Motoristas e motociclistas realizam manobras intencionais para acionar o sistema de alerta traseiro em veículos BYD, prática que ganhou força em vídeos do TikTok e Instagram. Os participantes se aproximam rapidamente pela retaguarda dos carros elétricos chineses, ativando o pisca-alerta automático como sinal de advertência. A tendência expõe proprietários a situações perigosas, transformando um dispositivo de proteção em elemento de provocação no trânsito brasileiro.
Como funciona o desafio nas redes sociais
O desafio consiste em se aproximar rapidamente de um veículo BYD pela retaguarda até que o sistema de sensores detecte risco iminente de colisão. Quando acionado, o pisca-alerta pisca automaticamente, gerando o conteúdo viral que os participantes buscam registrar. A prática ocorre principalmente em vias urbanas com fluxo intenso, onde as aproximações bruscas reduzem significativamente a margem de segurança entre os veículos.

Participantes do desafio buscam capturar o momento exato em que as luzes se acendem sem qualquer frenagem ou contato físico. Para isso, mantêm o celular em posição de filmagem enquanto dirigem ou pilotam, dividindo a atenção e aumentando o potencial de acidentes. Motoristas dos carros alvo relatam surpresas ao ver as luzes piscando sem motivo aparente, o que pode gerar reações imprevisíveis no trânsito.
Tecnologia ADAS e o sistema de alerta traseiro
- O sistema utiliza sensores que monitoram a área posterior e lateral do veículo.
- Emite sinal visual através do pisca-alerta quando identifica risco de colisão por aproximação excessiva.
- Diferentemente de sistemas com frenagem autônoma, limita-se ao aviso luminoso, dependendo da reação do condutor.
O recurso presente nos modelos BYD faz parte dos sistemas avançados de assistência ao motorista, conhecidos como ADAS. A tecnologia foi desenvolvida para aumentar a segurança em engarrafamentos e manobras de estacionamento, não para servir como gatilho para desafios virais. Usuários de veículos BYD comentam que o acionamento ocorre mesmo em situações de proximidade moderada, o que facilita a reprodução da trend.
Atualizações de software nos modelos elétricos buscam calibrar a sensibilidade dos sensores, mas o comportamento intencional dos provocadores contorna essas melhorias. A calibragem varia conforme o modelo e o ano de fabricação, tornando alguns veículos mais sensíveis que outros ao desafio.
Riscos e consequências legais
A legislação de trânsito brasileira enquadra manobras que coloquem em risco a segurança viária como infrações graves ou gravíssimas. A provocação deliberada do sistema de alerta pode ser interpretada como direção perigosa, sujeita a multas elevadas e pontos na Carteira Nacional de Habilitação. Em casos repetidos ou que resultem em acidentes, as penalidades incluem a suspensão do direito de dirigir.
Órgãos como o Departamento Estadual de Trânsito orientam que qualquer ação que interfira no tráfego normal ou force comportamentos anormais nos demais motoristas deve ser evitada. A divulgação de vídeos incentivando a prática amplifica o problema, pois motiva novos participantes a repetirem as manobras em diferentes cidades. Motoristas de BYD têm registrado ocorrências em delegacias para documentar os incidentes.
Orientações para proprietários de BYD
Condutores de veículos equipados com o sistema de alerta traseiro devem manter distância segura de veículos que se aproximem de forma suspeita. Registrar os episódios com imagens das placas e condições do trânsito ajuda na identificação dos responsáveis. Evitar reagir de forma abrupta preserva a estabilidade do veículo e reduz o risco de colisões em cadeia.
A manutenção em dia dos sensores garante que o sistema funcione conforme projetado pelo fabricante. Compartilhar experiências em grupos de proprietários de BYD ajuda a mapear regiões onde a trend se concentra. O respeito mútuo entre condutores permanece essencial para que inovações tecnológicas cumpram seu papel protetor sem gerar novos perigos. A tendência continua a se espalhar por meio de redes sociais, com novos vídeos surgindo diariamente em diferentes regiões do país. Especialistas recomendam que usuários evitem replicar o desafio e priorizem a condução responsável.