Economia

Aneel anuncia bandeira amarela em maio e adiciona custo extra na tarifa de energia

Conta de luz com lâmpada
Foto: Conta de luz com lâmpada - Foto: Laura Rosina/istock

A Agência Nacional de Energia Elétrica anunciou nesta sexta-feira que a bandeira tarifária para o mês de maio será amarela. Isso significa cobrança adicional de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos. A decisão interrompe quatro meses seguidos de bandeira verde.

A medida reflete condições menos favoráveis de geração de energia. O volume de chuvas na região dos reservatórios ficou abaixo da média na transição para o período seco. Com isso, a geração hidrelétrica diminuiu e houve maior acionamento de usinas termelétricas, que têm custo mais elevado.

Redução de chuvas afeta reservatórios das hidrelétricas

O período chuvoso terminou com índices aquém do esperado em várias bacias hidrográficas. Isso reduziu o nível dos reservatórios e limitou a produção de energia a partir de fontes hídricas.

As termelétricas entraram em operação para suprir a demanda. Essas usinas operam com combustível fóssil ou biomassa e geram despesa superior à das hidrelétricas. A Aneel monitora diariamente esses indicadores para definir o sinalizador mensal.

  • Reservatórios registraram volume abaixo da média histórica recente
  • Geração hidrelétrica caiu em relação aos meses anteriores
  • Termelétricas foram acionadas com maior frequência
  • Transição para o período seco agravou o cenário

Sistema de bandeiras sinaliza custo real da energia

O mecanismo existe desde 2015 e informa os consumidores sobre o custo da geração no Sistema Interligado Nacional. A cor verde indica condições favoráveis, sem taxa extra. A amarela representa cenário intermediário, com acréscimo moderado.

A bandeira vermelha patamar 1 ou 2 se aplica quando o custo sobe ainda mais. No caso atual, o adicional fica em R$ 1,88 por 100 kWh, ou R$ 18,85 por MWh. Esse valor é repassado diretamente na conta de luz do consumidor final.

A Aneel divulgou o calendário anual de anúncios ainda em janeiro. A bandeira de maio foi definida na data prevista de 24 de abril.

Impacto nas contas de luz dos consumidores

O acréscimo começa a valer nas faturas emitidas com consumo de maio. Famílias e empresas que consomem mais energia sentirão o efeito proporcional. Um consumo mensal de 300 kWh, por exemplo, terá adicional de cerca de R$ 5,64.

Distribuidoras de todo o país aplicam o valor de forma automática. A tarifa base já aprovada pela agência permanece, e a bandeira funciona apenas como sobrepreço temporário.

Especialistas recomendam atenção ao uso de aparelhos de alto consumo, como ar-condicionado e chuveiro elétrico, principalmente nos horários de pico.

Dicas para reduzir o consumo de energia em casa

  • Desligue aparelhos da tomada quando não estiverem em uso
  • Prefira lâmpadas de LED de baixa potência
  • Evite abrir a geladeira com frequência desnecessária
  • Use o chuveiro elétrico por tempo mais curto
  • Ajuste o termostato do ar-condicionado para temperaturas acima de 23 graus
  • Faça manutenção periódica em equipamentos antigos

O que muda em comparação com os primeiros meses de 2026

De janeiro a abril, a bandeira permaneceu verde por causa dos níveis satisfatórios nos reservatórios. A situação permitiu que a geração fosse quase toda hidrelétrica, com custo baixo. Agora, o sinal amarelo indica o início de pressão maior sobre o sistema.

A agência reforçou a importância de hábitos sustentáveis. O objetivo é evitar desperdícios e contribuir para o equilíbrio do setor elétrico brasileiro. A próxima definição, para junho, está marcada para o fim de maio.

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