Quem era Íris Cândida, a atendente de 24 anos morta após ataque com álcool em Delfinópolis (MG)
Uma jovem de 24 anos morreu depois de sofrer queimaduras graves em um ataque dentro de uma mercearia na zona rural de Delfinópolis. O crime aconteceu no dia 11 de abril no distrito de Olhos d’Água. A vítima trabalhava no caixa quando foi atingida por álcool e fogo.
A agressora comprou um frasco de álcool no próprio estabelecimento. Após pagar, ela abriu a embalagem e jogou o líquido sobre a atendente. Em seguida, usou um isqueiro para iniciar as chamas. Imagens de câmeras de segurança capturaram toda a ação.
A jovem tentou se afastar do balcão. A suspeita a perseguiu por alguns metros dentro da loja. Vizinhos e familiares socorreram a vítima ainda no local. Ela foi levada para a Santa Casa de São Sebastião do Paraíso.
A vítima permaneceu internada na ala de queimados por oito dias. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu na manhã do dia 19 de abril. A família confirmou o óbito.
Vida simples e laços fortes no distrito
Íris Gabriely Cândida Paulino morava no distrito de Olhos d’Água desde pequena. O local é uma comunidade pequena no interior de Delfinópolis, no Sul de Minas. Quase toda a família dela vive por perto.
Ela trabalhava havia quatro anos na mercearia do tio. O comércio fica na mesma região onde ocorreu o ataque. Parentes contam que Íris era conhecida por ser alegre e positiva no dia a dia.
Ela era a caçula de três irmãs. Os pais são separados. A jovem cresceu cercada por tias, primos e pela avó, que faleceu há dois anos. A família tem raízes profundas na comunidade rural.
“Era boa filha, cuidadosa com a avó enquanto ela viveu, amorosa e gostava de compartilhar momentos com todos”, disse um parente em depoimento à reportagem. Íris também mantinha amizade com colegas e saía com elas quando possível.
A jovem se formou em administração pelo ensino a distância no ano passado. Recentemente, ela enfrentava problemas de saúde que causaram perda significativa de peso. Ela começava tratamento para artrite reumatoide.
Íris planejava tirar a carteira de motorista. O processo estava em andamento. Familiares destacam que ela tinha planos simples para o futuro, como muitos jovens da região.
- A vítima residia no distrito de Olhos d’Água desde o nascimento
- Ela atuava no caixa da mercearia da família por quatro anos
- Íris se formou em administração via EAD no ano anterior ao crime
- A jovem participava regularmente de missas e grupos de oração
- Ela frequentou um retiro espiritual de três dias neste ano
- Antes da intubação, Íris pediu orações para os familiares

Religiosidade presente na rotina da jovem
Íris era católica praticante. Ela frequentava missas na igreja local e participava de grupos de oração com regularidade. A fé fazia parte do cotidiano dela no distrito.
Neste ano, a jovem esteve em um retiro espiritual que durou três dias. O evento aconteceu antes do crime. Familiares lembram que a religiosidade ajudava Íris a manter o equilíbrio.
Antes de ser intubada no hospital, ela pediu que a família orasse por ela. Esse pedido foi repassado aos parentes e amigos. A comunidade religiosa do distrito acompanhou o caso com preocupação.
Uma prima relatou o impacto na família numerosa. “Nossa avó teve dez filhos e criamos todos juntos. Minhas tias perderam uma sobrinha, mas sentem como se tivessem perdido uma filha. Nós perdemos uma irmã”, disse ela.
O sofrimento marcou a semana entre o ataque e a morte. Nada, segundo os familiares, explica a violência sofrida pela jovem. A comoção se espalhou pelo pequeno distrito.
O corpo de Íris foi velado na comunidade de Olhos d’Água. O sepultamento ocorreu no dia 20 ou 21 de abril, com presença de moradores e parentes. A despedida reuniu muitas pessoas.
Sequência do ataque registrada em câmeras
As imagens mostram a suspeita entrando na mercearia. Ela escolheu um frasco de álcool nas prateleiras. Depois de pagar no caixa, abriu a embalagem no balcão.
A agressora jogou o álcool diretamente sobre Íris. A vítima reagiu tentando se proteger e se mover para longe. A suspeita então acendeu o isqueiro e provocou as chamas.
A jovem queimada correu em direção aos fundos da loja. A perseguição durou poucos segundos. O fogo se espalhou rapidamente pelo corpo dela, principalmente da região do pescoço para baixo.
Após o ato, a autora saiu do estabelecimento caminhando normalmente. Ela não correu. Moradores das proximidades ajudaram a apagar as chamas na vítima e prestaram os primeiros socorros.
A Polícia Militar foi acionada logo em seguida. Equipes iniciaram buscas na região. As imagens das câmeras foram fundamentais para identificar a suspeita rapidamente.
Buscas envolvem três cidades antes da prisão
As diligências ocorreram em Delfinópolis e na vizinha Cássia, ambas em Minas Gerais. Policiais também atuaram em Franca, no interior de São Paulo. A cidade fica a aproximadamente 60 quilômetros do distrito de Olhos d’Água.
A suspeita foi localizada na tarde do dia 20 de abril. Ela estava em uma casa abandonada na zona rural de Delfinópolis, perto do local do crime. A prisão aconteceu um dia depois da morte de Íris.
Marcela Alcântara Santos tem 18 anos. Segundo a Polícia Militar, ela não morava no distrito. A jovem teria chegado recentemente para trabalhar na lavoura da região.
O namorado dela esteve na mercearia horas antes do ataque. No momento do pagamento, ele conversou com Íris no caixa. Esse episódio teria provocado ciúmes na companheira, segundo o relato dele à polícia.
A investigação considera essa conversa como possível motivação para o crime. A família da vítima afirmou que Íris não conhecia a agressora e não entendia o motivo da ação violenta.
Perfil da suspeita e andamento da investigação
Marcela Alcântara Santos foi presa e conduzida à delegacia. A Polícia Civil investiga o caso como homicídio doloso. A motivação ligada a ciúmes ainda passa por apuração detalhada.
Imagens de segurança permitiram reconstruir os passos da autora. A perícia analisa o material para confirmar a dinâmica exata dos fatos. O álcool usado no ataque e o isqueiro também são objetos de exame.
A suspeita não tinha relação anterior conhecida com a vítima ou com a família dela. O fato de ela ser de fora da comunidade chamou atenção dos moradores. A investigação busca esclarecer todos os detalhes.
Familiares de Íris cobram agilidade no processo. Eles querem que a justiça responda pela morte da jovem. A comunidade de Olhos d’Água ainda sente os efeitos do crime violento.
A mercearia onde tudo ocorreu pertence à família da vítima. O comércio retomou atividades após o episódio, mas o trauma permanece. Moradores relatam que o distrito viveu dias de tristeza e solidariedade.
A Polícia Civil continua coletando depoimentos. Novos elementos podem surgir nos próximos dias. Até o momento, as informações apontam para um ato isolado motivado por ciúmes.
O caso ganhou repercussão regional. Reportagens destacaram a violência do método usado e a rapidez da prisão. A ala de queimados do hospital de São Sebastião do Paraíso tratou a vítima com todos os recursos disponíveis.
Íris deixou lembranças de uma pessoa simples, religiosa e ligada à família. No pequeno distrito, o nome dela segue presente nas conversas dos moradores. A perda abalou uma rede de parentes e amigos próxima.
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