A festa de lançamento do álbum da Copa do Mundo de 2026 aconteceu neste sábado. A Panini confirmou a lista de jogadores que vão estampar as páginas da seleção brasileira. Neymar não aparece entre os 18 nomes escolhidos. O atacante esteve presente nas três últimas edições do torneio e também nos álbuns correspondentes.
A ausência do jogador do Santos surpreendeu muitos colecionadores. A editora italiana decidiu os nomes meses antes da convocação final. O técnico Carlo Ancelotti só divulga a lista oficial no dia 18 de maio. A Panini trabalhou com base em probabilidades e convocações recentes.
Panini monta lista do Brasil com critério de probabilidades
A escolha dos atletas brasileiros partiu de uma equipe especializada na sede da Panini, na Itália. O CEO da empresa no Brasil, Raul Vallecillo, explicou o processo em entrevista. Um departamento acompanha as convocações e calcula as chances de cada jogador estar na Copa. Lesões e surpresas podem alterar o cenário, mas a decisão final segue esses números.
- Alisson e Bento nas metas
- Marquinhos, Éder Militão, Gabriel Magalhães, Danilo e Wesley na defesa
- Casemiro, Lucas Paquetá e Bruno Guimarães no meio
- Luiz Henrique, Vinícius Jr, Rodrygo, João Pedro, Matheus Cunha, Gabriel Martinelli, Raphinha e Estêvão no ataque
A lista inclui nomes que vivem bom momento, como Vinícius Jr e Raphinha. Também tem Rodrygo, que enfrenta lesão, e Estêvão, recuperando-se de problema muscular. A produção dos cromos começou ainda em 2025, quando as seleções se classificavam. As artes foram liberadas aos poucos para a fabricação.
Última convocação de Neymar foi em 2023
Neymar disputou as Copas de 2014, 2018 e 2022. Ele apareceu em todos os álbuns da Panini nessas edições. A última chamada para a seleção brasileira aconteceu em outubro de 2023. Na ocasião, o atacante se lesionou contra o Uruguai, em Montevidéu. Desde então, ele não voltou a ser convocado. A Panini usa as convocações mais recentes como principal referência. Jogadores com pouca presença recente têm probabilidade menor de entrar.
O álbum traz 980 figurinhas no total. A coleção cresceu por causa do aumento no número de seleções participantes. A Panini quase dobrou o tamanho da fábrica em Barueri para atender à demanda. A produção opera em três turnos, 24 horas por dia. O Brasil é o principal mercado da América Latina e recebe o material produzido localmente.
Fábrica no Brasil atende América Latina
O país produz para toda a região, do México ao Cone Sul. A operação local considera o tamanho da população e a paixão pelo futebol. Crianças e adultos colecionam as figurinhas. A demanda explode em canais online e lojas físicas. O álbum representa um megaevento cultural no Brasil.
A empresa planeja a produção com antecedência de quatro anos. Assim que uma Copa termina, o trabalho para a seguinte começa. O conceito editorial e o tamanho da coleção são definidos logo no início. Para 2026, o desafio foi maior por causa das seleções extras.
Preço e data de lançamento no Brasil
O livro e os cromos ficam disponíveis a partir de 30 de abril. A pré-venda já rola na internet. Cada pacotinho com sete figurinhas custa R$ 7. A versão espanhola já chegou ao mercado europeu e confirmou a ausência de Neymar. A edição brasileira mantém a mesma composição.
Os adesivos especiais, como os holográficos, continuam na coleção. Todas as figurinhas são produzidas na mesma quantidade. A sensação de raridade vem da demanda: jogadores populares circulam menos porque os fãs guardam. Não existe diferença de produção entre os cromos.
O que muda para os colecionadores
Muitos fãs já comentam nas redes a falta de Neymar. Outros celebram a presença de jovens promessas. O álbum serve como termômetro das expectativas antes da convocação. A Panini lembra que mudanças ainda podem ocorrer até maio. O importante é que a coleção chega completa e atualizada para o maior evento de futebol do planeta.

