seguem a mesma lógica

Com base na cotação atual do dólar, o 9to5Mac projetou valores no Japão com impostos incluídos. O modelo mais acessível sairia por ¥99.800. A versão intermediária chegaria a ¥122.800. A opção com maior armazenamento e GPU completa custaria ¥144.800.

Esses preços manteriam o MacBook Neo 2 como opção de entrada da linha Mac. A variação entre os três chips permitiria posicionamento claro. Modelos mais baratos priorizariam volume. Os mais caros ofereceriam desempenho extra.

Vantagens de usar múltiplos chips da série A19

A estratégia ajudaria a evitar gargalos semelhantes aos atuais. Em vez de depender apenas de chips com defeito específico, a Apple poderia contar com produção regular dos A19 e A19 Pro para iPhones. Isso reduziria riscos de interrupção.

Além disso, a linha ficaria mais fácil de entender para o consumidor. O modelo de entrada manteria preço baixo e configurações básicas. As opções intermediária e alta trariam mais memória e GPU completa, com Touch ID em ambos os casos.

A Apple ainda não confirmou detalhes do MacBook Neo 2. Fontes da cadeia de suprimentos indicam que o sucessor deve chegar em 2027. O volume de vendas do modelo atual, porém, acelera discussões internas sobre como manter o momentum.

A empresa já usa binning em diversos produtos. A diferença agora está na escala. O MacBook Neo atraiu muitos usuários novos para o ecossistema Mac. Manter o produto disponível sem aumentar custos excessivamente virou prioridade.

O que muda na prática para o usuário

O chip A19 deve trazer ganhos em eficiência e desempenho em tarefas do dia a dia. Versões com 12 GB de memória unificada beneficiariam multitarefa e recursos de inteligência artificial. A GPU extra na configuração topo ajudaria em edição leve de fotos e vídeos.

O design do MacBook Neo atual, com tela Liquid Retina de 13 polegadas e construção em alumínio, tende a se repetir. Cores vibrantes e peso reduzido continuam como destaques. A bateria de até 16 horas também deve ser mantida ou melhorada.

Analistas acompanham o tema de perto. A solução com três chips representaria uma forma de escalar produção sem depender exclusivamente de componentes defeituosos. Ela ainda criaria degraus claros de preço e desempenho dentro da mesma família.

A Apple costuma anunciar novos Macs em eventos ou por meio de comunicados. Por enquanto, o foco permanece na entrega do estoque atual do MacBook Neo enquanto planeja os próximos passos.