A tela de assinatura apareceu para alguns usuários do WhatsApp nos últimos dias. O app de mensagens mais usado no Brasil agora oferece uma opção paga chamada WhatsApp Plus.
A Meta confirmou o início de testes restritos dessa assinatura opcional. O foco está em ferramentas de personalização e organização. O mensageiro básico continua gratuito para todos, com chamadas, mensagens e criptografia intactas. A novidade segue o modelo já adotado no Instagram Plus e no Snapchat+.
Testes começaram de forma gradual em Android
A Meta enviou a informação oficial ao TechCrunch. A empresa descreve o WhatsApp Plus como uma forma de dar mais opções a quem quer organizar e personalizar o uso diário do app. Os testes envolvem um grupo pequeno de usuários. O objetivo é coletar feedback antes de qualquer expansão.
O rollout inicial prioriza o Android. O suporte ao iOS deve vir em etapa posterior. Ainda não há data para lançamento amplo. A assinatura não afeta o WhatsApp Business.
Recursos giram em torno de customização visual e organização
Os assinantes ganham acesso a elementos que mudam a aparência do aplicativo. Entre eles estão novos temas de conversa, ícones alternativos para a tela inicial e toques de notificação exclusivos. Figurinhas animadas com efeitos especiais também fazem parte do pacote. Essas figurinhas aparecem com sobreposição mesmo para quem não assina.
A principal mudança funcional permite fixar até 20 conversas no topo da lista. Hoje o limite gratuito é de três. Usuários também podem criar listas personalizadas e aplicar configurações em lote, como temas ou toques, para vários chats de uma vez.
- Até 20 conversas fixadas
- Temas de chat e cores de destaque adicionais
- Ícones alternativos do app
- Toques e notificações exclusivos
- Figurinhas premium com efeitos
- Listas customizadas com ajustes em massa
A lista acima resume os principais pontos divulgados até o momento. A Meta reforça que a maioria dos recursos é cosmética. O núcleo do serviço permanece igual para todos.

Preço e disponibilidade ainda em fase experimental
Os testes mostram valor de aproximadamente 2,49 euros por mês na Europa. Equivale a cerca de 15 reais, dependendo do câmbio e impostos locais. Há indícios de teste gratuito por um mês para alguns participantes. A cobrança é mensal e renova automaticamente.
A assinatura não altera a privacidade nem adiciona funções centrais como mensagens ilimitadas ou chamadas em grupo maiores. O WhatsApp segue gratuito e confiável para o uso básico. A estratégia da Meta busca novas receitas sem comprometer o acesso universal.
Como a novidade se encaixa na estratégia da Meta
A empresa já fatura bilhões com publicidade. Assinaturas como essa representam uma diversificação. O Instagram Plus serviu de teste anterior e agora o WhatsApp entra na mesma onda. Usuários que buscam mais controle visual sobre o app são o público-alvo.
Especialistas acompanham se o modelo ganha tração. Muitos preferem a versão gratuita e simples. Outros podem ver valor em detalhes como ícones diferentes ou mais conversas fixadas. O feedback dessa fase inicial vai definir os próximos passos.
O que muda para o usuário comum
Quem não assinar continua com todas as funções essenciais. O WhatsApp não esconde recursos pagos de forma que prejudique a experiência gratuita. A empresa promete manter melhorias para todos independentemente da assinatura.
Quem testar o Plus pode cancelar a qualquer momento. A cobrança para no ciclo seguinte. Por enquanto só aparece para quem está no grupo de testes. A maioria dos brasileiros ainda não viu a opção.
O WhatsApp tem mais de dois bilhões de usuários ativos. Qualquer mudança, mesmo opcional, gera expectativa. A Meta caminha com cautela para não afastar quem usa o app apenas para conversar com família e amigos.