Autolöwen pede recuperação judicial na Alemanha com cerca de 180 funcionários

concessionária

concessionária - KELENY/Shutterstock.com

O grupo Autolöwen GmbH, com sede em Schwäbisch Hall, apresentou pedido de abertura de processo de insolvência ainda em abril. O tribunal de Heilbronn nomeou o advogado Markus Schuster, da banca Schultze & Braun, como administrador judicial provisório. As operações continuam normalmente em todas as unidades.

O processo busca estabilizar as finanças e atrair investidores ou parceiros. Os cerca de 138 empregados e 34 aprendizes recebem salários e benefícios até o fim de junho por meio do seguro de insolvência pago pela agência de emprego. Depois disso, a empresa precisa retomar o pagamento normal.

Administrador foca em sanear e atrair compradores para o negócio

Markus Schuster afirmou que pretende usar as ferramentas do direito de insolvência e recuperação para recolocar a empresa no caminho econômico. Ele trabalha em conjunto com a atual diretoria. A busca por investidores ou parceiros financeiros fortes já começou.

Negociações que a gestão anterior mantinha com interessados em unidades específicas continuam. O objetivo inclui tanto soluções parciais quanto uma saída para todo o grupo, se possível. O administrador reforça que o processo segue em ritmo acelerado.

  • Busca ativa por investidores ou parceiros financeiros
  • Continuidade das conversas sobre venda de filiais individuais
  • Avaliação de solução global para o conjunto de oito unidades
  • Colaboração estreita entre administrador e diretoria atual

Clientes com compras em andamento recebem orientações

O administrador judicial analisa todos os contratos de veículos ainda não entregues ou não totalmente quitados. Ele vai se reunir primeiro com fabricantes e bancos financiadores para definir o caminho. Depois, entrará em contato direto com os compradores.

A solução depende das cláusulas de cada contrato e das regras de insolvência. Schuster pediu paciência aos clientes enquanto as equipes organizam as informações. O foco é dar clareza o mais rápido possível sobre cada caso.

Várias razões explicam a situação financeira difícil

A empresa enfrentou forte redução nas vendas de veículos novos e usados tanto para clientes corporativos quanto particulares. A incerteza econômica levou muitos a adiar a troca de carro. Isso criou pressão grande de preços, com descontos elevados e até vendas abaixo do custo de aquisição.

Mudanças frequentes na política de incentivos para carros elétricos geraram insegurança adicional. O valor de revenda de veículos usados, especialmente os de leasing devolvidos, caiu bastante. Ao mesmo tempo, custos com pessoal, energia e combustível subiram. O conjunto pressionou a liquidez até o ponto de risco de não conseguir pagar as contas.

Crescimento rápido marcou os últimos anos da Autolöwen

Fundada em 2000 como revendedora Peugeot, a empresa expandiu por aquisições. Em 2021 entrou na Auto Spiegler em Aalen. Em 2023 incorporou filiais em Crailsheim e Schwäbisch Hall-Hessental. No início de 2024 veio o ponto de Öhringen. Heilbronn e duas unidades em Ludwigsburg completam o portfólio atual de oito endereços.

As marcas vendidas incluem Peugeot, Citroën, Opel, Fiat, Alfa Romeo, Jeep e outras do grupo Stellantis, além de Leapmotor. A operação não é exclusividade de nenhuma delas. A gestão atual assumiu o controle em 2018.

  • Schwäbisch Hall (dois pontos, incluindo Hessental)
  • Crailsheim
  • Aalen
  • Öhringen
  • Heilbronn
  • Ludwigsburg (duas unidades)

Balanço anterior já sinalizava perdas e planos de ajuste

No exercício encerrado em setembro de 2024, o resultado ficou ligeiramente negativo. A diretoria previa perda maior para o período seguinte por causa da crise no setor. O plano incluía unir as duas operações em Schwäbisch Hall, medida que ainda não se concretizou.

O administrador judicial agora avalia todas as opções dentro do processo formal. O objetivo declarado é preservar o máximo possível de empregos e atividade econômica na região de Baden-Württemberg.

Veja Também