Crimes

Ginecologista Marcelo Arantes Silva é preso em Goiânia suspeito de abusar de 20 pacientes

Médico Marcelo Arantes
Foto: Médico Marcelo Arantes - Divulgação Policia Civil

A Polícia Civil prendeu o ginecologista Marcelo Arantes Silva em casa, na quinta-feira (23), em Goiânia. O mandado de prisão preventiva foi cumprido por agentes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Senador Canedo. Até o momento, cerca de 20 mulheres registraram denúncias contra ele nas duas cidades.

O médico responde por estupro de vulnerável. As investigações apontam que os fatos ocorreram durante consultas e exames ginecológicos. A delegada responsável pelo caso relatou que o profissional tentava conquistar a confiança das pacientes antes de praticar os atos.

Prisão segue determinação judicial após representação da Deam

O cumprimento da ordem aconteceu na residência do ginecologista. A ação contou com apoio de equipes da Polícia Civil. A defesa do médico foi procurada, mas não se manifestou até a atualização mais recente da apuração.

Investigadores destacaram que as denúncias se concentram em atendimentos realizados entre 2017 e 2026. O padrão descrito pelas vítimas envolvia toques físicos que não faziam parte do procedimento normal. Algumas relataram perguntas inapropriadas sobre a vida íntima durante as consultas.

  • As primeiras consultas incluíam contatos físicos indesejados
  • Exames eram feitos sem uso de luvas em relatos das pacientes
  • Perguntas de teor sexual ocorriam enquanto o médico realizava toques
  • Uma das vítimas mencionou prática de sexo oral durante o atendimento
  • O médico perguntava se as pacientes sentiam prazer, segundo depoimentos

Denúncias revelam repetição de conduta em Goiânia e Senador Canedo

A delegada Amanda Menuci detalhou que o ginecologista se aproveitava da autoridade médica. Ele marcava consultas iniciais com abordagem gentil. Em seguida, passava para ações que geravam desconforto nas mulheres.

Uma das pacientes contou em entrevista que ficou imóvel durante o abuso. Ela descreveu o momento em que o médico tocou sua perna e panturrilha sem relação com o exame. A mulher relatou sensação de paralisia por alguns minutos. Outras vítimas apresentaram relatos semelhantes de vulnerabilidade dentro do consultório.

As investigações avançaram com o depoimento de dezenas de mulheres. A Polícia Civil reuniu elementos que sustentaram o pedido de prisão preventiva. O juiz acatou a representação da Deam e determinou a medida.

Cremego suspende registro do médico por ordem judicial

O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás informou a suspensão do registro profissional de Marcelo Arantes Silva. A decisão atende a determinação judicial. O órgão reforçou que apura todas as denúncias em sigilo, conforme o Código de Processo Ético-Profissional Médico.

O Cremego ainda solicitou esclarecimentos ao médico responsável técnico pela instituição citada nas denúncias. A entidade mantém o acompanhamento do caso. O registro aparece como suspenso no site oficial do conselho.

Vítimas relatam impacto psicológico dos abusos

Mulheres que procuraram a polícia descreveram o ambiente clínico como local de vulnerabilização. Elas estavam sem roupa para exames quando os atos ocorreram. Uma vítima lembrou que o médico falava sobre lubrificação enquanto realizava toque sem justificativa médica.

Os relatos indicam que o profissional combinava perguntas pessoais com ações físicas. Isso criava situação de constrangimento e medo. A Polícia Civil classificou os crimes como estupro de vulnerável devido à posição de autoridade do médico sobre as pacientes.

Investigação continua aberta para novas denúncias

A delegacia mantém o canal aberto para outras possíveis vítimas. A foto do médico foi divulgada para facilitar o reconhecimento. Até agora, o número de denúncias chegou a cerca de 20.

A apuração segue em andamento. Novos depoimentos podem ser colhidos nos próximos dias. A Polícia Civil não detalhou o destino do preso após a detenção.

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