Montadora chinesa amplia bateria do Song Pro e utilitário alcança consumo de 31 km/l

BYD Song Pro

BYD Song Pro - Foto: Divulgação

A fabricante asiática BYD apresentou uma atualização expressiva para o utilitário esportivo Song Pro no mercado chinês. O veículo híbrido plug-in passou por modificações estruturais no conjunto de armazenamento de energia. A nova configuração entrega números superiores de rodagem no modo puramente elétrico. O consumo de combustível também registrou otimização significativa. A versão mais cara do catálogo atinge a marca de 31,25 km/l durante os testes de homologação locais.

A montadora batizou a novidade de Flying Edition. O modelo chega às concessionárias do país asiático com valores agressivos para o segmento. A conversão direta aponta um preço inicial na faixa de R$ 75 mil. O movimento da empresa busca recuperar o volume de emplacamentos do carro na região. No Brasil, o cenário segue um cronograma diferente. A operação nacional prepara uma reestilização estética e a introdução de um propulsor flexível para o decorrer de 2026.

BYD Song Pro – Foto: Divulgação

Capacidade energética e desempenho nas ruas asiáticas

A principal alteração técnica do veículo reside no pacote de baterias com a tecnologia Blade. Os engenheiros da marca disponibilizaram duas novas opções de capacidade para os consumidores. O componente agora pode ser adquirido com 26,6 kWh ou 34,27 kWh. A configuração de maior densidade permite que o motorista percorra trajetos urbanos sem acionar o motor a combustão. O ciclo de testes CLTC indica um alcance máximo de 301 quilômetros apenas com eletricidade.

O trem de força combina duas fontes distintas de tração. O bloco 1.5 movido a gasolina gera 101 cavalos de potência. Ele funciona em sincronia com um propulsor elétrico instalado no eixo dianteiro. Este segundo motor entrega 163 cavalos adicionais ao sistema. A calibração conjunta resulta em uma potência combinada de aproximadamente 235 cavalos nas variantes topo de linha. O gasto de combustível fica em 3,2 litros a cada 100 quilômetros rodados nas condições de trânsito da China.

  • A bateria de entrada com 26,6 kWh garante 220 quilômetros de rodagem elétrica.
  • O componente superior de 34,27 kWh eleva o alcance para 301 quilômetros sem emissões.
  • O índice de eficiência atinge 31,25 km/l na versão com melhor calibração.
  • A autonomia total do veículo ultrapassa a barreira dos 1.900 quilômetros com o tanque cheio.

A evolução técnica atende a uma demanda direta dos clientes por maior independência dos postos de combustíveis. A concorrência interna no mercado automotivo chinês forçou a fabricante a melhorar as especificações do produto. O foco recai sobre a redução dos custos diários de deslocamento. O utilitário esportivo compete com modelos equivalentes de marcas como Toyota e Geely. A estratégia tenta consolidar o carro como a opção mais equilibrada entre preço e eficiência energética na categoria de familiares médios.

Posicionamento comercial e pacote de assistência ao motorista

A tabela de preços praticada na China evidencia a agressividade comercial da montadora. A versão de entrada da linha começa em 102.900 yuans. A configuração mais completa, chamada de BYD Song Pro DM-i Flying Edition 301 km Excelent, custa 132.900 yuans. O valor representa cerca de R$ 97 mil na conversão direta da moeda, sem a incidência de impostos brasileiros. A política de preços baixos mantém o veículo acessível para a classe média local.

O pacote de tecnologia embarcada recebeu incrementos importantes na segurança ativa. O sistema ADAS God’s Eye Nível C integra a lista de equipamentos de série. A ferramenta gerencia o piloto automático avançado durante viagens em rodovias. Os compradores podem adicionar o pacote Nível B como um equipamento opcional. O recurso custa 9.900 yuans extras, algo próximo a R$ 7,2 mil. A atualização adiciona suporte para condução em vias urbanas e executa manobras complexas de estacionamento sem a intervenção humana.

O habitáculo preserva a identidade visual característica dos carros da marca. O painel exibe uma tela central flutuante de 15,6 polegadas para o controle do sistema multimídia. O seletor de marchas fica posicionado logo atrás do volante de dois raios. A carroceria apresenta dimensões generosas para acomodar cinco passageiros com conforto. O comprimento totaliza 4.735 milímetros. A largura mede 1.860 milímetros. A altura atinge 1.690 milímetros, enquanto a distância entre os eixos fica em 2.712 milímetros.

Contraste técnico com as unidades comercializadas no Brasil

O consumidor brasileiro encontra uma realidade técnica distinta nas concessionárias do país. As unidades do Song Pro enviadas ao mercado nacional utilizam baterias consideravelmente menores. A versão GL conta com um componente de 12,9 kWh. A variante GS dispõe de uma peça de 18,3 kWh. O alcance puramente elétrico varia entre 49 e 68 quilômetros, dependendo da configuração escolhida. Os dados oficiais do programa de rotulagem apontam um consumo equivalente de 38,4 km/l.

A atualização apresentada na Ásia não tem data imediata para desembarcar no território nacional. O utilitário esportivo atual figura entre os modelos híbridos mais emplacados da categoria no mercado interno. O preço sugerido para as versões GL e GS varia entre R$ 190 mil e R$ 200 mil. A produção local ocorre no complexo industrial de Camaçari, localizado no estado da Bahia. A nacionalização da montagem garante o abastecimento regular da rede de revendedores e facilita a distribuição das peças de reposição.

Adaptação nacional inclui motorização flexível inédita

A operação brasileira da montadora estrutura mudanças profundas para o segundo semestre de 2026. A primeira alteração envolve uma atualização estética baseada na linguagem visual Dragon Face. A parte frontal do carro receberá faróis mais estreitos e uma barra cromada redesenhada. O para-choque traseiro também passará por modificações para alinhar o desenho aos lançamentos recentes da marca. A reestilização busca manter o produto atraente diante da chegada de novos concorrentes ao país.

A segunda novidade representa um marco tecnológico para a fabricante no mercado interno. O Song Pro se tornará o primeiro veículo híbrido da empresa capaz de queimar etanol. A engenharia local desenvolveu a adaptação do propulsor a combustão especificamente para a realidade brasileira. O sistema flexível estreará simultaneamente com as mudanças visuais da carroceria. O uso do combustível vegetal reduz a pegada de carbono do conjunto mecânico e valoriza a matriz energética do país.

A introdução da tecnologia flexível altera a dinâmica de abastecimento dos proprietários. A eficiência do sistema híbrido diminui a dependência exclusiva da gasolina nos deslocamentos diários. O motorista ganha a opção de escolher o combustível mais vantajoso nas bombas. A possibilidade de rodar dezenas de quilômetros apenas com a carga da bateria atrai consumidores focados na redução de despesas. O posicionamento de preço da futura linha nacional permanece sob sigilo da montadora.

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