O Fluminense empatou sem gols com o Operário-PR na noite desta quinta-feira, no Estádio Germano Krüger, pela abertura da quinta fase da Copa do Brasil. O resultado em Ponta Grossa, contudo, ficou em segundo plano diante de uma preocupação imediata para o departamento médico tricolor. O volante Martinelli precisou deixar a partida antes mesmo de o cronômetro completar dez minutos, vítima de uma dividida que interrompeu sua participação no confronto de ida.
A saída precoce do jogador gerou uma forte reação do técnico Zubeldía, que não poupou críticas à organização da competição e à qualidade do campo. O treinador associou diretamente o problema físico de seu atleta às condições do gramado paranaense. Segundo o comandante, superfícies irregulares forçam o corpo a realizar compensações mecânicas perigosas. A frustração do técnico reflete o peso de perder uma peça fundamental em um momento decisivo da temporada.
Martinelli deixa o campo de maca e inicia tratamento com gelo
O lance que tirou o meio-campista do jogo ocorreu logo aos cinco minutos da etapa inicial. Martinelli disputou uma bola com o atacante Caio Dantas, do Operário, e imediatamente demonstrou dor intensa. Após ser atendido pelos médicos do clube ainda no gramado, o volante não conseguiu retornar à partida e foi retirado de maca, dando lugar a Otávio aos oito minutos.
Já no banco de reservas, a imagem do atleta com uma bolsa de gelo aplicada sobre a coxa esquerda indicou a gravidade da situação. Martinelli é reconhecido pela comissão técnica por sua excelente disponibilidade física e raramente desfalca a equipe por questões clínicas. O elenco tricolor retornará ao Rio de Janeiro onde o jogador passará por exames de imagem detalhados.
- Atendimento médico ocorreu aos 5 minutos do primeiro tempo
- Substituição oficial registrada aos 8 minutos
- Utilização de crioterapia (gelo) imediata no banco de suplentes
- Reavaliação clínica marcada para a reapresentação no CT Carlos Castilho
- Martinelli é um dos atletas com maior minutagem no elenco em 2026
Zubeldía critica CBF e aponta riscos à integridade física
Em entrevista coletiva concedida após o apito final, Zubeldía utilizou um tom incisivo para cobrar providências da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O treinador classificou a Copa do Brasil como uma “Libertadores interna” e afirmou que o nível de organização do torneio é incompatível com o estado do gramado apresentado em Ponta Grossa. Para ele, o espetáculo e a saúde dos profissionais são prejudicados quando a infraestrutura básica não é atendida.
O técnico detalhou que o campo ruim obriga os jogadores a executarem o que chamou de movimentos involuntários para controlar a bola e manter o equilíbrio. Esse esforço adicional aumentaria consideravelmente a propensão a lesões musculares ou articulares. O treinador argumentou que, embora o calendário apertado e viagens longas façam parte do planejamento, a qualidade do solo onde se joga é um fator que poderia ser controlado e evitado pela entidade máxima do futebol nacional.
Impacto tático e sequência do Fluminense na Copa do Brasil
A ausência de Martinelli alterou a dinâmica de saída de bola do Fluminense durante o restante da partida no Paraná. Com Otávio em campo, o time buscou se adaptar à pressão do Operário, mas encontrou dificuldades para criar chances claras de gol. O empate em 0 a 0 transfere a decisão para o Maracanã, onde o Tricolor precisará de uma vitória simples para avançar às quartas de final. Em caso de nova igualdade, a vaga será definida nas cobranças de pênalti.
A diretoria do Fluminense aguarda o laudo médico para entender se Martinelli terá condições de atuar nos próximos compromissos pelo Campeonato Brasileiro antes do jogo de volta. A perda do volante é considerada uma “seria dor de cabeça” por Zubeldía, dado o papel de equilíbrio que o camisa 8 exerce entre a defesa e o ataque. O clube ainda não se manifestou oficialmente sobre um prazo estimado de recuperação, mantendo o status de observação para os próximos dias.

