O cometa Pan-STARRS registrou sua maior aproximação do Sol em cerca de 180 mil anos. A passagem ocorre neste mês de abril de 2026. Uma fotografia tirada na província de Yamanashi, no Japão, mostra o corpo celeste alinhado ao Monte Fuji.
A imagem captada por Tsuneo Okabe registra o momento na cidade de Nanbu pouco antes das 4h da manhã do dia 17. Uma faixa pálida de luz azul aparece em direção à montanha. O cometa foi descoberto em setembro de 2025 pelo levantamento Pan-STARRS no Havaí. Cálculos indicam que a órbita leva o objeto a retornar ao sistema solar interno após um intervalo longo.
Fotografia destaca alinhamento raro com Monte Fuji
A cena registrada ganha destaque pela combinação entre o cometa e o Monte Fuji. O fotógrafo posicionou o equipamento na cidade de Nanbu, em Yamanashi. O registro aconteceu em condições de céu claro antes do amanhecer.
Especialistas acompanham o deslocamento do cometa desde a descoberta. Ele se aproxima do Sol e desenvolve cauda e coma visíveis com binóculos. A luz azulada na foto corresponde à poeira e aos gases liberados pelo núcleo gelado.
- O cometa surge no céu a leste por volta das 4h da manhã
- Observação exige binóculos para melhor detalhe
- Horizonte leste livre de obstáculos melhora a visibilidade
- Horário de nascer do sol limita a janela de observação
Última oportunidade de observação prevista para o dia 22
O dia 22 de abril pode representar a última chance prática de ver o cometa em condições favoráveis em Yamanashi. O nascer do sol ocorre cada vez mais cedo e reduz o tempo de escuridão.
Moradores e visitantes da região relatam que o objeto ainda aparece baixo no horizonte. A visibilidade diminui à medida que o cometa segue sua trajetória. Equipes de astronomia local recomendam locais elevados com vista para o leste.

Detalhes da passagem do cometa C/2025 R3 (Pan-STARRS)
O cometa C/2025 R3 (Pan-STARRS) completou o periélio, ponto mais próximo do Sol, por volta de 19 de abril. A distância mínima ao astro central alcançou cerca de 0,5 unidade astronômica.
Depois da passagem pelo periélio, o objeto segue em direção à maior aproximação da Terra, prevista para o fim de abril. A órbita alongada significa que o cometa não retorna ao sistema solar interno por aproximadamente 170 mil anos.
Astrônomos destacam que eventos assim são raros. O corpo celeste vem das regiões distantes do sistema solar. A descoberta recente permitiu calcular o período orbital com precisão.
Como observar o cometa nas próximas madrugadas
Quem quiser tentar a observação deve mirar o céu a leste antes do amanhecer. Binóculos ou uma pequena luneta ajudam a identificar a faixa de luz.
Evite áreas com poluição luminosa. O cometa aparece como um ponto difuso com cauda alongada. A fotografia de Tsuneo Okabe serve de referência para quem busca o alinhamento com o Monte Fuji.
- Escolha um ponto com horizonte limpo para o leste
- Verifique o horário exato do nascer do sol na região
- Use aplicativos de astronomia para localizar a posição
- Registre com câmera em longa exposição se possível
- Compartilhe imagens com comunidades de observadores
Contexto científico da descoberta e da órbita
O levantamento Pan-STARRS, baseado no Havaí, detectou o cometa em setembro de 2025. Desde então, observatórios ao redor do mundo acompanham o trajeto.
O período orbital estimado em cerca de 170 mil anos coloca o evento na categoria de cometas de longo período. Nenhum registro histórico anterior existe para esta passagem específica.
A interação visual com o Monte Fuji na foto de Yamanashi adiciona valor estético ao fenômeno. Imagens assim motivam mais pessoas a olhar para o céu.