Lua da Flor: Lua cheia de maio surge laranja e ilumina céu desta semana

A Lua cheia de maio ganha tom alaranjado ao subir no horizonte esta semana. O fenômeno, conhecido como Flower Moon em tradições norte-americanas, ocorre no sábado, dia 2. A fase exata acontece às 2h23 da madrugada no horário de Tóquio.

O evento marca o momento em que a Lua fica oposta ao Sol. A coloração surge por causa da dispersão da luz na atmosfera terrestre quando o satélite aparece baixo. Observadores no Brasil e em outras regiões do hemisfério sul conseguem ver o astro nas noites de 1º e 2 de maio, pouco depois do pôr do sol.

Lua se aproxima de estrela brilhante no fim de abril

No dia 30 de abril e na madrugada de 1º de maio, a Lua ainda não cheia passa perto de Spica. Essa estrela de primeira magnitude fica na constelação de Virgem. Spica está a cerca de 250 anos-luz da Terra e forma um sistema binário com duas estrelas massivas que orbitam uma à outra.

A proximidade permite que o par apareça junto no céu sul-sudeste logo após o anoitecer. O espetáculo dura até o amanhecer. Astrônomos recomendam locais com pouca poluição luminosa para distinguir os detalhes. A Lua continua a crescer e ganha brilho maior a cada noite.

  • A Lua e Spica ficam visíveis a partir das 21h no dia 30
  • O par segue no céu até o amanhecer de 1º de maio
  • Spica tem luminosidade equivalente a mais de 10 mil sóis
  • A constelação de Virgem fica alta no hemisfério sul nesta época

Flor Moon atinge pico de brilho no sábado

A Lua cheia de maio recebe o nome Flower Moon por causa da floração intensa na primavera do hemisfério norte. O satélite atinge a fase completa no dia 2 de maio, às 2h23 no Japão. No Brasil, a melhor visualização ocorre na noite de sexta para sábado e na de sábado para domingo.

O astro surge no leste com cor alaranjada por causa da poeira e umidade no ar perto do horizonte. À medida que sobe, a cor fica mais clara e o brilho aumenta. Esta não é uma superlua. A distância da Terra é um pouco maior que a média, o que a torna ligeiramente menor.

O fenômeno também coincide com o alinhamento aparente de Mercúrio e do planeta anão Éris, embora estes fiquem invisíveis por causa da luz solar.

Lua Cheia
Lua Cheia – Foto: Sumruay Rattanataipob/Shutterstock.com

Lua minguante encontra Antares no domingo

No dia 3 de maio, a Lua já minguante aparece ao lado de Antares. A estrela vermelha gigante fica na constelação de Escorpião. Antares tem diâmetro cerca de 700 vezes maior que o do Sol. O par surge tarde da noite no céu sul-sudeste.

Essa conjunção ajuda quem observa constelações do zodíaco. Escorpião fica mais visível após a meia-noite. A Lua continua a perder brilho nos dias seguintes.

Ursa Maior domina o céu norte com sete estrelas bem visíveis

Durante as noites de abril e maio, a Ursa Maior aparece alta no céu norte. O asterismo conhecido como Norte das Sete Estrelas ou Big Dipper forma o formato de um balde ou concha. As duas estrelas na extremidade da concha apontam para Polaris, a Estrela do Norte.

A curva do cabo da concha, se estendida, leva à constelação de Bootes e à estrela Arcturus. O asterismo fica quase no zênite em latitudes médias do hemisfério norte. No Brasil, ele aparece mais baixo no horizonte norte, mas ainda é reconhecível em noites claras.

A posição alta facilita o uso das estrelas como referência para orientação. O asterismo permanece visível a maior parte da noite nesta época do ano.

  • Duas estrelas da concha indicam a direção de Polaris
  • A curva do cabo aponta para Arcturus
  • O asterismo faz parte da constelação da Ursa Maior
  • Ele serve de guia para localizar outras constelações da primavera

Dicas práticas para observar o céu desta semana

Escolha um local afastado de luzes urbanas. Leve binóculos ou telescópio pequeno para ver detalhes da superfície lunar. A Lua cheia ilumina o terreno, mas também dificulta a visão de estrelas mais fracas.

Para fotografar o astro laranja no horizonte, use tripé e configurações de longa exposição. Aplicativos de astronomia mostram a posição exata da Lua e das estrelas em tempo real.

O céu de maio traz ainda outras conjunções nos dias seguintes. A observação regular ajuda a acompanhar as mudanças de posição ao longo das estações.