O São Paulo confirmou a gravidade da lesão sofrida pelo meia-atacante Lucas Moura durante o empate por 2 a 2 contra o Bahia, ocorrido na noite de domingo. Exames realizados no Hospital Albert Einstein, na capital paulista, apontaram uma ruptura total do tendão de Aquiles. O atleta será submetido a uma intervenção cirúrgica já na manhã desta segunda-feira. A previsão do departamento médico é que o período de recuperação se estenda por até um ano. Com isso, o camisa 7 só deve reunir condições de jogo na temporada de 2027.
A fatalidade ocorreu em um momento de expectativa para o elenco e para a torcida tricolor. Lucas retornava aos gramados justamente nesta partida, após um hiato de quase dois meses fora das atividades competitivas. Ele estava em processo de recuperação de uma fratura em duas costelas, sofrida em março contra o Atlético-MG. No confronto diante dos baianos, o jogador permaneceu em campo por apenas 20 minutos antes de desabar no gramado. A imagem do atleta sendo carregado pelos companheiros até o vestiário indicava a extensão do problema físico.
Detalhes da cirurgia e processo de recuperação em 2026
O procedimento cirúrgico para a correção da ruptura total do tendão de Aquiles é considerado complexo e exige imobilização imediata. Lucas Moura deu entrada na unidade hospitalar por volta das 22h de domingo para a realização dos testes de imagem. O diagnóstico saiu rapidamente, cerca de 30 minutos depois, confirmando o pior cenário para a comissão técnica. A cirurgia visa reconstruir a estrutura rompida para garantir a estabilidade futura do tornozelo do jogador.
Após a alta hospitalar, o meia iniciará um longo cronograma de fisioterapia nas dependências do CT da Barra Funda. Especialistas apontam que este tipo de lesão é uma das mais severas para atletas de alta performance. O retorno às atividades físicas ocorre de forma gradual, respeitando a cicatrização do tecido tendíneo. O São Paulo não trabalha com prazos curtos, priorizando a plena reabilitação do capitão.
- Realização da cirurgia: Manhã de segunda-feira.
- Tempo estimado de baixa: 10 a 12 meses.
- Local do diagnóstico: Hospital Albert Einstein.
- Próxima etapa: Início da fisioterapia após cicatrização inicial.
- Previsão de retorno: Primeiro semestre de 2027.
Histórico clínico recente preocupa departamento médico
O ano de 2026 tem sido marcado por obstáculos físicos para o principal nome do elenco são-paulino. Antes da ruptura no tendão, Lucas Moura já havia enfrentado um longo período de inatividade. O problema anterior ocorreu em 18 de março, durante o duelo contra o Atlético-MG. Naquela ocasião, o atleta fraturou duas costelas, o que exigiu repouso absoluto e um retorno cauteloso aos treinos com bola.
A reestreia contra o Bahia era vista como o ponto de virada para a temporada do meia. O técnico Roger Machado planejava utilizar o jogador gradualmente para recuperar o ritmo de jogo. No entanto, o trauma no tendão de Aquiles interrompe qualquer planejamento tático para o restante do ano. A ausência de Lucas obriga a diretoria a reavaliar a necessidade de reforços para o setor ofensivo na próxima janela de transferências. O clube perde sua referência técnica no momento em que as competições nacionais e continentais entram em fases decisivas.
Impacto tático da ausência de Lucas no esquema de Roger Machado
A perda de Lucas Moura gera um vácuo de liderança e velocidade no esquema tático utilizado por Roger Machado. O treinador lamentou o ocorrido em entrevista coletiva, ressaltando a importância do atleta para a dinâmica do grupo. Sem o camisa 7, o São Paulo perde o drible individual e a capacidade de transição rápida entre o meio-campo e o ataque. O elenco agora precisa encontrar alternativas internas para suprir a lacuna deixada pelo ídolo.
A diretoria deve manter o apoio integral ao jogador durante todo o processo de tratamento. O contrato de Lucas é um dos pilares do projeto esportivo do clube, e sua recuperação é tratada como prioridade máxima. Nos bastidores, colegas de elenco manifestaram solidariedade através das redes sociais logo após o anúncio oficial do diagnóstico. O clima no CT da Barra Funda é de consternação, mas de foco total no suporte ao atleta.

