Atlético de Madrid de Diego Simeone investe R$ 1,3 bilhão em novo elenco para desafiar Arsenal na semifinal da Champions League

Diego Simeone

Diego Simeone - Divulgação / Uefa

Diego Simeone chega à quarta semifinal de Champions League com um Atlético de Madrid completamente reformulado. Para buscar o inédito título europeu, o técnico argentino e o clube espanhol investiram pesadamente no mercado de transferências. O gasto total chegou a 225,95 milhões de euros, o equivalente a R$ 1,3 bilhão, em uma temporada marcada por saídas de ídolos e chegadas de jogadores jovens e experientes.

A semifinal contra o Arsenal marca o retorno de Simeone a uma disputa dessa magnitude. Ele não participava de uma semifinal desde 2016/17, quando foi eliminado pelo Real Madrid. Naquela época, o Atlético ainda contava com elenco formado por atletas consagrados. Agora, a estrutura mudou radicalmente. A estratégia passou a ser oxigenar o grupo com talentos emergentes e algumas contratações pontuais de impacto.

Lookman como peça-chave da transformação

A chegada mais impactante veio do nigeriano Ademola Lookman. Contratado em fevereiro pelo Atlético de Madrid, o ponta custou 35 milhões de euros (R$ 204,80 milhões). Em pouco tempo, o jogador se adaptou ao esquema tático de Simeone e conquistou a titularidade. Nos primeiros meses, Lookman entregou sete gols e quatro assistências em apenas 18 jogos disputados, números que demonstram seu impacto imediato na equipe.

O nigeriano preencheu uma lacuna ofensiva que o clube enfrentava. Sua velocidade, criatividade e capacidade de finalização transformaram o ataque do Atlético. A torcida rapidamente reconheceu seu valor e o abraçou como solução para os anseios de gols que o time carecia. Com Lookman em campo, o Atlético ganhou maior poder de fogo e segurança nas ações ofensivas.

Juventude como alicerce do novo projeto

Além de Lookman, Simeone apostou em jogadores jovens para compor a base de seu novo elenco. Álex Baena, de 23 anos, chegou para reforçar o meio de campo. Johnny Cardoso, também com 23 anos, foi contratado como volante. Thiago Almada, com 24 anos, trouxe criatividade e versatilidade. Essas contratações custaram, respectivamente, 42, 24 e 21 milhões de euros.

Na defesa, o processo de rejuvenescimento também foi evidente. Ruggeri, lateral-esquerdo com apenas 22 anos na época da contratação, tornou-se titular absoluto. Marc Pubill, zagueiro de apenas 22 anos, virou peça importante diante dos problemas físicos do experiente José Giménez. Rodrigo Mendoza e Obed Vargas, ambos muito jovens, também ganharam espaço no elenco.

Não tão jovem quanto a maioria dos reforços, o zagueiro Hancko, de 28 anos, converteu-se em peça-chave da defesa. O eslovaco aparece entre os mais utilizados por Simeone, com 43 jogos disputados na temporada. Sua experiência equilibra o grupo de defensores mais inexperientes.

Saídas de medalhões marcam reinvenção

A reformulação não se limitou apenas às chegadas. Simeone e o clube venderam vários jogadores que eram símbolos do Atlético. Samuel Lino foi vendido ao Flamengo. Rodrigo de Paul seguiu para o Inter Miami, clube de Lionel Messi. Ángel Correa foi negociado com o mexicano Tigres. Todas essas transações ocorreram na janela de verão de 2025.

O clube também se desfez de atletas mais veteranos como Azpilicueta e Witsel, ambos com idade avançada. O meia Saúl, símbolo do clube durante anos, também foi liberado e atualmente é companheiro de Samuel Lino no Flamengo. Já na virada do ano, o inglês Gallagher partiu rumo ao Tottenham. Essas saídas representaram não apenas mudanças administrativas, mas também uma quebra com o passado recente do clube.

Investimento detalhado no mercado

O investimento total de R$ 1,3 bilhão distribuiu-se entre diversas contratações. Além de Lookman e Baena, o Atlético contratou o zagueiro Hancko por 26 milhões de euros. Johnny Cardoso custou 24 milhões, enquanto Raspadori chegou por 22 milhões de euros do Napoli, embora tenha saído para a Atalanta pela mesma quantia após não render conforme esperado.

  • Álex Baena (meia) – 42 milhões de euros
  • Lookman (atacante) – 35 milhões de euros
  • Hancko (zagueiro) – 26 milhões de euros
  • Johnny Cardoso (volante) – 24 milhões de euros
  • Raspadori (atacante) – 22 milhões de euros
  • Thiago Almada (meia) – 21 milhões de euros
  • Ruggeri (lateral-esquerdo) – 17 milhões de euros
  • Rodrigo Mendoza (meio-campista) – 16 milhões de euros
  • Marc Pubill (zagueiro) – 16 milhões de euros
  • Obed Vargas (meio-campista) – 3 milhões de euros
  • Juan Musso (goleiro) – 3 milhões de euros

Mensagem de Simeone antes do duelo europeu

Simeone compareceu à coletiva de imprensa com mensagem clara. O técnico argentino não esconde o orgulho de retornar a uma semifinal europeia após nove anos. Ele reconhece as dificuldades impostas pelo Arsenal, especialmente a qualidade dos ingleses em bolas paradas. Apesar disso, projetou otimismo sobre as chances de classificação.

O treinador preferiu remover a pressão de seus jogadores e da torcida. “Não há pressão, há responsabilidade”, afirmou em tom reflexivo. Simeone entende que o Atlético nunca conquistou uma Champions League em sua história. A emoção de estar próximo de um objetivo tão grande representa a verdadeira dimensão da missão.

Simeone reconhece a qualidade do conjunto que montou. A combinação entre experiência relativa de jogadores como Hancko e a juventude de nomes como Ruggeri e Pubill criou um grupo equilibrado. A chegada de Lookman forneceu o poder ofensivo que faltava. Agora, o desafio será manter esse rendimento contra um Arsenal forte na semifinal da Champions League 2025/26.